Bali
Bali é uma ilha e província da Indonésia, situada na extremidade ocidental do arquipélago das Pequenas Ilhas da Sonda, entre as ilhas de Java e de Lomboque. A província, que inclui algumas pequenas ilhas próximas, nomeadamente Nusa Penida, Nusa Lembongan e Nusa Ceningan, tem 5 636,7 km². Em 2010 tinha 3 890 757 habitantes e estimava-se que 2015 tivesse 4 152 800. A capital provincial e maior cidade da ilha é Dempassar, situada sensivelmente a meio da costa sul.
O nome Bali, com o qual a ilha foi batizada no século IX, deriva da palavra Wali. Wali ou Wari era o termo pelo qual os nativos, que muito veneravam seus deuses, chamavam o ato de adoração. Wali é uma palavra do sânscrito que significa "sacrifício oferecido ao deus", "adoração", "culto" ou "oferenda".
Antiguidade e Idade Média
Bali foi povoada cerca de 2 000 a.C. por austronésios originários do Sudeste Asiático e da Oceânia através do Sudeste Asiático Marítimo. Perto da aldeia de Cekik, na parte ocidental da ilha, foram encontradas ferramentas de pedra datadas dessa época. Em termos culturais e linguísticos, os balineses estão estreitamente relacionados com os povos do arquipélago indonésio, Malásia, Filipinas e Oceânia. Na antiga Bali existiram nove seitas hindus — Pasupata, Bhairawa, Siwa Shidanta, Waisnawa, Bodha, Brahma, Resi, Sora e Ganapatya. Cada uma delas adorava uma divindade específica como o seu deus principal. As inscrições conhecidas datadas do período entre 896 e 911 não mencionam qualquer rei. Outra, de 914, menciona o rei Sri Kesarivarma. Essas inscrições revelam um Bali independente, com um dialeto próprio, onde eram praticados simultaneamente o xivaísmo e o budismo. Mahendradatta (ou Gunapriyadharmapatni), a bisneta de Mpu Sindok, o último rei da dinastia Sanjaya do reino javanês de Matarão, casou-se com o rei do Bali Udayana Warmadewa (ou harmodaianavarmadeva) c. 989. Esse casamento intensificou o hinduísmo e a cultura javanesa em Bali. O filho de ambos, Airlangga (ou Erlangga; 1001–1049), fundou o efémero reino de Kahuripan, cujos territórios chegaram a se estender desde Java Central até ao Bali. Sabe-se da existência da princesa Sakalendukirana em 1098, do rei Suradhipa, que reinou em Bali entre 1115 e 1119 e Jayasakti (r. 1146–1150). O rei Jayapangus aparece em inscrições datadas do período 1178–1181; Adikuntiketana e o seu filho Paramesvara em inscrições de 1204.
Contactos com portugueses
O primeiro contacto conhecido de europeus com Bali ocorreu em 1512, quando uma expedição portuguesa comandada por António de Abreu e Francisco Serrão avistaram a costa norte. Essa foi a primeira de uma série de viagens bianuais dos portugueses às ilhas Molucas, que ao longo do século XVI viajaram ao longo das costas do arquipélago da Sonda. Bali aparece também num mapa de 1512 da autoria de Francisco Rodrigues, um membro da expedição de António de Abreu.[a] Em 1585, um navio naufragou ao largo da península de Bukit, no extremo sul de Bali, o que originou que alguns portugueses tivessem ficado ao serviço do Deva Agung (título dos reis de Klungkung).
