Pesquisa · Mapa mental

Ano dos quatro imperadores

Na história romana, o ano dos quatro imperadores refere-se ao período aproximado de um ano, entre 68 e 69 no qual quatro homens sucederam-se como imperadores romanos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
01

Sucessão

Nero

O último ano do reinado de Nero pode ser caracterizado por um clima de terror e medo. Roma e o senado foram submetidos ao poder do imperador e sofriam devido à sua paranoia. Em abril de 68, o príncipe aquitaniano romanizado e senador Caio Júlio Víndice, governador da Gália Lugdunense, iniciou uma rebelião, com o objetivo de substituir Nero por Galba, governador da Hispânia Tarraconense. Galba aceitou a proposta e imediatamente marchou para Roma. A revolta na Gália se revelou um grande desastre. As legiões da Germânia marcharam ao encontro de Víndice e confrontaram-no como um traidor. Liderados por Lúcio Virgínio Rufo, o exército do Reno derrotou Víndice na batalha e o matou, esperando uma recompensa do império. De qualquer modo, em junho, o senado tomou a iniciativa de se livrar de Nero, declarando-o persona non grata. Galba foi reconhecido como o novo imperador e aclamado na cidade, com suas legiões. Nero se suicidou.

Galba

Essa virada dos eventos deu às legiões germânicas não a recompensa, mas sim acusações de terem obstruído a ascensão de Galba ao trono. O seu comandante, Rufo, foi imediatamente substituído pelo novo imperador. Vitélio foi nomeado governador da Germânia Inferior. A perda de confiança na lealdade germânica levou a dispensa dos guarda-costas imperiais batavos. Enquanto o resto do império celebrava a morte de Nero, a Germânia explodia em rebelião. Galba não continuou popular por muito tempo. Na sua marcha para Roma, ou ele destruía ou tomava multas enormes das cidades que não aceitavam sua autoridade imediatamente. Em Roma, Galba cancelou todas as reformas de Nero, incluindo benefícios para muitas pessoas importantes. Como seu predecessor, Galba tinha um medo irracional de conspirações e executou vários senadores e militares sem julgamento. O exército também não estava feliz. Depois de sua chegada segura em Roma, Galba se recusou a pagar a quantia prometida a soldados que o apoiassem. Para completar, no início do ano civil de 69 em 1º de janeiro, as legiões da Germânia Inferior se recusaram a jurar aliança e obediência ao novo imperador. No dia seguinte, as legiões aclamaram Vitélio, seu governador, como imperador.

Otão

Otão foi reconhecido imperador pelo senado nesse mesmo dia. O novo imperador foi saudado com alívio. Apesar de ser ambicioso e ganancioso, Otão não tinha um passado de tirania ou crueldade e era esperado como um governante justo. Problema, de qualquer forma, na forma de Vitélio, estava marchando para a Itália a partir da Germânia. Vitélio tinha a seu favor as melhores legiões de elite do império, compostas de veteranos das Guerras Germânicas, como as legiões I Germânica e XXI Rapax. Isso se revelaria ser o seu melhor argumento para ganhar o poder. Otão não estava a fim de começar outra guerra civil e mandou emissários para propor paz e convidou Vitélio para ser seu genro. Era tarde demais para racionalizar; Os generais de Vitélio já haviam mandado metade de seu exército para a Itália. Depois de uma série de enfrentamentos menores, como a vitória na Batalha de Locus Castrorum, Otão foi derrotado na Primeira Batalha de Bedríaco. Em vez de fugir e tentar um contra-ataque, Otão decidiu pôr um fim ao caos e se suicidou. Ele tinha sido imperador pouco mais de três meses.

Vitélio

Com a notícia do suicídio de Otão, Vitélio foi reconhecido como imperador pelo senado. Com o reconhecimento garantido, Vitélio foi para Roma. O início de seu império não foi um bom presságio. A cidade ficou muito cética quando Vitélio escolheu o aniversário da Batalha do Ália (um dia de má sorte para a mente supersticiosa romana) para tomar posse do cargo de pontífice máximo (pontifex maximus). Eventos posteriores provariam a veracidade das suspeitas dos romanos. Com o trono seguro, Vitélio começou uma série de banquetes (Suetónio refere-se a três por dia: manhã, tarde e noite) e paradas triunfais que levaram o tesouro imperial à falência. Dívidas rapidamente apareceram e os credores começaram a cobrar o pagamento. Vitélio mostrou sua natureza violenta ao mandar torturar e executar aqueles que ousassem fazer tais exigências. Com as finanças em estado de calamidade, Vitélio tomou a iniciativa de matar os cidadãos que o nomeavam herdeiro, e os possíveis co-herdeiros. Para completar, ele perseguiu cada rival possível, convidando-os para o palácio com promessas de poder, apenas para matá-los.

Vespasiano

Vespasiano não encontrou nenhuma ameaça direta ao seu poder imperial depois da morte de Vitélio. Ele se tornou o fundador da dinastia flaviana que sucedeu os júlio-claudianos e morreu de causas naturais como imperador em 79 com as famosas palavras "Querido, devo estar me tornando um deus…". A situação era, entretanto, longe de ser pacífica. A Revolta dos Batavos estava apenas começando.

02

Cônsules

Quinze pessoas foram cônsules no conturbado ano de 69:

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando