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RuneQuest

RuneQuest é um jogo de roleplaying de fantasia, publicado pela Chaosium em 1978, com o sistema criado por Steve Perrin e o mundo ficcional Glorantha, criado por Greg Stafford. RuneQuest foi notável à sua época pelo sistema de jogo inovador e por adotar um mundo de fantasia original. Houve várias encarnações do jogo. A mais recente data de 2018, pelas mãos da Chaosium, chamada RuneQuest: Roleplaying in Glorantha.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Histórico das Publicações

A história das edições de RuneQuest é um bocado confusa devido a diversos problemas jurídicos ao longo dos anos. Ao todos foram seis edições, sendo a atual a RuneQuest 6ª Edição, publicada em julho de 2012. A história resumida a seguir usou duas fontes de pesquisa, que cobrem todo o texto abaixo. Em 2010 a Mongoose reage à publicação do Basic Roleplaying pela Chaoisum publicando o seu RuneQuest II, também chamado de 5ª Edição (RQ5) ou, mais comumente, de MRQII. Era o mesmo sistema MRQ, porém revisado para se parecer mais com o antigo RuneQuest, com o fito de agradar os fãs mais antigos que não gostaram do primeiro MRQ. Esta edição contou ainda com capa de couro, só que esse MRQ (MRQII ou RQ5) não é Open Game. Em meados de Julho de 2011, Lawrence Withaker, cofundador da The Design Mechanism (TDM), anunciou a assinatura de um acordo com a Issaries (empresa detentora da marca RuneQuest) pelo qual a TDM passa a ser o novo licenciado para publicação do jogo RuneQuest. Atualmente ele é publicado pela Mongoose Publishing sob licença da Issaries, com o nome RuneQuest II. A partir de 2012, a TDM irá publicar a nova edição, o RuneQuest 6ª Edição (RQ6). Nas palavras de Lawrence:

RQ1 - Primeira Edição

Em 1978, nasce a primeira edição de RuneQuest, também chamada RQ1, pela Chaosium, tendo por autores: Steve Perrin, Ray Turney, Steve Henderson, Warren James, e Greg Stafford. Foi o primeiro RPG baseado em sistema de perícias. Se hoje praticamente todos os RPGs possuem sistema de uso de perícias para realizar ações e que refletem os conhecimentos dos PCs, é porque RuneQuest criou isso. Além dessa inovação, trouxe outras: não havia limitação de classes; trazia um mundo próprio integrado; a experiência era adquirida diretamente e não distribuída pelo Mestre (se você usava uma perícia, adicionava cada sucesso ao lado da perícia, se acumulava o suficiente então você evoluía um nível nela); os monstros na pratica eram PCs do Mestre, isto é, não tinham sistema próprio, PCs e NPCs eram construídos da mesma forma, como são hoje em GURPS e outros sistemas; combates realistas e mortais etc. Como dito, ele vinha com um cenário (mundo de jogo) pronto para uso: Glorantha, do Greg Stafford.

RQ2 - Segunda Edição

Em 1979 Chaosium lança o que seria seu maior sucesso: RuneQuest 2ª Edição (ou RQ2). Esta edição era grande, contava com 130 páginas. Foi o segungo RPG mais jogado depois de AD&D. Teve mais de 20 suplementos lançados até 1983. É importante não confundir esta edição com o RuneQuest II, lançado em 2010 pela Mongoose Publishing.

RQ3 - Terceira Edição

Em 1984 a Chaosium teve problemas financeiros e teve que decidir entre vender os direitos autorais do Call of Cthulhu e os direitos do RuneQuest. Como Call of Cthulhu já estava vendendo mais, então ela vendeu o RuneQuest, para a Avalon Hill. O acordo obrigava a Chaosium a criar um RuneQuest 3ª Edição (RQ3) e a vendê-lo para a Avalon Hill. No entanto, esse acordo não incluía o mundo de Glorantha, que permaneceu com a Chaosium e com Stafford. Essa edição não fez tanto sucesso quanto a segunda, mas foi publicado de 1984 até 1995. O sistema mudou muita coisa em relação à anterior e acabou não agradando todos os jogadores. Além disso a Avalon Hill não teria dado suporte adequado ao produto.

RQ:AiG - Um Projeto de Quarta Edição

Em ano incerto, a Avalon Hill, pelas mãos de Oliver Jovanovic, a princípio com apoio da Chaosium e de Greg Stafford, iniciou um projeto para lançar o RuneQuest: Adventures in Gloranta (RQ:AiG), que incluiria o mundo de Glorantha e atualização de regras da terceira edição do jogo. Esse projeto ficou conhecido como RQ3.5 por alguns, porque na prática nunca foi publicado. A intenção é que esta se tornasse a 4ª Edição. A razão do insucesso da empreitada que lançaria o RQ:AiG veio em abril de 1994, quando Ken Rolston, conhecido como Rune Czar, deixou a Avalon Hill. Em consequência disso o RuneQuest parou de receber suporte apropriado desagradando os fãs do sistema e a Greg Stafford. Assim, naquele ano, a Chaosium e a Avalon Hill cortaram relações, foi o fim da tentativa de publicar o RQ:AiG juntamente com o cenário de Glorantha, acabando com a clássica parceria.

Hiato e Confusões Jurídicas

Mas aí, em 1997, a Chaosium criou a Issaries Inc, que tentou publicar o Glorantha usando outro sistema, mais tarde conhecido como HeroWars e depois HeroQuest, mas não foi adiante e não fez sucesso. No mesmo ano a Avalon Hill publicou o RuneQuest: Slayers, mas que nunca chegou a ser uma 4ª Edição (RQ4). Na verdade era um sistema completamente diferente, eles apenas tentaram usar o nome conhecido para promover o jogo. A empreitada não vingou. Em 1998 a Hasbro incorporou a Avalon Hill e encerrou o RuneQuest: Slayers. Eles mudaram o nome para RuneSlayer e liberaram gratuitamente na internet. Com a incorporação, veio o grande medo: a Hasbro engoliu também a Wizards of the Coast, que tinha engolido a TSR, que era proprietária do AD&D. Com a licença d20 os fãs ficaram com medo de nunca mais ver o RuneQuest. O que de certa forma se concretizou, pois de 1997 a 2002 os anos foram deprimentes: nenhum material novo foi publicado e as revistas virtuais especializadas foram desaparecendo.

RQ4 - Quarta Edição, de verdade

Em 2005, Greg Stafford usou de um artifício legal para ressuscitar o jogo. Ele tinha o nome RuneQuest, mas não tinha o sistema RuneQuest, então ele fez um acordo com a Mongoose Publishing para editar um novo jogo com novas regras, usando o nome RuneQuest. Finalmente em 2006, em acordo com a Issaries, saiu o Mongoose RuneQuest, também conhecido como RuneQuest 4ª Edição, RQ4 ou, mais comumente, como MRQ, ou MRQI. Era mesmo um RuneQuest, mas escrito com outras palavras. Isso foi possível porque nos EUA não se protege o sistema de regras em si, mas as palavras para descrevê-lo. Assim, se alguém pega um sistema e usa palavras diferentes para descrever cada item dele, não é crime. Esse sistema foi publicado debaixo da Open Game License.

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Fontes consultadas

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