Índias Orientais Holandesas
Em 1597, o explorador holandês Cornelis de Houtman chegou a Bali. O governo holandês expandiu o seu controlo por todo o arquipélago indonésio durante a segunda metade do século XIX. O controlo político e económico de Bali por parte dos holandeses iniciou-se na década de 1840, na costa norte da ilha, quando os holandeses fomentaram os conflitos entre diversas entidades políticas balinesas. No final da década de 1890, as lutas entre os reinos do sul de Bali foram exploradas pelos holandeses para aumentar o seu controlo. Em junho de 1860, o famoso naturalista galês Alfred Russel Wallace viajou para Bali desde Singapura, desembarcando em Buleleng, na costa norte. Essa visita foi fundamental para o naturalista desenvolver a sua teoria da Linha de Wallace, a fronteira biogeográfica que passa entre Bali e Lomboque. Essa linha separa as espécies zoológicas de origem asiática (a oeste) das espécies de origem mista asiática e australiana (a leste). Nas suas memórias de viagem “The Malay Archipelago”, Wallace narra a sua experiência em Bali, nomeadamente dos métodos de irrigação únicos (subak):
Independência e pós-independência
Em 1946, os holandeses constituíram o Bali como um dos 13 distritos administrativos do recém-proclamado Estado da Indonésia Oriental, rival da República da Indonésia, proclamada e liderada por Sukarno e Mohammad Hatta. O Bali foi incluído na "República dos Estados Unidos da Indonésia" quando os Países Baixos reconheceram a independência indonésia em 29 de dezembro de 1949. Em 1963, a erupção vulcânica do monte Agung causou milhares de vítimas mortais, provocou o caos económico e forçou à deslocação de muitos balineses para outras partes da Indonésia. Da mesma forma que no resto do país, houve conflitos em Bali devido ao alargamento das divisões sociais, nomeadamente entre os apoiantes do sistema tradicional de castas e os que se lhe opunham. Politicamente, esse confronto foi protagonizado por apoiantes do Partido Comunista da Indonésia (PKI) e do Partido Nacional Indonésio (PNI). As reformas agrárias promovidas pelo PKI aumentaram ainda mais as tensões.
A ilha de Bali situa-se 3,2 km a leste da ilha de Java, da qual está separada pelo estreito de Bali. O comprimento da ilha na direção leste-oeste é de aproximadamente 153 km de comprimento e a largura é cerca de 112 km na direção norte-sul. A Província de Bali inclui algumas pequenas ilhas próximas e tem 5 636,7 km² de área. Segundo o censo de 2010 tinha 3 890 757 habitantes e estimava-se que 2015 tivesse 4 152 800 (densidade: 736,7 hab./km²). Na parte central da ilha há diversas montanhas com mais de 2 000 m de altitude. As mais altas estendem-se para leste desde a parte central. A grande montanha mais oriental e a mais alta da ilha é o monte Agung, com 3 142 m, conhecida como a "montanha-mãe", um vulcão ativo que é considerado um o local do mundo onde é mais provável que ocorra uma erupção massiva nos próximos 100 anos. A natureza vulcânica da ilha contribuiu para a sua fertilidade excecional e as altas cadeias montanhosas providenciam uma elevada precipitação que suporta a agricultura para cuja elevada produtividade contribuem sistemas de irrigação muito elaborados, nomeadamente o subak. A sul das montanhas situa-se uma área com declive constante onde se produzem as imensas colheitas de arroz de Bali. Na parte norte, as encostas das montanhas são mais íngremes e vão até ao mar. É lá que se situam as principais plantações de café, além de arroz, hortaliças e gado. A ilha não tem grandes rios navegáveis, embora o rio Ho seja navegável por pequenas sampanas. O rio mais extenso é o Ayung, com aproximadamente 75 km de comprimento.
Clima
Situando-se a apenas 8 ° a sul do equador, Bali tem um clima praticamente igual durante todo o ano. A temperatura anual média é cerca de 30 °C e a humidade relativa aproximadamente 85%. As temperaturas médias nas zonas baixas variam entre os 20 e 33 °C, mas por vezes nas montanhas as temperaturas são bastante mais baixas. A monção de ocidente ocorre aproximadamente entre outubro e abril, geralmente trazendo consigo muita chuva, especialmente entre dezembro e março. Fora do período de monção, a humidade é relativamente baixa e as chuvas são raras nas áreas de baixa altitude.[carece de fontes?] A estação alta do turismo é durante a estação seca, em julho e agosto, e durante a Páscoa e Natal, quando o clima é muito imprevisível.
Fauna terrestre
O Bali situa-se imediatamente a oeste da Linha de Wallace, a fronteira biogeográfica que separa as espécies zoológicas de origem asiática (a oeste) das espécies de origem mista asiática e australasiana (a leste). Devido a isso, a sua fauna é do tipo asiático, com pouca influência australasiana, e tem mais em comum com a de Java do que com a de Lomboque. Uma exceção é a Cacatua sulphurea, que pertence a um género primariamente australasiano.[carece de fontes?] Na ilha há cerca de 280 espécies de aves, que incluem o estorninho-de-bali (Leucopsar rothschildi), uma espécie endémica em perigo crítico de extinção. Outras espécies de aves incluem a andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica), Oriolus chinensis, Crypsirina temia, Spilornis cheela, Hemiprocne coronata, Eurystomus orientalis, pardal-de-java (Lonchura oryzivora), Leptoptilos javanicus, Lanius schach, Mycteria cinerea, Hirundo tahitica, andorinha-dáurica (Cecropis daurica), Todiramphus sanctus, noitibó-da-savana (Caprimulgus affinis), Pelargopsis capensis, Pycnonotus goiavier e garça-branca-grande (Ardea alba). Há também espécies dos géneros Haliaeetus (águias-marinhas) e Artamus (da família Artamidae).[carece de fontes?]
Vida marinha
As águas das costas sul e leste do Bali fazem parte do chamado Triângulo de Coral, a área com vida marítima mais rica do mundo e com mais diversidade de corais, onde vivem mais de 6 000 espécies de peixes e se encontram 76% das espécies conhecidas de coral. Os recifes de coral tornaram alguns locais de mergulho e snorkeling do Bali mundialmente famosos, nomeadamente Tulamben, Amed, Menjangan ou as pequenas ilhas vizinhas de Nusa Penida, Nusa Lembongan e Nusa Ceningan. Em redor destas últimas foi criada em 2010 uma área protegida. Essa reserva natural é habitat de 296 espécies de coral and 576 espécies de peixes, cinco delas desconhecidas para a ciência antes do processo de classificação da área ter sido iniciado. Algumas das espécies marinhas que se podem observar incluem a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), o peixe-lua (Mola mola), jamanta (Manta birostris), moreia-gigante (Gymnothorax javanicus), peixe-papagaio-bisonte (Bolbometopon muricatum), tubarões-martelo (família Sphyrnidae), tubarão-cinzento-dos-recifes (Carcharhinus amblyrhynchos), barracuda, serpentes marinhas (família Hydrophiidae). Na costa norte é comum avsitar golfinhos perto de Singaraja e Lovina.[carece de fontes?]
Flora
Muitas plantas que crescem no Bali foram introduzidas pelo homem nos últimos séculos, principalmente desde o século XX, o que por vezes torna difícil saber quais são as plantas realmente nativas. Entre as árvores de maior porte mais comuns encontram-se o baniano,[b] jaqueira (Artocarpus heterophyllus), coqueiro (Cocos nucifera), várias espécies de bambus, acácias e bananeiras. Dentre as flores podem citar-se os hibiscos, frangipanis, buganvílias, poinsétias, oleandro, jasmins, nenúfares, lótus, rosas, begónias, orquídeas e hortênsias. Em zonas mais altas, que recebem mais humidade, como por exemplo em volta de Kintamani, crescem algumas espécies de fetos gigantes, cogumelos e até pinheiros. Nas plantas agrícolas, além de muitas variedades de arroz destacam-se o salak (Salacca zalacca), o mangostão, o milho, as laranjeiras de kintamani, cafeeiro e espinafre-aquático (Ipomoea aquatica, conhecido localmente como kangkung).[carece de fontes?]
Ameaças ambientais
Em 2010 o Bali era a província com o índice de qualidade ambiental mais alto da Indonésia (99,65). Esse índice mede três parâmetros da qualidade da água: total de sólidos em suspensão [en] (TSS), oxigénio dissolvido (DO) e carência química de oxigénio (COD). Os casos mais graves de erosão ocorrem em na praia de Lebih, onde chegam a ser perdidos para o mar 7 m de terra por ano. Há várias décadas, essa praia era usada para peregrinações religiosas que juntavam mais de 10 000, as quais foram entretanto mudadas para a praia de Masceti. Devido à sobre-exploração de recursos provocada pela indústria turística, que ocupa grandes áreas, 200 dos 400 rios da ilha secaram e, estudos científicos de 2011 previam que em 2015 a parte sul do Bali iria sofrer graves faltas de água limpa de até 2 500 litros por segundo.
A maior cidade e capital provincial é Dempassar, situada perto da parte central da costa sul; em 2012 tinha 834 881 habitantes. A segunda maior cidade e antiga capital colonial é Singaraja, situada na costa norte; em 2010 tinha 133 784 habitantes. Outras cidades importantes são Cuta, que praticamente é um subúrbio de Dempassar, e Ubud, situada a norte de Dempassar, considerada o centro cultural da ilha.[carece de fontes?] Segundo um estudo de ADN publicado 2005, 12% dos cromossomas Y dos balineses são provavelmente de origem indiana, enquanto que 84% são provavelmente de origem austronésia e 2% são provavelmente de origem melanésia. Esse estudo não correlaciona as amostras de ADN com o sistema balinês de castas. No Bali há um sistema de castas baseado no indiano, constituído por quatro castas: Atualmente, o sistema de casta é usado sobretudo em eventos religiosos, onde os membros das castas inferiores pedem aos membros da casta Brahmana (os pedandas) para conduzirem as cerimónias.
Religião
Contrariamente ao que se verifica nas restantes ilhas da Indonésia, onde a maioria esmagadora da população é muçulmana, segundo o censo de 2010, 83,5% da população segue um variante local do hinduísmo. As principais religiões minoritárias são o islão (13,4%), o cristianismo (2,5%; 0,8% católicos e 1,7% não católicos) e o budismo (0,5%). O hinduísmo balinês é uma amálgama de crenças locais com influências do hinduísmo das regiões continentais do Sudeste Asiático e da Ásia Meridional, além do budismo. Os hindus balineses adoram uma série de deuses e semideuses juntamente com heróis budistas, espíritos dos antepassados, divindades agrícolas locais e locais sagrados. A religião praticada na ilha é um sistema composto de crenças, que inclui não apenas teologia, filosofia e mitologia mas também a veneração dos antepassados, animismo e magia, e que está presente em quase todos os aspetos da vida tradicional. Os hindus balineses acreditam que deuses e deusas estão presentes em todas as coisas e que por isso todos os elementos da natureza têm o seu próprio poder, que reflete o poder dos deuses. Cada rocha, cada árvore, adaga ou tecido é um potencial lar para espíritos cuja energia pode ser direcionada para o bem ou para o mal. O hinduísmo balinês está profundamente interligado com as artes e os rituais. Os estados rituais de autocontrolo são uma característica notável da expressão religiosa dos balineses, que por isso se tornaram famosos pelos seus hábitos de graciosidade e decoro.
Línguas
As línguas mais faladas são o balinês e o indonésio. A grande maioria dos balineses são bilingues ou trilingues. Nas regiões turísticas, o idioma mais falado é o indonésio, pois muitas pessoas ligadas ao setor turístico não são balineses mas sim imigrantes originários de Java, Lomboque, Sumatra e outras partes da Indonésia. Há várias línguas indígenas na ilha, mas a maior parte dos locais usam a mais falada: o balinês moderno comum. O uso das diferentes línguas locais era tradicionalmente determinado pelo sistema de castas e pelos clãs, mas esta tradição tem vindo a diminuir. O kawi, a antiga língua literária também usada em Java e Lomboque, e o sânscrito são de uso comum pelos sacerdotes hindus, pois a literatura hindu és escrita sobretudo em sânscrito.[carece de fontes?]
O Bali é conhecido pelas suas formas de arte sofisticadas e diversificadas, como a pintura, escultura, talha em madeira, outros tipos de artesanato e artes cénicas. A música de orquestras de percussão, conhecidas como gamelão está muito desenvolvida e é variada. As artes cénicas balinesas representam frequentemente histórias dos épicos hindus como o Ramáiana, com fortes influências locais. Danças balinesas famosas incluem o pendet, legong, baris, topeng, barong, gong keybar e kecak (dança do macaco). As artes cénicas do Bali são das mais diversas e inovadoras do mundo e há espetáculos pagos em milhares de festivais de templos, cerimónias privadas e outros eventos públicos. O Ano Novo Hindu do Bali, o Nyepi, é celebrado na primavera com um dia de silêncio. Nesse dia, toda a gente fica em casa e os turistas são encorajados a ficar nos seus hotéis. Na véspera, há desfiles de grandes estátuas coloridas de monstros ogoh-ogoh, os quais são queimados à noite para afastar os espíritos malignos. Ao longo do resto do ano há outros festivais, determinados pelo calendário balinês (pawukon).[carece de fontes?]
