Louis Antoine de Noailles
Louis Antoine de Noailles nomeado Cardeal Arcebispo de Paris em 1700 por indicação de Luís XIV de França e sagrado pelo Papa Inocêncio XII, que veio a falecer em seguida e sendo eleito pelo Papa Clemente XI.
O Cardeal de Noailles era um nobre formado doutor pela Sorbonne. Nessa época, em 1705, era professor na Sorbonne muito respeitado entre seus pares e pelo próprio Parlamento Francês. Nesse ano aprovou o livro Noveau Testament do Padre jansenista Pasquier Quesnel. Este livro prega nada mais nem nada menos que a Democracia, inclusive na própria Igreja. Prega que a Infalibilidade Divina do Papa provém dos Concílios de Cardeais, bispos e das assembléias de todos os fieis Católicos. Portanto as ordens Papais devem ser discutidas na Igreja antes de se tornarem dogma de fé. Esta assustaram a Monarquia, principalmente porque os Calvinistas, com os mesmos pensamentos democráticos - O poder é do povo, só deve ser usado em nome do povo e enquanto o povo quiser - derrubaram os reis da Inglaterra e da Escócia. Quesnell tinha em seu apoio dois Cardeais o de Rohan e Noailles, dezanove Bispos e todos os párocos sob seus comandos e o próprio Parlamento.(H. F. - pág 298) Desta maneira a França ficou dividida e a própria Igreja em Monarquistas e Republicanos. Em 1713 Clemente XI acreditando no Padre Tellier de que Louis XIV estava absoluto na França expediu a Bula Unigenitus reafirmando a Infalibilidade Divina do Papa e excomungando os que não se submetessem. O Cardeal de Rohan e doze bispos se submeteram. Cardeal de Noaille e seus seguidores não e ficaram excomungados. (H.F. - 297 e 426 ).


