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Assassinato de Selena

O Assassinato de Selena, refere-se ao homicídio da cantora Selena Quintanilla, ocorrido no hotel Days Inn, na cidade de Corpus Christi, no Texas, em 31 de março de 1995. O crime foi praticado pela presidente do fã clube da cantora e amiga pessoal Yolanda Saldivar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Eventos precedentes

Vida inicial de Selena e fã-clube

Selena nasceu em 16 de abril de 1971 em Lake Jackson, no estado americano do Texas, filha de Abraham Quintanilla Júnior, um ex-músico mexicano-americano, e Marcella Samora Quintanilla, de ascendência cherokee. Ela foi introduzida à música por seu pai, que dizia em entrevistas que viu nela "uma maneira de voltar aos empreendimentos musicais" após descobrir "o tempo e a altura perfeita" em Selena. Quintanilla, Jr. rapidamente reuniu seus filhos em uma banda chamada Selena y Los Dinos, que incluía A.B. Quintanilla III no baixo, Suzette Quintanilla na bateria, e Selena como a vocalista. O grupo rapidamente tornou-se a principal fonte de renda da família, após eles terem sido despejados de sua casa devido a crise do petróleo ocorrida em 1982 no Texas. Quintanilla, Jr. entrou com um pedido de falência depois que seu restaurante mexicano enfrentou problemas financeiros como consequência da crise. A família mudou-se para Corpus Christi, Texas, e o conjunto começou a gravar suas primeiras canções profissionais. Em 1984 a banda lançou seu primeiro álbum, Selena y Los Dinos, sob uma pequena gravadora independente. Abraham queria que seus filhos gravassem canções de música texana — um gênero musical dominado por homens e popularizado por mexicanos-americanos nos Estados Unidos. A popularidade de Selena, como artista solo, começou a crescer após ela conquistar o prêmio de Melhor Vocalista do Ano no Prêmio de Música Tejana realizado em 1987. A cantora conseguiu seu primeiro contrato com uma grande gravadora em 1989, quando assinou com a Capitol EMI Latin.

Butiques Selena Etc

Em 1994, Selena abriu duas butiques equipadas internamente com salões de beleza, chamados Selena Etc., sendo uma em Corpus Christi e a outra em San Antonio. Seu pai apontou Saldívar como uma potencial candidata para administrar as butiques, pois a família viajava muito. Ele acreditou que ela era a melhor escolha devido ao seu bem sucedido trabalho como presidente e fundadora do fã-clube da cantora. A família concordou, e Yolanda tornou-se a gerente do fã-clube e das butiques em janeiro de 1994. Em setembro seguinte, a cantora contratou Saldívar como sua agente registrada em San Antonio. Depois de ser contratada para as butiques, mudou-se do sul de San Antonio para Corpus Christi, para se aproximar de Selena. Em entrevista com o jornal Primer Impacto em 1995, Quintanilla, Jr. expressou que "sempre desconfiava de Yolanda", embora a família nunca tivesse encontrado nada, naquele momento, de estranho em seu comportamento. Mais tarde, Saldívar conseguiu a autorização de assinar e receber cheques e teve acesso à todas as contas bancárias associadas com o fã-clube e as butiques.

Relação entre Selena e Yolanda

Saldívar estava recebendo "sinais de afeição [de Selena]", com os quais não estava acostumada. Seu quarto estava coberto com pôsteres e imagens da cantora, velas votivas em chamas e uma estante de vídeos da artista — a qual ela usava para entreter visitas. Em uma entrevista em 1995, repórteres do jornal The Dallas Morning News acreditaram que a devoção de Saldívar em relação à Selena poderia ser uma obsessão. Empregados da Selena Etc. foram informados por Saldívar que ela queria "ser como Selena". Segundo um funcionário não identificado, ela estava "possessiva" por sua relação com a cantora e tentava afastar a intérprete dos outros empregados. O funcionário também acreditou que Saldívar usou táticas para "ter mais controle [dos empregados] e de Selena". Ela disse que sua razão de distanciar os funcionários de Selena foi uma tentativa "proteger" a cantora das "questões mesquinhas" da gestão de suas butiques. Além das responsabilidades de administrar as lojas, Saldívar acompanhou Selena em viagens e tinha a chave da casa da artista.