Desporto
O Bali é um destino mundial de surfe, com vários locais muito populares espalhados pela costa sul e em volta da ilha de Nusa Lembongan. Como parte do Triângulo de Coral, o Bali e especialmente a ilha vizinha de Nusa Penida tem uma larga variedade de locais de mergulho, com diversos tipos de recifes de coral. Em 2008 o Bali acolheu os Jogos Asiáticos de Praia. Foi a segunda vez que a Indonésia acolheu um evento multidesportivo ao nível asiático, depois dos Jogos Asiáticos de 1962 terem sido realizados em Jacarta.
Até á década de 1980, a economia balinesa baseava-se sobretudo na agricultura, tanto em termos de receitas como em termos de número de empregos. Desde o final do século XX, a atividade económica que gera mais receitas é o turismo e devido a isso Bali é uma das regiões mais ricas da Indonésia. Em 2003, cerca de 80% da economia da ilha estava relacionada com o turismo. Em meados de 2011, o rácio de crédito em risco (crédito vencido) da totalidade dos bancos do Bali era 2,23% inferior ao da Indonésia (que era cerca de 5%). A economia foi durante afetada pelos atentados terroristas de 2002 e de 2005, mas recuperou completamente alguns anos depois.[carece de fontes?]
Agricultura
Apesar do turismo ser responsável pela maior parte do produto interno bruto, em meados da década de 2000 a maior parte da população ativa estava empregada na agricultura, sobretudo na produção de arroz.[c] Outras culturas, de menor importância, incluem fruta, hortaliça e café. A pesca também emprega um número significativo de pessoas.[carece de fontes?] Bali é famoso pelos seus artesãos, que produzem uma grande variedade de peças de artesanato, nomeadamente vestuário tradicional em batique e ikat, madeira e pedra esculpida, pintura e joalheria de prata. Tipicamente, cada aldeia é especializada num só produto, como sinos de vento ou mobiliário de madeira.[carece de fontes?]
Turismo
Em 1963, Sukarno construiu o Hotel Bali Beach em Sanur, o que deu um grande impulso ao turismo em Bali. Antes disso, existiam apenas três hotéis em Bali. Desde então, começaram a ser construídos hotéis e restaurantes, um pouco por toda a ilha. O turismo recebeu outro impulso com a abertura do Aeroporto Internacional Ngurah Rai em 1970. A administração da regência de Buleleng encorajou o setor turístico como uma das principais vias para o progresso económico e bem estar social. A indústria turística concentra-se sobretudo na costa sul, embora seja importante no resto da ilha. As principais áreas turísticas são Cuta e a sua praia; os seus subúrbios de Legian e Seminyak; Sanur, na costa oriental (outrora o único centro turístico); Ubud, perto do centro da ilha; Jimbaran. Mais recentemente o turismo teve grande desenvolvimento em Nusa Dua e Pecatu. À exceção de Ubud, situada no centro da ilha, todos esses locais se situam na costa sul. Só Sanur, situado na costa sudeste é que não se encontra na península de Bukit ou perto dela.[carece de fontes?]
Transportes
O Aeroporto Internacional Ngurah Rai (IATA: DPS, ICAO: WADD) situa-se junto a Jimbaran, no istmo da parte mais meridional da ilha. O campo de aviação Tenente-coroanel Wisnu (também conhecido como aeroporto de Buleleng), situa-se na parte noroeste da ilha. Há uma estrada costeira que circunda toda a ilha e três estradas principais de duas faixas cruzam as montanhas centrais, passando a 1 750 m de altitude em Penelokan. O Ngurah Rai Bypass é uma via rápida de quatro faixas que circunda parcialmente Dempassar. Não ferrovias no Bali, embora haja planos para a construção de uma linha férrea de 565 km ao longo de toda a costa.


