Omaia ibne Abede Xemece
Omaia ibne Abede Xemece foi um coraixita, progenitor da linhagem dos califas omíadas. O nome da dinastia que governou o Califado Omíada, bem como o clã Banu Omaia foram nomeados em sua honra.
Como outros epônimos de tribos e clãs árabes, sua história está impregnada de fatos míticos. O nome Omaia é comum na onomástica árabe e ocorre tanto entre tribos do norte quanto do sul; o significado que a polêmica antiomíada lhe atribui (um diminutivo de ama, “escrava”) faria dele um apelido; ademais, existe a forma positiva Banu Ama como nome de uma tribo. Era filho de Abede Xemece e neto de Abede Manafe ibne Cuçai e os genealogistas afirmam que era pai de cinco filhos: Harbe, Abu Alás, Alas, Abu Alis e Abu Anre. Segundo uma provável lenda erudita que traduz a futura rivalidade entre os omíadas e os haxemitas (álidas e abássidas), diz-se que Omaia rivalizou com seu tio paterno, Haxim ibne Abde Manafe. Por conta de sua inveja, desafiou Haxim para uma mundafara, cujo juiz seria um cohen dos cuzaaítas. Ao ser derrotado, Omaia foi obrigado a exilar-se de Meca por dez anos. De modo semelhante, o relato da embaixada de Omaia e de seu sobrinho Abedal Motalibe, juntamente com outros chefes dos coraixitas, ao rei himiarita Ceife ibne Di Iazane (r. 571–575), após este ter derrotado os abissínios, visa apenas aumentar o prestígio dos coraixitas e profetizar o advento do Islã. Outras histórias problemáticas de supostas testemunhas oculares colocam que viram Omaia, já um velho decrépito, percorrendo as ruas de Meca apoiado em seu filho Abu Anre.