Término do emprego de Saldívar

Em janeiro de 1995, o pai da cantora começou a receber telefonemas e cartas de fãs irritados que afirmavam ter pago suas taxas como membros do fã-clube e não receberam os produtos prometidos. Após diversas investigações, Quintanilla, Jr. descobriu que Saldívar havia desviado mais de 60 mil dolares em cheques falsificados do fã-clube e das butiques. O irmão de Saldívar, Armando, teria supostamente contatado Gomez e "inventado uma história" de que Saldívar estava roubando dinheiro do fã-clube. Em seguida, o médico falou com um dos tios de Selena sobre a ligação, e logo depois, informou Quintanilla, Jr.. Armando declarou que estava zangado com Saldívar sobre um problema que teve com ela e não queria que o problema se tornasse público, vindo a afirmar mais tarde que se sentiu culpado por iniciar o boato. Ele concedeu uma entrevista ao Primer Impacto, onde repórteres descreveram seus comentários como "sem lógica".

Tentativas falhadas de matar Selena

Um dia depois de proibir Saldívar de contatar Selena, Quintanilla, Jr. foi para a Q-Productions e a perseguiu fora das instalações. Ele lhe disse que ela não era bem vinda no local. No mesmo dia, Selena e Saldívar discutiram em uma ligação; a cantora desligou e disse à Pérez que não poderia mais continuar a confiar em Saldívar. De acordo com o pai da artista, houve quatro tentativas de assassinar Selena. Ela removeu o nome de Saldívar das contas bancárias da butique em 10 de março de 1995, e colocou Irene Herrera como a presidente do fã-clube. No dia seguinte, Saldívar comprou uma arma na A Place to Shoot, uma loja de armas e um campo de tiro situado no sul de San Antonio, e comprou um revólver Taurus Model 85 de calibre .38 special. Ela também comprou balas de ponta oca do calibre .38 special. Estas balas são especificamente designadas para expandir o tipo de lesão que seria provocada por uma bala normal, causando danos potencialmente mais graves. Saldívar disse ao funcionário que estava adquirindo o objeto para se proteger em seu trabalho — como uma enfermeira que cuidava de pacientes com doenças terminais —, pois os parentes de um de seus pacientes estavam ameaçando-a.

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Assassinato

Em 30 de março de 1995, Selena contatou Leonard Wong para falar sobre os projetos de um perfume que ele havia feito para ela. De acordo com Wong, a cantora lhe disse que iria se encontrar com Saldívar na manhã seguinte para pegar as amostras de perfume que ela havia roubado. Ela disse a um funcionário das butiques no mesmo dia que iria demitir Saldívar. Às 7h30 da manhã (CST) de 31 de março, Selena saiu da cama e vestiu uma roupa esportiva verde e saiu de sua casa para ir ao quarto do hotel onde Saldívar estava hospedada. Lá, Saldívar disse à artista que havia sido estuprada no México. Selena levou-a para o Doctors Regional Hospital, onde a equipe médica percebeu que Saldívar apresentava sintomas de depressão. Saldívar disse ao médico que havia sangrado "um pouco". O médico notou que Selena estava zangada com Saldívar e lhe disse que esta última estava sangrando abundantemente no dia anterior. Ainda no hospital, o profissional não encontrou nenhum sinal de estupro e disse à Saldívar que ela teria que ir até San Antonio para fazer um exame ginecológico. De acordo com a lei do Texas em casos de estupros, Saldívar não poderia fazer o exame porque, embora ela fosse uma residente de San Antonio, o estupro ocorreu fora do país. Enquanto dirigia para voltar ao hotel Days Inn, Selena disse à Saldívar que seria melhor se elas se afastassem uma da outra por um tempo, pois assim seu pai não se preocuparia. Segundo Martinez, a cantora tentou falar com ele naquela manhã, mas não pôde pegar o celular porque estava fazendo uma cirurgia. Às 10h00 da manhã (CST), Quintanilla, Jr. contatou Pérez para discutir o paradeiro de Selena; ela deveria estar gravando uma canção na Q-Productions naquela manhã, mas não apareceu. Pérez chamou a intérprete em seu celular e falou sobre a gravação agendada; Selena lhe disse que esqueceu, pois estava "cuidando de um último negócio", e que apareceria no local mais tarde. Esta foi a última ligação respondida pela cantora, e foi a última vez que Pérez ouviu sua voz.

