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EE-11 Urutu

O EE-11 Urutu é um veículo blindado de transporte de pessoal, anfíbio, com tração 6x6, desenvolvido e fabricado no Brasil pela Engesa, a partir de 1974. Sua base de transmissão e componentes do chassi são do EE-9 Cascavel, do mesmo fabricante. Ambos os veículos foram criados no contexto da mecanização da cavalaria do Exército Brasileiro e expansão da indústria bélica nacional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

Desenvolvimento

No início dos anos 1960, a indústria de defesa brasileira era irrisória e fazia pouco além de produzir armas portáteis ou repotenciar equipamento militar americano obsoleto. Entre 1964 e 196, o governo brasileiro lançou um programa para revitalizar a indústria de armamentos em resposta à uma crescente relutância dos EUA em transferir tecnologias modernas de defesa necessárias para seu próprio esforço de guerra no Vietnã. Isso proveu o ímpeto para um número de firmas de engenharia brasileiras para começar a desenvolver novas armas para uso doméstico, nomeadamente a Engenheiros Especializados SA (Engesa). Em 1967 iniciou-se o projeto de um novo carro blindado para substituir o velho M8 Greyhound, ainda em serviço nas unidades de reconhecimento do Exército Brasileiro. Isso evoluiria ao EE-9 Cascavel, que era baseado num Greyhound atualizado, com um novo motor e suspensão. José Luiz Whitaker Ribeiro, presidente da Engesa, criou o desenho final do Cascavel e de um projeto paralelo conhecido como o “Carro Transporte de Tropas Anfíbio” (CTTA), que seria uma variante anfíbia transportadora de tropas montada num chassi semelhante. O primeiro protótipo foi terminado em 1970. No final de 1973, a Marinha do Brasil aceitou o CTTA para testes preliminares com o Corpo de Fuzileiros Navais. Os Fuzileiros Navais não aceitaram comprar o veículo em grandes números e só pediram seis. Oficiais do Exército Brasileiro tiveram mais interesse e encomendaram 217. A produção em massa do CTTA começou em 1974. Os veículos foram montados numa nova fábrica construída pela Engesa para esse fim, em São José dos Campos. Os primeiros CTTAs entraram em serviço no Exército Brasileiro no ano seguinte.

Serviço

Em 1972, o Exército Brasileiro e o Corpo de Fuzileiros Navais formalmente expressaram interesse no veículo, e no final de 1973 as primeiras unidades de pré-produção estavam sendo testadas. Os Urutus dos fuzileiros navais tinham aletas de guarnição, hélices envoltas, um par de lemes e quatro tubos de ar. Ao contrário da versão do Exército, projetada apenas para atravessar rios, o Urutu naval deveria deslocar-se no mar. O CFN investia muito na motomecanização. Pela associação do blindado à cavalaria, seus pioneiros adotaram o cavalo-marinho como símbolo. Porém, o Urutu mostrou-se lento e difícil de governar no mar, pois tinha hélices e lemes pequenos, ao invés de turbina d'água, e formato pouco hidrodinâmico. Sugestões foram enviadas à Engesa, mas as atenções da Marinha passaram ao LVTP-7 americano. Os “Urutus-mar” adquiridos tiveram serviço curto. A Engesa apresentou uma versão bastante melhorada em 1986, mas a Marinha não tinha mais interesse em comprar.

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Descrição

O layout básico de todas as variantes do Urutu é o mesmo: o compartimento do motorista está localizado na dianteira esquerda do chassi, com o compartimento do motor na dianteira direita e o compartimento de tropas imediatamente para trás. A posição do motor é a principal diferença para com o Cascavel, onde ele está atrás. O motorista é provido de uma escotilha e três periscópios de direção no glacis anguloso. Quando a escotilha está fechada, sua visibilidade é limitada. Os passageiros podem desembarcar de portas em cada lado do chassi ou por trás; há também quatro escotilhas de emergência no teto. O compartimento de tropas tem como padrão viseiras e seteiras para permitir aos passageiros a percepção situacional enquanto embarcados. As seteiras são onze, no total; cinco de cada lado e uma atrás. Os passageiros combatem a pé ou embarcados. No segundo caso, podem estar escotilhados, atirando pelas seteiras, ou desescotilhados. A visibilidade nas seteiras é pequena, de forma que os soldados tendem a atirar a “esmo” por elas, na avaliação do Exército Brasileiro. A visibilidade do motorista escotilhado é também limitada.

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Variantes

Outras variantes

A Engesa produziu uma diversidade de variantes que montaram modificações nos seus modelos de produção básicos; dessas, o Uruvel é o melhor conhecido, enquanto os outros ficaram em grande parte sem nome e eram tipicamente designados de acordo com sua função desejada. Havia também protótipos do Urutu modificados para carregar torres armadas com um par de metralhadoras de uso geral, um par de metralhadoras pesadas, um canhão-morteiro CM60A1, ou um único canhão automático de 20 mm HS804.

Derivados colombianos

No início dos anos 1990, a Colômbia procurou um substituto doméstico a sua frota de Urutus. A decisão de adquirir um transporte unicamente colombiano foi tomada para economizar divisas externas e promover a indústria local; com o fechamento da Engesa, oficiais colombianos também estavam preocupados que partes para a série Urutu ficariam cada vez mais escassas e caras de obter no futuro. Em 1993, a Colômbia produziu um único protótipo designado “El Zipo”, que era essencialmente um Urutu simplificado reconstruído com partes locais. De 1996 a 2003 mais três protótipos foram construídos e designados “Aymara”. O programa foi suspenso após o Exército Colombiano rejeitar o “Aymara” em favor do Dragoon 300 para complementar os Urutus ainda em serviço. Ao menos um protótipo foi mantido para treinamento, enquanto outro pode ter sido convertido num veículo de neutralização de explosivos.

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Fontes consultadas

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