Azatioprina
A azatioprina é um análogo sintético da purina e foi desenvolvida no final dos anos 1950, na tentativa de impedir a degradação metabólica da 6-mercaptopurina (6-MP), o que destituía seus efeitos antileucêmicos. Atualmente, a azatioprina é usada em dermatologia, gastroenterologia, oncologia, reumatologia e várias outras áreas da medicina, devido às suas propriedades antileucêmicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras.
É sabido que a azatioprina pode causar efeitos colaterais hematológicos a partir de citopenias isoladas até grave depressão da medula óssea, o que pode levar à hospitalização e, raramente, à morte. A incidência destes efeitos secundários varia entre os estudos (5-25%). O acompanhamento contínuo hematológico é necessário, para se identificar o início tardio de eventos leucopênicos. Muitos casos de citopenia irão se resolver com a redução da dose ou com a descontinuação do tratamento. Os efeitos adversos gastrintestinais compreendem as queixas mais comuns. Os pacientes tipicamente se queixam de náuseas e/ou diarreia. Estes sintomas geralmente ocorrem durante as primeiras semanas da terapia e podem se resolver ao longo do tempo. A azatioprina é tóxica para o fígado. Esta toxicidade é, geralmente, observada pela elevação dos testes de função hepática. Um estudo com 28 pacientes dermatológicos observou que nove destes desenvolveram reações adversas, dos quais, dois apresentaram anormalidades na função hepática.
Interações fármaco-fármaco são um problema comum que os médicos têm que estar conscientes quando prescrevem qualquer medicamento. Vários medicamentos são conhecidos em interagir com a azatioprina. Provavelmente, uma das mais conhecidas interações seja com o alopurinol, que inibe a xantina oxidase (XO). A combinação de azatioprina e alopurinol aumenta o risco de um indivíduo desenvolver mielotoxicidade grave. Se houver necessidade da prescrição do alopurinol, a dose da azatioprina deverá ser reduzida em dois terços.[carece de fontes?] Além disso, contagens hematológicas deverão ser realizadas com freqüência. Sulfassalazina, inibidores da ECA e o trimetoprima-sulfametoxazol também foram relatados em poder causar o aumento do risco da mielotoxicidade induzida pela azatioprina.


