Atila Iamarino
Atila Iamarino é um biólogo, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro, notório por seu trabalho de divulgação científica no canal do YouTube denominado Nerdologia, que possuia mais de 3,28 milhões de inscritos em 2022. Integra também o grupo Jovem Nerd, uma plataforma digital de cultura pop, jogos eletrônicos e conteúdo jovem.
Atila ingressou no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) em 2002, graduando-se em ciências biológicas no ano de 2006. Na mesma universidade, concluiu o doutorado em 2012, além de cursos de pós-doutorado em Genética Molecular e de Micro-organismos, pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Também realizou pós-doutorado na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Foi professor visitante no Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas em 2019. Em 2011 participou pela primeira vez do NerdCast, em episódio cujo tema foi seleção natural. Desde então é participante recorrente do NerdCast, com destaque para episódios sobre ciências. No ano de 2015, passou a se dedicar exclusivamente à divulgação científica, através do canal do YouTube Nerdologia. Atila trabalha ainda junto à Pró-Reitoria de Pesquisa da USP como designer instrucional, no desenvolvimento de cursos online.
Em outubro de 2024, Átila Iamarino foi alvo críticas ao participar de uma campanha publicitária da empresa petroleira Shell, numa ação intitulada "Caminhos do Amanhã". Nos vídeos e peças da campanha, ele aparecia destacando a atuação da empresa no Brasil, mencionando sua “expertise e segurança” e descrevendo-a como fornecedora de “energia vital” que ajudaria a “impulsionar vidas”. A repercussão gerada a partir disso apontava que havia uma contradição entre a imagem de Átila construída durante a pandemia, que era a de uma voz científica contra o negacionismo e em defesa de políticas públicas baseadas em evidências, e a associação com uma companhia ligada diretamente à exploração de combustíveis fósseis, setor criticado por seus impactos nas mudanças climáticas. Ambientalistas e jornalistas apontaram que o tom do material publicitário podia contribuir para suavizar a percepção pública sobre os danos ambientais do petróleo, prática que alguns classificaram como uma forma de “negacionismo soft”. Essa aproximação levantou ainda o debate sobre conflitos de interesse e sobre o limite ético da atuação de divulgadores científicos quando passam a representar interesses comerciais de grandes corporações.


