Rio Reno
Rio Reno é um curso de água com 1 233 km de comprimento que atravessa a Europa de sul a norte, desaguando no mar do Norte no delta do Reno–Mosa–Escalda.
O Reno nasce nos Alpes, no leste da Suíça, no cantão de Grisões, a montante de Coira, e é o resultado da confluência de dois rios, o Reno Anterior (em alemão, Vorderrhein) e o Reno Posterior (Hinterrhein). Desagua no mar do Norte misturando suas águas com as do rio Mosa no grande delta. Atravessa ou acompanha seis países: a Suíça, a Áustria, o Liechtenstein, a Alemanha, a França e os Países Baixos. Constitui a fronteira natural entre a Suíça e o Liechtenstein, entre a Alemanha e a Suíça e entre a Alemanha e a França.
Subdivisões
Nos Países Baixos, o delta do Reno dá origem a vários braços:
Esta característica de fronteira nacional é relativamente recente, com exceção do período durante o qual o Império Romano transformou-o em uma barreira ao norte contra os bárbaros, com uma fronteira (limes) recheada de fortificações, como Colônia ou Estrasburgo. Entre a queda do Império romano e a conquista da Alsácia por Luís XIV, o Reno fazia parte do mundo germânico, que o denominava Vater Rhein, o "Reno paternal". O Reno está ligado com numerosos eventos históricos, como por exemplo:
Tendo entre 14 000 e 17 000 anos de idade, as cataratas do Reno têm uma altura de 23 m (desnível total de 33 m) e uma largura de 150 m, com um fluxo médio de 700 m³/s. O fluxo médio anual na fronteira franco-alemã é de 1 240 m³/s e o fluxo médio em Estrasburgo é de 1 080 m3/s. Em Basileia, o valor médio é 1 062 m3/s, em tempo de seca 202 m³/s e a maior enchente foi 5 700 m³/s.
Entre a cidade de Basileia e seu estuário, o Reno atravessa uma das zonas mais densamente povoadas da Europa Ocidental, historicamente rica em comércio, e desagua onde se desenvolveu a cidade de Roterdã, nos Países Baixos, o mais importante centro portuário europeu. O Vale do Reno também foi o berço de uma das principais regiões da Revolução Industrial, a região do Ruhr, que beneficia de uma importante reserva de recursos minerais, de fácil acesso e favoráveis ao desenvolvimento da industrialização. Desde a Convenção de Mannheim de 1868, o Reno é considerado uma região de águas internacionais da última ponte da Basileia até o mar do Norte, assegurando à Suíça um acesso livre ao mar. A sede da Comissão central pela Navegação do Reno é em Estrasburgo. Fundada em 1815, durante o Congresso de Viena, é a mais antiga organização internacional. Em 2000, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) inscreveu os 65 km do Vale Médio do Reno na lista do Patrimônio Mundial, juntamente com o rochedo da Lorelei, perto da cidade de Saint-Goar, na Alemanha.
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O Reno deu seu nome aos dois departamentos franceses da região Alsácia: Dá também o seu nome a dois estados da Alemanha:
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Cidades com mais que 50 000 habitantes nas margens do rio Reno (iniciando na fonte do rio):
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O compositor alemão Robert Schumann (1810-1856) compôs uma sinfonia, a n.º 3, com o título de Renish ou Renana, em mi bemol maior, expressando na obra suas evocações e memórias do rio Reno, bem como a influência de suas paisagens e lendas na alma dos românticos alemães. « Toda a história da Europa (…) está resumida neste rio de guerreiros e de pensadores, nesta onda imensa que sacode a França, neste murmúrio profundo que faz sonhar a Alemanha. O Reno reúne tudo. »


