Aula Régia
Sala Régia, amplamente conhecida como Aula Régia em latim: Aula Regia), era a grande sala de representação real do Palácio Flávio, uma seção do Palácio de Domiciano no monte Palatino, no rione Campitelli de Roma. Acredita-se atualmente que todo o complexo palaciano cobria uma área de 49 000 m2
A sala do trono fazia parte do enorme complexo do Palácio Augustano, cujas obras começaram pouco depois do grande incêndio de Roma de 64 d.C.. As obras continuaram sob a direção do arquiteto Rabírio (a partir de 81, ano da ascensão de Domiciano) e foram concluídas em 92. O primeiro imperador a morar no novo palácio foi Nero. Depois dele foi a vez de Galba, que mandou instalar na primeira Aula Régia, a anterior à reconstrução de Domiciano, uma árvore genealógica que o tornava um descendente de Júpiter. Vespasiano, depois de ser aclamado imperador em 1 de julho de 69 (o "ano dos quatro imperadores"), quando chegou em Roma em 70, preferiu morar nos Jardins Salustianos, frequentando pouco o palácio no Palatino, considerando-o pouco mais do que um outro lugar público de Roma aberto ao povo romano. Por outro lado, seu filho mais novo Domiciano, com apenas 18 anos em 69, passou a viver no palácio. Conta-se também que o poderoso general Caio Licínio Muciano, poderoso aliado de Vespasiano no momento de sua ascensão, também viveu ali para servir como tutor dos filhos do novo imperador.
A construção da Aula Régia foi iniciada ainda no tempo de Nero, mas foi reprojatada e completada sob os Flávios. O nome tradicional remonta à época das escavações do século XVIII no Palatino. Ela servia como entrada para a parte pública do Palácio Augustano, conhecida como Palácio Flávio. Era um ambiente muito amplo e elevado que media 1 286 m2 (41 x 34 metros) com 31,67 metros de altura. Nas paredes dos lados longos estavam seis nichos de topo curvo flanqueados por colunas de pórfiro sustentando um frontão. Estas edículas estavam à toda volta inseridas numa colunata, projetadas e elevadas sobre um pódio, e cujas colunas eram em mármore giallo antico e pavonazetto, com capitéis em mármore de Carrara, o mesmo dos pedestais. No interior de cada nicho estavam estátuas colossais em mármore verde em estilo "barroco" flávio (cerca de 3,9 metros de altura), duas das quais representando Hércules e Baco. Elas foram descobertas no século XVIII e hoje estão no Museu Arqueológico Nacional de Parma.
A posição enfática desta sala no eixo da parte pública do palácio reforça a função de representação ligada às audiências imperiais e às saudações (em italiano: salutationes). O imperador se apresentava abaixo de uma abside que ressaltava sua majestade e ascendência divina, o "dominus et deus" ("senhor e deus"), como Domiciano gostava de ser chamado.


