Armand Augustin Louis de Caulaincourt
Armand-Augustin-Louis, Marquês de Caulaincourt, Duque de Vicenza foi um oficial do exército francês, além de diplomata e um dos principais conselheiros do imperador Napoleão Bonaparte.
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Armand de Caulaincourt foi o filho mais velho de Louis Gabriel, o marquês de Caulaincourt, um nobre e general do exército francês. Nascido em Caulaincourt, Aisne, na região norte francesa da Picardia, ele seguiu os passos do pai e se alistou aos 15 anos.
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No começo das guerras revolucionárias francesas, em 1792, Caulaincourt já havia sido promovido ao posto de capitão e servia no estado-maior do seu tio, Harville. Sua linhagem nobre causou certo desconforto com a liderança revolucionária, o que levou Caulaincourt a se alistar na Guarda Nacional em Paris como um soldado comum. Mesmo assim, foi denunciado como um aristocrata e preso. Ele fugiu da cadeia e retornou para o exército. Em três anos, ele ganhou novamente sua velha patente, servindo o general Lazare Hoche. Ele então foi promovido a patente de coronel no Exército do Reno. Em 1801, Caulaincourt já havia participado de treze campanhas militares e havia sido ferido duas vezes.
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Caulaincourt era fluente em várias línguas, incluindo russo. Após a assinatura do Tratado de Lunéville em 1801, ele foi enviado a São Petersburgo pelo Primeiro-cônsul Napoleão Bonaparte. Sua primeira missão foi investigar a influência britânica na corte real russa. Quando retornou, se tornou ajudante de campo de Napoleão. Em 1804, Caulaincourt foi enviado por Napoleão para ir além do Reno para capturar agentes ingleses em Baden. Ele então, a mando de Bonaparte, ordenou a captura de Louis Antoine de Bourbon, o Duque d’Enghien. Em Paris, Louis Antoine foi julgado e condenado a morte por um tribunal militar. Caulaincourt, um aristocrata, recebeu ordens de dar a notícia da execução do duque para os outros aristocratas. Segundo informações, ele teria chorado ao saber da morte de Bourbon. Os apoiadores da velha monarquia, contudo, culparam Caulaincourt e questionaram sua integridade e honra. Depois deste evento, ele começou a ter uma visão diferente de Napoleão. Ele passou então a tratar seu líder ainda com cortesia, mas com uma honestidade e franqueza maior do que a dos demais ajudantes. No mesmo ano, Napoleão foi coroado imperador dos franceses.
Campanha russa
Em 1812, Caulaincourt aconselhou Napoleão a não prosseguir com os planos de invadir a Rússia, mas não conseguiu dissuadir o imperador. Ele então acompanhou Napoleão como Grand Ecuyer, ou Oficial de Cavalos, onde uma de suas responsabilidades era cuidar dos cavalos do imperador, e cuidar dos despachos e ordenanças. Durante toda a campanha ele permaneceu ao lado do seu monarca. Durante a Batalha de Borodino, o irmão de Caulaincourt, o major-general Auguste-Jean-Gabriel de Caulaincourt, foi morto em ação. Após Moscou ter sido conquistada, Caulaincourt alertou Napoleão da dureza e dos perigos do inverno russo. O imperador então se dispôs a manda-lo para São Petersburgo novamente para tentar negociar algum tipo de armistício mas ele se recusou, dizendo que o Czar russo não negociaria enquanto tropas francesas estivessem ocupando a capital do país. Durante a retirada de volta à Europa ocidental, em dezembro de 1812, Caulaincourt notou a desintegração do exército e implorou para Napoleão retornar a França o mais rápido possível para estabilizar a situação no país e no continente. O imperador seguiu seu conselho.
Retorno a França
Após a desastrada retirada francesa da Rússia, ao fim de 1812, ele foi nomeado "Grande Mestre do Palácio" e foi encarregado dos deveres diplomáticos em nome do imperador. Caulaincourt assinou o armistício de Pleswitz, em junho de 1813, que suspendeu, por um período de sete semanas, as hostilidades entre a França, a Prússia e a Rússia. Ele então representou o seu país no congresso de Praga, em agosto de 1813. Ao fim da guerra da sexta Coalizão, em 1814, ele também esteve presente durante a assinatura do Tratado de Fontainebleau, em abril. Este acordo exilou Napoleão na Ilha de Elba, forçando sua abdicação do trono. É creditada a Caulaincourt a ideia do exílio que, graças a sua amizade com o imperador Alexandre I, permitiu que Napoleão mantivesse seu título e soberania sobre a pequena ilha para onde foi mandado.
Caulaincourt passou o resto da vida em Paris. Durante o reinado de Napoleão, ele foi um dos conselheiros mais fiéis e leais do imperador. Seu nome está gravado no monumento do Arc de Triomphe e há uma rua em Paris com seu nome. Seu filho mais velho serviu como senador durante o governo de Napoleão III. Caulaincourt morreu em Paris, em 1827, aos 53 anos de idade, devido a um câncer no estômago.


