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Astrolábio

O astrolábio é um instrumento de medida antigo usado na navegação marítima no contexto das Grandes Navegações, que servia para medir a altura e posição (latitude) dos astros no céu em relação ao horizonte; isto é, era instrumento de navegação baseado na posição das estrelas no céu. Seu surgimento é o resultado de várias teorias matemáticas aplicadas desenvolvidas por estudiosos antigos. Foi reintroduzido na Europa no século XI EC através de versões árabes, e aperfeiçoado por Abraão Zacuto (1450-1522). O sextante, no século XVIII, substituiu este instrumento.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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Característica

Era formado por um disco de latão graduado na sua borda, um anel de suspensão e uma mediclina (espécie de ponteiro). O astrolábio náutico era uma versão simplificada do tradicional e tinha a possibilidade apenas de medir a altura dos astros, daí calcular a latitude, para ajudar na localização em alto mar. O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoas; consistia em grande círculo, por cujo interior corria uma régua; isto é, uma roda dividida em graus que tinha uma seta dulpa móvel presa no centro. A parte superior da seta mostrava a altura do sol acima do horizonte. Uma pessoa suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o sol, enquanto outra pessoa lia os graus marcados no círculo.

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História

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

O desenvolvimento do astrolábio foi progressivo, ao largo de vários séculos, e padronizado como o resultado prático de várias teorias matemáticas desenvolvidas pelos estudiosos antigos: Euclides, Ptolomeu, Hiparco de Niceia e, Hipátia de Alexandria. Hiparco (século II AEC) realizou os primeiros estudos em referência a um dispositivo que permitisse mapear as estrelas e calcular as suas posiçoes. Séculos depois, Ptolemeu, em II EC, na sua obra Almagesto, um tratado matemático que contém tabelas astronómicas, e na sua outra obra Planisphaerium descreve o princípio da projeção estereográfica, fundamental ao funcionamento do astrolábio. Teão de Alexandria, em cerca de 390 AEC, escreveu um tratado dedicado ao astrolábio, o qual foi a base de muitos escritos sobre o assunto na Idade Média; a sua filha Hipátia de Alexandria chegou a criar um astrolábio. Um dos seus discípulos, Synesius de Cirene, também possuía um invento de características semelhantes.

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Fontes consultadas

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