Dinastia bárida
A dinastia bárida foi uma dinastia mameluca de origem majoritariamente turca de etnia quipechaque que governou o Egito de 1250 até 1382, quando foi suplantada pela dinastia búrjida, outro grupo de mamelucos. Seu nome significa "do mar", provavelmente uma referência à sua terra natal na ilha de Roda, no delta do Nilo, nas vizinhanças do Cairo, com base no castelo de Roda, que foi construído pelo sultão aiúbida Sale Aiube.
Os mamelucos fundaram um dos mais poderosos e ricos impérios de todos os tempos, que durou de 1250 até 1517. Em 1250, quando o sultão aiúbida Sale Aiube morreu, os mamelucos que ele detinha como seus escravos assassinaram seu filho e herdeiro, Turã Xá, e a viúva de Sale, Xajar Adur, se tornou a sultana do Egito. Ela se casou com o atabegue (comandante-em-chefe) emir Aybak e abdicou, deixando como herança o sultanato para o marido, que reinou até 1257. Os mamelucos consolidaram seu poder em dez anos e acabaram fundando a dinastia Bahri, no que foram auxiliados pelo saque de Bagdá pelos mongóis em 1258, que efetivamente destruiu o Califado Abássida. A importância do Cairo aumentou e a cidade permaneceu como capital mameluca daí por diante. Os mamelucos eram cavaleiros poderosos, misturando práticas dos povos da estepe turcos, de onde eles se originavam, com a sofisticação tecnológica e organizacional, além da habilidade na montaria, dos árabes. Em 1260, os mamelucos derrotaram um exército mongol na Batalha de Ain Jalut, onde hoje está Israel, e eventualmente forçaram os invasores a recuar até a região do atual Iraque. A derrota dos mongóis pelas mãos dos mamelucos reforçou a posição deles no Mediterrâneo meridional. Baibars, um dos líderes da batalha, se tornou o novo sultão após o assassinato do sultão Qutuz quando ele voltava pra casa.
De maneira geral, as forças militares mamelucas durante o período bahri podem ser divididas da seguinte forma:


