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Baixa de Lisboa

A baixa de Lisboa, também chamada Baixa Pombalina ou Lisboa Pombalina por ter sido edificada por ordem do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755, cobrindo uma área de cerca de 255 ha. Situa-se entre o Terreiro do Paço, junto ao rio Tejo, Rossio e a Praça da Figueira, e longitudinalmente entre o Cais do Sodré, o Chiado e o Carmo, de um lado, e a Sé e a colina do Castelo de São Jorge, do outro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Urbanismo

A Baixa na estoria é formada por um conjunto de ruas rectas e perpendiculares organizadas para ambos os lados de um eixo central constituído pela Rua Augusta. Os edifícios têm uma arquitectura semelhante, com rés-do-chão comerciais e andares superiores para habitação. As dimensões de vãos e pés-direitos eram uniformes, o que permitiu a construção mais rápida com recurso a elementos pré-fabricados, como é o caso das cantarias das janelas de dois únicos tipos — um para as fachadas das ruas principais e outro para as fachadas das ruas secundárias. Dentro dos edifícios, as casas mais pequenas eram situadas nos andares mais baixos — habitadas por norma pelos proprietários do comercio situado no seu rés-do-chão — e as maiores nos andares mais altos — reservadas ás famílias mais nobres. A Baixa Pombalina caracteriza-se também pela monumentalidade dos seus edifícios, representativos de uma nova ordem social que valoriza a classe comerciante e financeira.

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Geomorfologia

A parte central da Baixa corresponde à zona aplanada resultante do enchimento aluvionar do antigo esteiro do Tejo, onde desaguavam as (agora encanadas) ribeiras do Vale Pereiro e de Arroios. Ao enchimento aluvionar somou-se o aterro realizado com o entulho das ruínas e demolições da cidade pré-terramoto, elevando o nível médio da Baixa em mais de um metro.

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Arqueologia

No tempo dos romanos o esteiro era o centro de actividades portuárias, de salga de peixe e de produção de garum. As diferentes fases de evolução do esteiro e da ocupação da Baixa podem ser percebidas no Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros da Fundação Millennium bcp.

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Candidatura a Património Mundial da UNESCO

Em 2023, a Câmara Municipal de Lisboa formalizou a candidatura da Baixa Pombalina a Património Mundial, com o pedido junto da Comissão Nacional da UNESCO, realçando a "excecionalidade desta zona histórica".

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Fontes consultadas

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