Impasse de Saldívar e autópsia

Após o evento, Saldívar entrou em sua caminhonete e tentou fugir do hotel. Rosario Garza, empresário do local, disse que a viu sair de seu quarto com uma toalha enrolada. Posteriormente, foi pensado que ela estava prestes a ir para a Q-Productions para assassinar Quintanilla, Jr. e outros que estavam esperando por Selena. Entretanto, Saldívar foi flagrada por um carro da polícia. Um policial saiu do local, sacou a arma e mandou Saldívar sair do veículo, o que não foi cumprido. Em vez disso, ela recuou e estacionou ao lado de dois carros; sua caminhonete foi então bloqueada pelo carro da polícia. Saldívar pegou a arma, apontou-a para sua têmpora direita, e ameaçou suicidar-se. Uma equipe da SWAT e o FBI Crisis Negotiation Unit foram chamados. O musicólogo Himilce Novas comentou que o evento era reminiscente ao planejado suicídio de O.J. Simpson dez meses antes.

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Impacto

Recepção da mídia

Quanto a estação de rádio KEDA-AM informou a morte de Selena, muitas pessoas acusaram a equipe de mentir, pois o dia seguinte era o Dia da Mentira. Em San Antonio, grandes rádios de língua espanhola, incluindo a Tejano 107, KXTN-FM, KRIO-FM e a supracitada KEDA-AM, começaram a monitorar os desenvolvimentos posteriores à notícia do assassinato da artista. Todas as grandes redes de televisão dos Estados Unidos interromperam suas programações normais para informar a morte da cantora. O item principal dos noticiários americanos noturnos era o fim da greve de 1994-95 da Liga Principal de Beisebol; dentro de 30 minutos, o assassinato de Selena passou a ser a principal notícia em todas as redes de televisão no sul do Texas. Sua morte foi notícia de primeira página no jornal The New York Times por dois dias, e foi apresentada predominantemente na BBC World News. As notícias da morte da intérprete chegaram até o Japão, onde o músico David Byrne ouviu falar do assassinato pela primeira vez. Juntamente com repórteres locais, a Univision e a Telemundo estiveram entre as primeiras grandes redes de notícia a chegarem na cena do crime. Bancas foram cercadas por pessoas procurando sobre qualquer coisa relacionada a Selena. Uma edição da revista People foi lançada dias após o assassinato. Seus editores acreditavam que o interesse diminuiria em breve; no entanto, foi lançada uma edição comemorativa uma semana depois, quanto tornou-se evidente que a procura estava aumentando. O número vendeu cerca de um milhão de cópias, com suas primeiras e segundas edições vendendo por completo em duas semanas. Esta revista tornou-se um item de colecionador, até então inédito na história da publicação. Betty Cortina, editora da People, disse para o Biography que era "inédito" ter uma edição completamente esgotada. Nos meses seguintes, devido ao sucesso da edição de Selena, a empresa lançou a People en Español, voltada para o mercado hispânico, seguida das revistas Newsweek en Español e Latina. A atriz americana Jennifer Lopez foi selecionada para interpretar Selena no filme biográfico sobre sua vida, lançado em 1997; a escolha foi criticada devido à ascendência da atriz. Após o lançamento do trabalho, fãs mudaram suas opiniões em relação à Lopez após verem seu desempenho no filme. Lopez conquistou grande fama depois que o filme foi lançado.

