Bardas Focas, o Jovem
Bardas Focas foi um general bizantino com participações ativas em três revoltas a favor e contra a dinastia macedônica que governava o Império Bizantino no século X.
Bardas (Βάρδας, Bárdas) é a forma latina e grega do armênio Varde (Վարդ, Vard), que pode ter derivado do parta vard- (em iraniano antigo *vr̥da-), "rosa", ou do iraniano antigo vard-, "virar".
Bardas era um dos mais importantes membros das família Focas, o mais importante clã aristocrático bizantino do século X. Seu pai, Leão Focas, o Jovem, era um curopalata e irmão do imperador Nicéforo II Focas. Ainda jovem, Bardas já ganhara a reputação de ser um grande experto na arte da guerra: Se a carreira militar foi fácil de galgar, foi ainda mais fácil de desabar. Com a morte do tio em 970, Focas e sua família se revoltaram contra o novo imperador e seu novo primo, João I Tzimisces. Bardas foi proclamado imperador pelas tropas estacionadas em Cesareia, mas a revolta foi logo sufocada por outro habilidoso comandante, Bardas Esclero. Focas e seus parentes foram capturados e exilados para a ilha de Quio, onde eles passariam os próximos sete anos.
Em 978, Bardas foi libertado de sua prisão pelo eunuco Basílio Lecapeno, o tio de Basílio II Bulgaróctono e o regente de facto. Ele foi enviado disfarçado para a sua Capadócia natal para articular a aristocracia local contra Esclero, que tinha se revoltado contra as autoridades imperiais e avançado até o Helesponto. Ajudado por um exército georgiano liderado por João Tornício, Focas eventualmente sufocou a revolta, conseguindo uma vitória num combate singular contra Esclero na Batalha de Pancália, apesar de diversos contratempos. Por seus vitais serviços à coroa, ele foi recompensado com o cobiçado cargo de doméstico das escolas e uma vez mais liderou os exércitos bizantinos na reconquista de Alepo frente aos árabes abássidas. Posteriormente, citando Pselo, "ele recebeu o privilégio de um triunfo e tomou seu lugar entre os amigos pessoais do imperador".
Enquanto Constantino VIII (r. 1025–1028) era facilmente manipulado por seus conselheiros, seu irmão, Basílio II Bulgaróctono, estava aparentemente irritado com a situação. A energia de Basílio mostrou que ele estava determinado a tomar a administração em suas próprias mãos e a controlar pessoalmente o exército. Porém, a crescente autonomia de Constantino alarmou tanto Basílio Lecapeno quanto Focas. Em 987, ambos contataram secretamente seu antigo inimigo, Esclero, e firmaram um acordo secreto de que o império seria dividido entre eles se tivessem sucesso em uma revolta contra os imperadores. Numa campanha que curiosamente mimetizou a revolta de Esclero uma década antes, Focas se autoproclamou imperador e invadiu a maior parte da Ásia Menor. "Não era mais imaginação, mas a dura realidade, que ele vestiu as roupas imperiais, com a coroa do imperador e a insígnia real do púrpura", diz Pselo.
Do seu casamento com uma prima, Adralestina, Bardas deixou dois filhos, Leão e Nicéforo (+1022). Seu neto e homônimo, Bardas Focas, foi cegado pelas autoridades imperiais em 1025. Acredita-se que a família Focas cretense descenda dele.


