Prevenção da endocardite infecciosa
A Prevenção da Endocardite Infecciosa (EI) vem sendo discutida há décadas por associações e entidades como a American Heart Association (AHA), traduzida como Associação Americana do Coração. Desde 1955, há recomendações da AHA para prevenção de EI antes de procedimentos dentários, nos tratos digestivo e geniturinário. Inicialmente, grande destaque foi dado aos procedimentos que habitualmente cursam com bacteremia, principalmente se realizados em pacientes portadores de cardiopatias valvares ou congênitas. Após estudos posteriores, houve mudanças nas recomendações de Profilaxia, sendo a última atualização datada de 2007.
O protocolo de 1997, divulgado pela AHA, apresentava algumas características notáveis, como a classificação do risco das condições cardíacas em alto, moderado ou baixo. Além disso, trazia o conceito de que a maioria dos casos de EI não era decorrente de procedimentos invasivos, mas de episódios aleatórios de bacteremia transitória causada por hábitos rotineiros de Higiene bucal, como a escovação, o uso de fio dental ou até mesmo por meio da Mastigação. Algumas das considerações do documento de 1997 foram reavaliadas em 2007 pelo “Conselho de Febre Reumática, Endocardite e Doença de Kawasaki em Jovens” da AHA, resultando na redução significativa dos grupos de risco para a doença.
Razões para a elaboração das novas recomendações para a profilaxia da EI
Justifica-se as alterações nas recomendações para profilaxia devido aos seguintes fatores:
Antibiótica
A profilaxia com antibióticos é vantajosa pelos seguintes motivos: No entanto, alguns autores afirmam o contrário, alegando que este tipo de profilaxia não reduz a incidência de infecção, que há possível indução de resistência bacteriana, além de uma falsa segurança, podendo impactar em efeitos adversos na técnica operatória e nas normas de biossegurança e controle de infecções durante o ato operatório. Este tipo de prevenção é dirigido aos indivíduos que se submeterem a procedimentos que envolvem a manipulação de tecido gengival, da região periodontal ou perfuração da Mucosa oral, como: extrações dentárias, procedimentos periodontais, incluindo cirurgia, escarificação e nivelamento de raiz, sondagem e manutenção, reimplante de dentes e limpeza profilática de dentes ou implantes, quando se espera sangramento.
A primeira escolha para a terapia oral é a Amoxicilina, por ser bem absorvida no trato gastrointestinal, além de proporcionar nível sérico altos e sustentado. Outros fármacos podem ser utilizados, como: Cefalexina, Clindamicina, Azitromicina, Claritromicina, Ampicilina, Cefazolina e Ceftriaxona.