Comunidade hispânica

As notícias afetaram muito a comunidade hispânica; muitos fãs viajaram milhares de quilômetros até a casa de Selena e suas butiques, bem como a cena do crime. No meio da tarde, a polícia teve que fazer um desvio, já que uma linha de carros começou a congestionar o tráfego a partir da casa dos Quintanilla. Na rua onde a cantora morava, grupos de grafiteiros e cactos distinguiram os trabalhadores de colarinho azul de outras subdivisões ao longo dos Estados Unidos. A cerca de arame na frente de sua casa tornou-se um santuário e foi enfeitada com lembranças feitas por fãs desde Porto Rico até Wisconsin, que deixaram mensagens e bilhetes para Selena e a família Quintanilla. Grande parte dos carros de Corpus Christi, além de veículos que estavam viajando na Interstate 37 do México, desligaram seus faróis em memória da cantora. Fãs deixaram bilhetes e mensagens na porta do quarto onde Selena foi baleada, e deixaram mensagens escritas a mão no degrau da porta. Pouco após saberem da morte de Selena, pessoas começaram a teorizar sobre quem havia a assassinado. A esposa de Emilio Navaira foi considerada por alguns fãs como a responsável pelo assassinato; eles acreditaram que ela tinha ciúmes da relação dos cantores. Johnny Pasillas, cunhado e empresário de Emilio, contatou estações de rádio freneticamente na tentativa de descartar o rumor de ciúmes. Celebridades que acreditaram no boato incluem o produtor Manny Guerra, Pete Rodriguez e o cantor americano Ramon Hernandez. De acordo com Arrarás, a morte de Selena tornou-se "a notícia mais importante do ano para os hispânicos". Pamela Colloff, editora da Texas Monthly, escreveu que "as reações da morte da intérprete eram equivalentes às aquelas surgidas após um assassinato de um político". As reações foram comparadas com as mortes dos músicos John Lennon e Elvis Presley, bem como com a de John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos.

Reações de celebridades e políticos

O cantor espanhol Julio Iglesias interrompeu uma sessão de gravação em Miami para prestar um minuto de silêncio à Selena. Além dele, outras celebridades que contataram a família Quintanilla para expressar seus sentimentos após as notícias foram Gloria Estefan, Celia Cruz e Madonna. Concertos agendados no Texas foram cancelados. O grupo La Mafia cancelou seu show na Guatemala e voou de volta para o Texas. O cantor de música texana Ramiro Herrera e dezenas de outros artistas desse gênero cancelaram suas apresentações. O compositor e produtor Rhett Lawrence publicou o seguinte anúncio relacionado à Selena na edição de 22 de abril de 1995 da revista Billboard: "A música que eu ouvi com você era mais do que música. Você fará muita falta". Outras celebridades entrevistadas em rádios expressaram seus sentimentos sobre a morte da cantora, incluindo Stefanie Ridel, Jaime DeAnda (da banda Los Chamacos) e Shelly Lares. A apresentadora Oprah Winfrey citou a vida "curta mas significante" de Selena em um episódio de seu programa de entrevistas transmitido em março de 1997. A cantora americana Mariah Carey disse para a MTV que a morte da musicista foi chocante para ela, devido à "maneira que aconteceu tão abruptamente em uma vida [tão] jovem". O senador estadual Carlos Truan e o representante estadual Solomon P. Ortiz teriam lamentado a morte da artista. Daniel Glass, executivo da indústria musical, afirmou para a Texas Monthly que acreditou que Selena teria conquistado maior sucesso em sua carreira se não fosse por sua morte.

Outras reações

Eu cresci em torno dessas pessoas. A reação foi típica da maioria dos texanos, aos quais o assassinato de Selena foi apenas mais um assassinato sem sentido. Porém, para essas pessoas, os cinco milhões de texanos de ascendência mexicana, a morte de Selena era a Black Friday (Sexta-feira negra), um dia de infâmia ainda mais obscuro e malvado do que o assassinato de John F. Kennedy. —Fã europeu-americano de Selena explicando as diferenças nas reações à morte da artista entre europeus-americanos e mexicanos-americanos no Texas. Em 12 de abril de 1995, duas semanas após a morte da cantora, o então governador do Texas, George W. Bush declarou que o aniversário da artista seria comemorado como o Dia de Selena no estado supracitado, dizendo que ela representava "a essência da cultura do sul do Texas". No Dia de Selena, mil fãs foram até seu túmulo e começaram a cantar canções folk mexicanas tradicionais; a polícia foi chamada até o local para controlar a multidão. No mesmo dia, três mil pessoas foram a uma missa organizada da ressurreição da artista no Johnnyland Concert Park.

