Avibras
Avibras Indústria Aeroespacial, ou Avibras Aeroco, é uma empresa brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos e serviços de defesa. Com sede na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, sua gama de produtos abrange tanto sistemas de artilharia e defesa antiaérea de aeronaves, foguetes e mísseis, como sistemas de armas ar-solo e superfície-superfície, incluindo sistemas de foguetes de artilharias, sistemas ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifunção de fibra óptica. Também fabrica veículos blindados.
A Avibras foi uma das primeiras indústrias aeroespaciais surgidas na região de São José dos Campos em função da formação de recursos humanos especializados pelo ITA. A Avibras (de “aviões brasileiros”) foi criada em abril de 1961 por Olympio Sambatti, ao lado de José Carlos de Sousa Reis, Aloysio Figueiredo e João Verdi de Carvalho Leite, todos engenheiros recém-formados pelo ITA. Em seus anos iniciais, a empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave de treinamento para a Força Aérea Brasileira, o projeto Falcão, um monomotor de asa baixa e estrutura em material composto. Nas décadas seguintes trabalhou no desenvolvimento em conjunto com o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) no desenvolvimento de diversos foguetes de sondagem. Com o conflito entre Irã e Iraque, houve o primeiro grande contrato internacional para a empresa na área de defesa, o desenvolvimento do sistema ASTROS II, sistema de artilharia de saturação.
Em 18 de março de 2022, a empresa pediu pela terceira vez em sua história recuperação judicial por conta da pandemia de Covid-19. Mais de 400 funcionários foram demitidos. As dividas calculadas eram de 570 milhões de reais em 2022, e 700 milhões de reais em 2024.
Em abril de 2024, a DefendTex, empresa australiana, propôs adquirir a empresa, que tinha uma dívida de mais de 600 de reais milhões (ou cerca de 80 milhões de euros), dos quai 14,5 milhões eram devidos aos trabalhadores. Em junho, o governo australiano decidiu não apoiar financeiramente a DafendTex na aquisição da Avibras. A Norinco também estava interessada na Avibrás, com 49% de participação, se a DefendTex não conseguisse levantar 70 milhões de dólares do Crédito do Governo Australiano para sua aquisição e transferir capacidade avançada de fabricação de mísseis do Brasil para a Austrália. O deputado federal Guilherme Boulos apresentou em 18 de julho de 2024 na Câmara dos Deputados uma proposta do Governo Federal para desapropriar o setor em 2 bilhões de reais para que o próprio governo brasileiro desse continuidade ao desenvolvimento dos projetos em andamento e novos. Em 2026, a empresa voltou operar após 4 anos de paralisação de sua produção, assumindo um novo nome, Avibras Aeroco.


