Brasil na Copa do Mundo FIFA de 1950
A edição de 1950 da Copa do Mundo marcou a quarta participação da Seleção Brasileira de Futebol nessa competição. Era a primeira vez que o país sediaria o torneio da FIFA.
Imagem: Carlos Varela · BY · Openverse
O Brasil teve sua candidatura aprovada pela FIFA em 1946. Inicialmente, o Brasil solicitou que a Copa ocorresse em 1949, mas devido a problemas logísticos, em 1947, definiu-se que a Copa ocorreria em 1950. Mesmo assim, diversas seleções desistiram de participar do mundial. A seleção brasileira foi convocada quatro meses antes da Copa do Mundo e ficou concentrado na cidade mineira de Araxá. Após o período de preparação foram dispensados: Mauro, Pinga, Brandãozinho, Ipojucan e Tesourinha. Os três primeiros viriam a participar da Copa do Mundo de 1954, enquanto Mauro viria também a ser o capitão do bicampeonato mundial. Mauro perdeu sua posição em duelo com Adãozinho, segundo o Globo Sportivo: "Mas surgiu uma oportunidade para um teste interessante. O match treino contra os gaúchos poderia permitir uma competição entre Mauro e Adãozinho, o zagueiro paulista que vinha cumprindo boas performances. (...). Mas Mauro perdeu a última chance. Adãozinho destacou-se na seleção gaúcha e venceu a competição com larga vantagem de pontos. Passou por Mauro sempre que quis, burlando-o, confundindo-o, desiludindo-o".
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Na primeira fase, o Brasil estreou vencendo por 4 a 0 o México. Segundo o Jornal dos Sports: "Tudo saiu de acordo com as melhores expectativas. Havia gente que pensava que o Estádio não encheria e o Estádio se encheu. Os claros ficaram apenas nas cadeiras numeradas. (...) O Presidente da República chegou ao Estádio com a pontualidade do rei da Inglaterra. (...) Certo nervosismo dos jogadores brasileiros deve ser levado em conta da grandeza do Estádio. (...) E mesmo assim a vitória brasileira foi cômoda". O jornal enalteceu a atuação de Jair da Rosa Pinto: "Jair por si só foi um espetáculo. Correu em campo como um novo, com a vantagem de uma classe que dificilmente pode ser superada. Era o mesmo Jair do sul-americano e daquele Flamengo e Arsenal. O jogador por excelência do scratch". Os gols foram de Ademir no rebote do goleiro mexicano, Jair após passe de Danilo, Baltazar de cabeça em escanteio cobrado por Ademir, e Ademir em passe de Jair.
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O Brasil jogava por um empate para ser campeão mundial. Aos uruguaios, que haviam arrancado da Espanha um empate de 2 a 2 e conseguido uma vitória suada de 3 a 2 sobre a Suécia, sobrava apenas vencer para conquistar a taça. Ao entrar no gramado do Estádio do Maracanã, naquele 16 de julho de 1950, brasileiros e uruguaios encontraram o maior público já visto para uma partida de futebol: 174 mil pagantes, somados a uma estimativa de 50 mil penetras, número que não pôde ser precisado porque as catracas do estádio quebraram. Havia entre 200 mil e 220 mil pessoas presentes. Aos 2 minutos do segundo tempo, Zizinho toca para Friaça na ponta-direita, que nas costas de Víctor Rodríguez Andrade, sai na cara do gol. O bandeirinha marca impedimento. O juiz nada marca. Friaça toca à direita do goleiro Roque Máspoli. Gol do Brasil, 1 a 0. Bombas e rojões estouram dentro do estádio, que vira um carnaval. Obdúlio Varela, capitão uruguaio, prende a bola nos braços e bate boca com o zagueiro Augusto do Brasil, com o árbitro e com o bandeira alegando impedimento, parando o jogo por 2 minutos, e acalmando seus colegas assustados. Aos 21 minutos do segundo tempo, Varela lançou Alcides Ghiggia na ponta-direita, o qual venceu o lateral-esquerdo Bigode na corrida e cruzou à meia altura. Juan Alberto Schiaffino tentou emendar de primeira no canto direito de Barbosa. Pegou mal, errou, mas a bola entrou à direita do goleiro brasileiro. Uruguai empata o jogo em 1 a 1.
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A numeração dos jogadores começou a ser usada nesta copa, para ajudar na identificação dos atletas. Como as substituições não estavam previstas nas regras até 1970, e nem havia numeração fixa para os atletas, a Seleção Brasileira adotou que os jogadores que entrassem em campo sempre seriam numerados de 1 a 11, conforme a tradição da pirâmide invertida (2 zagueiros - 3 médios -5 atacantes), apesar do time de Flávio Costa já atuar no WM em diagonal. A partir de 1954, a numeração dos 22 jogadores seria fixa, durante todo o torneio. Para dirimir qualquer dúvida, postamos abaixo a numeração adotada a cada jogo pela Seleção: Jogo 1 (Brasil x México): 1 – Barbosa, 2 – Augusto, 3 – Juvenal, 4 – Ely, 5 - Danilo Alvim, 6 – Bigode, 7 – Maneca, 8 - Ademir Menezes, 9 – Baltazar, 10 - Jair R. Pinto, 11 – Friaça. Jogo 2 (Brasil x Suíça): 1 – Barbosa, 2 – Augusto, 3 – Juvenal, 4 – Bauer, 5 – Ruy, 6 – Noronha, 7 – Alfredo, 8 – Maneca, 9 – Baltazar, 10 - Ademir Menezes, 11 - Friaça.
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Primeira Fase: Grupo 1
Árbitro: Reader ( Inglaterra)Público: +81 000 Árbitro: Azon ( Espanha)Público: +42 000 Árbitro: Griffiths ( País de Gales)Público: +142 000
Fase Final: Quadrangular
Arbitro: Eliis ( Inglaterra)Público: +138 000 Arbitro: Leafe ( Países Baixos)Público: +152 000 Árbitro: George Reader ( Inglaterra)Público: 199,854