Indústria musical

Na época da morte de Selena, 52% de todas as vendas de música latina foram geradas pela música regional mexicana, principalmente a música texana, que tornou-se um dos gêneros latinos mais populares. A música de Selena liderou o renascimento do gênero na década de 1990 e tornou a música texana comercializável pela primeira vez. A cantora foi descrita como a "rainha da música texana" por diversas publicações.[nota 1] Grandes gravadoras como a EMI, SBK, Warner Music, CBS e Sony Music começaram a contratar artistas de música texana para competirem no mercado musical latino. Após a morte da cantora, o mercado da música texana sofreu e sua popularidade caiu. Estações de rádio nos Estados Unidos que tocavam música texana começaram a tocar música regional mexicana e, em 1997, a KQQK tornou-se a única rádio a tocar música texana sem parar. Em meados da década de 2000, rádios americanas já não tocavam mais a música texana, grandes estádios pararam de receber artistas desse gêneros em 2007, e grandes gravadoras abandonaram seus artistas de música texana após 1995. Selena continua sendo a artista de música texana com maior número de vendas de todos os tempos e vende mais do que artistas desse gênero vivos, sendo a última musicista desse estilo musical a aparecer na Billboard 200 desde 2000. Após sua morte, a música texana foi substituída pelo pop latino como o gênero latino mais popular nos Estados Unidos.

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Funeral e homenagens

No dia em que Selena foi assassinada, vigílias e memoriais em sua homenagem foram feitos nos estados do Texas e da Califórnia. A rádio Tejano 107 patrocinou uma vigília com velas no Sunken Gardens, enquanto a KRIO-FM fez sua própria vigília no South Park Mall, que contou com a participação de cinco mil pessoas. Rádios do Texas tocaram suas canções o dia todo. Em 1º de abril de 1995, o hotel Bayfront Plaza, situado em Corpus Christi, fez uma vigília na qual três mil fãs participaram. Durante o evento, foi anunciado que a exibição pública do caixão seria feita no Bayfront Auditorium no dia seguinte. Fãs alinharam-se por quase uma milha. Uma hora antes de as portas serem abertas, começaram a circular rumores de que o caixão estava vazio, fazendo com que a família Quintanilla fizesse uma visualização aberta do caixão. Entre 30 e 40 mil fãs passaram pelo caixão de Selena, e mais de 78 assinaram um livro de condolência. No mesmo dia, uma missa de sétimo dia para a artista foi feita de forma bilíngue na San Fernando Cathedral, localizada no centro de San Antonio, apresentando um coral mariachi. Igrejas dos Estados Unidos com uma grande população de hispânicos fizeram orações para a cantora. Um repórter notou o excesso de "símbolos míticos" que foram "ligados a Selena" por fãs, como símbolos cristãos de anjos, santos, curandeiros e salvadores. Uma homenagem para intérprete foi feita durante uma festa de Dia de São Patrício em uma igreja católica situada em Houston, Texas. O Pai Sal DeGeorge decidiu fazer um tributo para Selena naquele dia depois que diversas pessoas, principalmente crianças, perguntaram-lhe o que seria planejado para ela. No mesmo dia, um DJ tocou músicas da cantora em um pequeno parque perto da igreja.

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Julgamento de Saldívar

20 minutos após ser presa, Saldívar foi levada à delegacia e colocada em uma sala de interrogatório com Paul e Ray Rivera. O primeiro, que investigou homicídios desde 1978, informou-a de seu direito de ter um advogado, o que ela revogou. Quando investigadores da polícia cercaram a caminhonete de Saldívar, ela chorou e disse: "Eu não acredito que matei minha melhor amiga". Horas depois, Saldívar declarou que o tiro foi acidental. Inicialmente, a fiança de Saldívar teria o valor de 100 mil dólares, mas o promotor Carlos Valdez convenceu o juiz a elevá-la para 500 mil. Quando a fiança foi anunciada, pessoas questionaram porque a penalidade de morte não havia sido cogitada. A cadeia do Condado de Nueces recebeu diversas ameaças de morte, e houve ameaças públicas de pessoas prometendo fazer justiça com as próprias mãos. Foi noticiado que alguns membros de gangues do Texas estavam recolhendo dinheiro para pagar a fiança de Saldívar, com o intuito de matá-la quando fosse solta. Na prisão, Saldívar enfrentou ameaças de morte dos presos. A Máfia Mexicana, uma gangue dominante no sistema penal do Texas, teria oferecido uma recompensa para aqueles que matassem Saldívar e espalharam que quem cometesse o crime seria um herói.

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Fontes consultadas

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