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Divulgação científica

Divulgação científica, também conhecida como divulgação da ciência e popularização da ciência, é a difusão do conhecimento científico para públicos não especializados. O termo popularização é mais utilizado que divulgação dentro da tradição de países anglo-saxônicos a partir da década de 1950. Nos Estados Unidos, usa-se também a expressão "science literacy", em uma ideia de tornar as pessoas "alfabetizadas em ciência".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Divulgação científica e comunicação científica

Os conceitos de comunicação científica e divulgação científica, segundo Bueno (2010), trazem características comuns entre si, pois se referem à difusão de informações científicas e tecnológicas. Ao mesmo tempo, implicam aspectos e intenções bastante diferentes em suas práticas. Entende-se por comunicação científica a transferência de informação científica e/ou tecnológica destinada aos especialistas (pesquisadores que compõem a comunidade científica, academias, universidades e institutos de pesquisas) em determinada área do conhecimento, também chamada de disseminação científica (BUENO, 2010). O autor apresenta duas categorias para a comunicação (ou disseminação) científica: A divulgação científica, por sua vez, pode ser entendida como um processo de recodificação da linguagem especializada para uma não especializada e acessível a uma vasta audiência, na qual se utilizam “recursos, técnicas, processos e produtos (veículos ou canais) para sua veiculação. (BUENO, 2010).

Outros autores

Além de Bueno, também é importante apontar outros autores que discutiram a divulgação científica ao longo do tempo: Em um primeiro momento podemos responder que a divulgação científica é falar sobre ciência de forma que as pessoas entendam, contudo desde as comunicações orais feita pelos cientistas, aos primeiros artigos em jornais sobre ciência produzidas por jornalistas, até os canais de mídia interativa, a definição de divulgação científica vem sofrendo reformulações a partir da evolução da comunicação, da ciência e da tecnológica. A Divulgação Científica para Bessa (2015 p.15), é tornar a ciência de domínio público, ou seja, são estratégias e tarefas feitas por comunicadores e cientistas com o objetivo de informar a sociedade sobre a produção da ciência.

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Ciência na cultura popular e na mídia

Nascimento da ciência pública

Enquanto o estudo científico começou a emergir como um discurso popular após o Renascimento e o Iluminismo, a ciência não foi amplamente financiada ou exposta ao público até o século XIX. A maior parte da ciência anterior a isso era financiada por indivíduos sob patrocínio privado e estudada em grupos exclusivos, como a Royal Society. A ciência pública surgiu devido a uma mudança social gradual, resultante da ascensão da classe média no século XIX. À medida que invenções científicas, como a esteira transportadora e a locomotiva a vapor, entravam e aprimoravam o estilo de vida das pessoas no século XIX, as invenções científicas começaram a ser amplamente financiadas por universidades e outras instituições públicas, em um esforço para aumentar a pesquisa científica. Como as realizações científicas foram benéficas para a sociedade, a busca pelo conhecimento científico resultou na ciência como profissão. Instituições científicas, como a Academia Nacional de Ciências ou a Associação Britânica para o Avanço da Ciência, são exemplos de plataformas líderes para a discussão pública da ciência. David Brewster, fundador da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, acreditava em publicações regulamentadas para comunicar efetivamente suas descobertas, "para que estudantes de ciências possam saber por onde começar seus trabalhos". À medida que a comunicação da ciência alcançava um público mais amplo, devido à profissionalização da ciência e sua introdução na esfera pública, aumentou o interesse pelo assunto.

Mídia científica no século XIX

Houve uma mudança na produção de mídia no século XIX. A invenção da impressora a vapor permitiu a impressão de mais páginas por hora, resultando em textos mais baratos. Os preços dos livros caíram gradualmente, o que deu às classes trabalhadoras a capacidade de comprá-los. Não mais reservados para a elite, textos acessíveis e informativos foram disponibilizados para um público de massa. A historiadora Aileen Fyfe observou que, à medida que o século XIX passava por um conjunto de reformas sociais que buscavam melhorar a vida das pessoas da classe trabalhadora, a disponibilidade de conhecimento público era valiosa para o crescimento intelectual. Como resultado, houve esforços de reforma para aumentar o conhecimento dos menos instruídos. A Sociedade para a Difusão de Conhecimento Útil, liderada por Henry Brougham, tentou organizar um sistema de alfabetização generalizada para todas as classes. Além disso, periódicos semanais, como a Penny Magazine, tinham como objetivo educar o público em geral sobre as realizações científicas de maneira abrangente.

Comunicação científica na mídia contemporânea

A ciência pode ser comunicada ao público de muitas maneiras diferentes. De acordo com Karen Bultitude, professora de comunicação científica da University College London, elas podem ser categorizadas em três grupos: jornalismo tradicional, eventos ao vivo ou presenciais e interação on-line.

Jornalismo tradicional

O jornalismo tradicional (por exemplo, jornais, revistas, televisão e rádio) tem a vantagem de atingir grandes audiências; no passado, era assim que a maioria das pessoas acessava regularmente informações sobre ciência. A mídia tradicional também tem maior probabilidade de produzir informações de alta qualidade (bem escritas ou apresentadas), como serão produzidas por jornalistas profissionais. O jornalismo tradicional também é frequentemente responsável por estabelecer agendas e ter um impacto na política do governo. O método jornalístico tradicional de comunicação é unidirecional, portanto, não pode haver diálogo com o público, e as histórias científicas podem ser reduzidas em escopo, de modo que haja um foco limitado para um público comum, que pode não ser capaz de compreender a imagem maior do ponto de vista científico. No entanto, há novas pesquisas disponíveis sobre o papel dos jornais e canais de televisão na constituição de "esferas públicas científicas" que permitem a participação de uma ampla gama de atores em deliberações públicas.

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Personalidades

Imagem: Raniel9 · BY-SA · Openverse

No Brasil, alguns proeminentes divulgadores de ciência são Drauzio Varella (medicina), Ana Beatriz Barbosa Silva (psiquiatria), Marcelo Gleiser (astrofísica), Raquel Rolnik (urbanismo), Suzana Herculano-Houzel (neurociência), Ildeu Moreira (popularização da ciência), Atila Imarino (microbiologia), Pirula (paleontologia), entre outros. Em Portugal destacam-se Rómulo de Carvalho, Carlos Fiolhais (Física), Galopim de Carvalho, etc.

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Fontes consultadas

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