Pesquisa · Mapa mental

Axónio

O axónio (português europeu) ou axônio (português brasileiro) é uma parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular, até outro local mais distante, como um músculo ou outro neurônio. Trata-se de um prolongamento único, de diâmetro constante na sua maior parte e que torna-se ramificado na sua extremidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
01

Anatomia

Cada neurônio possui um único axônio, que nasce do cone de implantação, localizado no corpo celular do neurônio (pericário). Os axônios não se ramificam abundantemente, e quando o fazem, dão origem aos chamados colaterais. A porção final do axônio é ramificada e recebe o nome de telodendro. Nele existem pequenas dilatações do citoplasma que acumulam sinalizadores químicos usados pelos axônios para estabelecerem sinapses com outras células. Há um movimento muito ativo de moléculas ao longo dos axônios, produzindo dois fluxos: o anterógrado, onde o fluxo segue do corpo celular para o axônio e o retrógrado, onde o axônio leva moléculas diversas até corpo celular. Esses fluxos devem-se aos microtúbulos e proteínas motoras. Essas proteínas prendem vesículas, organelas ou moléculas e transitam sobre os microtúbulos. Uma dessas proteínas é a dineína, que participa do fluxo retrógrado, outra é a cinesina, que participa do fluxo anterógrado.

02

História

O neuroanatomista alemão Otto Friedrich Karl Deiters geralmente é creditado pela descoberta do axônio, distinguindo esta estrutura dos dendritos. O suíço Albert von Kölliker e o alemão Robert Remak foram os primeiros a identificar e caracterizar o segmento inicial do axônio. A mielina dos axônios foi descoberta por Rudolf Virchow e Louis-Antoine Ranvier foi o primeiro a caracterizar os nódulos que levam seu nome. O espanhol Santiago Ramón y Cajal foi o primeiro a propor o papel funcional do axônio como a estrutura de saída do neurônio. Kölliker nomeou o axônio em 1896.

03

Estrutura

A membrana axonal consiste em filamentos de actina que dão flexibilidade à estrutura. Duas técnicas de microscopia, ótica e eletrônica, para observar esses anéis em escala molecular descobriram que os anéis são formados por longos filamentos de actina trançados. Embora os estudos não tenham sido capazes de visualizar diretamente a adducina no nível ultraestrutural, os resultados sugerem que esse papel de ligação lateral é dominante para melhorar a interação dos anéis de actina com espectrinas.

04

Outros animais

Os axônios em invertebrados têm sido amplamente estudados. A lula pálida, frequentemente usada como organismo modelo, tem o axônio mais longo conhecido. A lula gigante tem o maior axônio conhecido. Seu tamanho varia de 0,5 (normalmente) a 1 mm de diâmetro e é usado no controle de seu sistema de propulsão a jato. A velocidade de condução mais rápida registrada, de 210 m/s, é encontrada nos axônios revestidos de alguns camarões pelágicos Penaeidae e a faixa normal varia entre 90 e 200 metros/s (cf. 100–120 m/s para o axônio mielinizado mais rápido dos vertebrados).==Referências==

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando