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Assassinato de Hind Rajab

Hind Rajab, nascida em 3 de maio de 2018, era uma menina palestina que foi morta em 29 de janeiro de 2024, de cinco anos de idade, pelas forças armadas israelenses durante o Genocídio em Gaza. O ataque também matou seis dos familiares da criança e dois paramédicos que vieram em seu socorro. Hind e sua família estavam fugindo da Cidade de Gaza quando seu veículo foi bombardeado, matando seu tio, sua tia e três primos. Hind e outra prima sobreviveram e conseguiram entrar em contato com a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) para pedir ajuda enquanto estavam sendo atacados por um tanque israelense. A prima também foi morta mais tarde e Hind ficou presa no veículo por horas ao telefone, enquanto os paramédicos do PRCS tentavam resgatá-la. Tanto Hind quanto os paramédicos foram encontrados mortos em 10 de fevereiro, após uma retirada israelense.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Detalhes do Incidente

Antecedentes

Em novembro de 2023, um mês após a invasão israelense da Faixa de Gaza, grande parte da região estava deserta e devastada pelos bombardeios. Em dezembro de 2023, o sistema de saúde em Gaza estava em colapso devido aos ataques israelenses e ao bloqueio da ajuda humanitária. O norte de Gaza foi particularmente afetado, pois não havia hospitais em funcionamento na área em dezembro devido à falta de suprimentos, combustível e pessoal.

Assassinato

Em 29 de janeiro de 2024, Hind, juntamente com seis membros de sua família, estava fugindo do bairro de Tel al-Hawa, na Cidade de Gaza, quando um tanque do exército israelense disparou contra seu veículo, um Kia preto, matando a tia, o tio e quatro primos de Hind. A única outra sobrevivente, Layan Hamadeh, prima de 15 anos de Hind, ligou para a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) para pedir ajuda de emergência. Hamadeh estava chorando, acrescentando ainda que “Eles estão atirando em nós. O tanque está bem perto de mim. Estamos no carro, o tanque está bem perto de nós." Hamadeh foi ouvida gritando enquanto era morta sob o som de tiros de metralhadora que atingiam o carro enquanto ainda estava na linha com os socorristas. Quando os despachantes ligaram de volta, Hind atendeu a chamada, afirmando que todos os outros no carro estavam mortos e que o tanque continuava a se aproximar do carro. Hind ficou na linha com o PRCS por três horas, dizendo ao despachante: “Estou com muito medo, por favor, venha. Venha me levar. Por favor, você virá?". Posteriormente, seu avô disse aos repórteres que Hind foi ferida nas costas, na mão e no pé. Hind foi instruída a continuar escondida no veículo. O áudio da chamada telefônica entre o PRCS, Hamadeh e Hind foi publicado pelo Crescente Vermelho em 3 de fevereiro.

Investigação

De acordo com uma investigação inicial do Monitor de Direitos Humanos Euro-Mediterrâneo, Hind e seus parentes foram mortos pelo exército israelense em uma “execução planejada”; usando um míssil de fabricação americana, as IDF também mataram os paramédicos do Crescente Vermelho enviados para resgatar a jovem. Fragmentos de projéteis M830A1 de fabricação americana foram encontrados no local da ambulância bombardeada do Crescente Vermelho que estava procurando por Hind e sua família. Um porta-voz do governo dos EUA disse que esperaria que Israel concluísse sua investigação do incidente. Um porta-voz da IDF declarou que não havia tropas da IDF perto do veículo ou dentro do alcance de tiro e que, devido à falta de tropas, a coordenação da ambulância era desnecessária para resgatar Hind. Em resposta às declarações da IDF, a Al Jazeera declarou: “Israel tem um histórico de rapidamente inocentar suas tropas de qualquer irregularidade em casos de abuso contra palestinos". Uma investigação da Al Jazeera descobriu ainda que três tanques israelenses estavam nas proximidades do veículo da família de Hind no momento do ataque.

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Repercussão

O caso de Hind atraiu a atenção internacional com apelos de ativistas e organizações humanitárias para que ajudassem a encontrá-la e a colocá-la em segurança quando ela estava desaparecida por 12 dias. Sua mãe implorou para que a comunidade internacional não se esquecesse de sua filha e a trouxesse de volta para casa. O Crescente Vermelho Palestino utilizou suas contas de mídia social para publicar fotos dos paramédicos e de Hind por vários dias, enquanto pedia informações sobre suas localizações. Várias agências de notícias entraram em contato com o exército israelense para comentar o incidente. Em 2 de fevereiro, o exército israelense disse aos repórteres da CNN que “não estava familiarizado com o incidente”. Quando foram contatados novamente três dias depois, informaram que “ainda estavam investigando o caso”. Após a descoberta de seu corpo, muitas personalidades pró-palestinas criticaram os meios de comunicação ocidentais por declararem que Hind havia sido “encontrada morta” sem atribuir sua morte a Israel, comparando-a com a cobertura empática das mortes de crianças na invasão russa da Ucrânia. A mãe de Hind criticou o exército israelense após a confirmação da morte de sua filha, declarando: “Quantas mães mais vocês estão esperando para sentir essa dor? Quantas crianças mais vocês querem que sejam mortas?”. O Crescente Vermelho atribuiu a culpa do incidente a Israel, acusando-o de atacar deliberadamente a equipe da ambulância. O Ministério das Relações Exteriores da Palestina pediu ao Tribunal Penal Internacional que responsabilizasse os culpados pela morte de Hind. Em 13 de fevereiro, o grupo de direitos humanos Justice For All apresentou um caso ao TPI acusando a IDF de vários crimes de guerra pela morte de Hind.

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Fontes consultadas

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