Pedagogia
Pedagogia é a ciência que tem como objeto de estudo a educação, o processo de ensino e a aprendizagem. O sujeito é o ser humano como educando, mais normalmente entendida como a abordagem do ensino é a teoria e prática da aprendizagem e como esse processo influencia e é influenciado pelo desenvolvimento social, político e psicológico dos alunos.
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O significado do termo "pedagogia" é frequentemente contestado e uma grande variedade de definições têm sido sugeridas. A abordagem mais comum é defini-lo como o estudo ou ciência dos métodos de ensino. Nesse sentido, é a metodologia da educação. Como metodologia, investiga as formas e práticas que podem ser utilizadas para realizar os objetivos da educação. O objetivo principal é muitas vezes identificado com a transmissão de conhecimento. Outros objetivos incluem promover habilidades e traços de caráter. Eles incluem ajudar o aluno a desenvolver suas habilidades intelectuais e sociais, bem como a aprendizagem psicomotora e afetiva, que tratam do desenvolvimento de habilidades práticas e disposições emocionais adequadas, respectivamente. No entanto, nem todos concordam com essa caracterização da pedagogia e alguns a veem menos como uma ciência e mais como uma arte ou ofício. Essa caracterização coloca mais ênfase no aspecto prático da pedagogia, que pode envolver várias formas de " conhecimento tácito difícil de colocar em palavras". Esta abordagem baseia-se muitas vezes na ideia de que os aspectos mais centrais do ensino só são adquiridos pela prática e não podem ser facilmente codificados através da investigação científica.
A Grécia clássica pode ser considerada o berço da Pedagogia, pois foi na Grécia que nasceram as primeiras ideias acerca da acção pedagógica, ponderações que vão influenciar, por muitos anos, a educação e cultura ocidentais e vincular a imagem do Pedagogo à formação das crianças. Na antiga Grécia, eram chamados de pedagogos os escravos que acompanhavam as crianças que iam para a escola. Como escravo, ele era submisso à criança, mas tinha que fazer valer sua autoridade quando necessária. Por esse motivo, esses escravos desenvolveram grande habilidade no trato com as crianças. Nos séculos XVII e XVIII, inicia-se uma era de debates no campo da educação, tendo, como foco, a importância de atualizar os processos pedagógicos e rever o próprio conceito de infância. Nomes importantes deste período são Comenius e Rousseau. No final do século XIX e princípios do século XX, os debates sobre educação e, principalmente, as novas pesquisas no campo da psicologia do desenvolvimento e aprendizagem, com ênfase na criança, levaram a que um grande número de profissionais, de diversos campos, desenvolvessem reflexões, pesquisas e experiências pedagógicas envolvendo métodos de ensino, as relações pedagógicas e as possibilidades e limites dos diferentes contextos educativos, dando corpo a vários movimentos, dentre eles o da Escola Nova e a Pedagogia Waldorf. No restante do século XX, a pedagogia foi se institucionalizar como campo de conhecimento científico e profissional e a formação passou a ocorrer nas Universidades em cursos superiores que cuidam dos assuntos relacionados à educação por excelência, tratando-se, portanto, de uma Licenciatura.
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Ocidentais
No mundo ocidental, a pedagogia está associada à tradição grega de diálogo filosófico, particularmente ao método socrático de investigação. Um relato mais geral de seu desenvolvimento sustenta que ele emergiu do conceito ativo de humanidade como distinto de um fatalista e que a história e o destino humano são resultados de ações humanas. Esta ideia germinou na Grécia antiga e foi desenvolvida durante o Renascimento, a Reforma e o Iluminismo. Sócrates (470 a.C. — 399 a.C.) empregou o método socrático ao se envolver com um aluno ou colega. Este estilo não transmite conhecimento, mas tenta fortalecer a lógica do aluno, revelando as conclusões da afirmação do aluno como errôneas ou apoiadas. O instrutor neste ambiente de aprendizagem reconhece a necessidade dos alunos de pensar por si mesmos para facilitar sua capacidade de pensar sobre problemas e questões. Foi descrito pela primeira vez por Platão nos Diálogos Socráticos.
Orientais
Confúcio (551 a.C. — 479 a.C.) afirmou que a autoridade tem a responsabilidade de fornecer instruções orais e escritas às pessoas sob o domínio e "deve fazer-lhes o bem de todas as maneiras possíveis". Um dos ensinamentos mais profundos de Confúcio pode ter sido a superioridade da exemplificação pessoal sobre as regras explícitas de comportamento. Seus ensinamentos morais enfatizavam o auto-cultivo, a emulação de exemplos morais e a obtenção de julgamento hábil em vez de conhecimento de regras. Outras práticas relevantes na tradição de ensino confucionista incluem o Rito e sua noção de corpo-conhecimento, bem como a compreensão confucionista do "eu", que tem uma conceituação mais ampla do que o "eu" individual ocidental.
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O ensino é uma forma sistemática de construção de conhecimentos utilizada pelos seres humanos para instruir e educar seus semelhantes, geralmente em locais conhecidos como escolas. O ensino pode ser praticado de diferentes formas. As principais são: o ensino formal, o ensino informal e o ensino não formal. O ensino formal é aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação, profissionais de ensino etc. O ensino informal está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional. O ensino não formal, por sua vez, é intencional. Em geral, é aquele relacionado a processos de desenvolvimento de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos, praticadas por movimentos populares, associações, grêmios, etc. Os limites entre essas três categorias de educação não são extremamente rígidos, são permeáveis. Pois estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes.
Atualmente, a pedagogia tem, como objetivo principal, a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como ciência social, a pedagogia está conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país. O pedagogo, que trabalha para garantir e melhorar a qualidade da educação, tem diversos campos de atuação, podendo citar dois deles: a administração e o magistério, de modo que pode tanto gerenciar e supervisionar o sistema de ensino quanto orientar os alunos e os professores. Acompanha e avalia, ainda, o processo de aprendizagem e as aptidões de cada aluno. Pode trabalhar também com portadores de deficiências físicas ou intelectuais, auxiliando em sua inclusão na sociedade, ou com educação a distância. Porém, todos aqueles que atuam no processo educativo (professores, pais, monitores, orientadores, psicólogos etc.) também devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.[carece de fontes?] Além de refletir sua prática educacional, que é fundamental para o processo de ensino e aprendizagem.
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O acréscimo de um ano no ensino fundamental — que passou a incluir o que antes era o último ano do ensino infantil — mexeu com a estrutura dos cursos de pedagogia. Com isso, as escolas tiveram de rever, então, a grade curricular do curso, porque elas têm, obrigatoriamente, de incluir a formação de professores para as séries iniciais. A carga maior do curso, que dura em média quatro anos, é na área de ciências humanas e sociais aplicadas. Além de metodologias específicas, o aluno estuda a estrutura e o funcionamento do sistema de ensino, princípios e métodos de administração escolar e novas tecnologias educacionais. O currículo inclui, ainda, disciplinas optativas, que permitem, ao aluno, complementar sua formação em filosofia, história ou artes. O estágio é obrigatório em todos os períodos/semestre da graduação.
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O mercado que mais absorve o profissional ainda é o do ensino formal, que ocorre na sala de aula. A obrigatoriedade da contratação de um pedagogo pelas creches também ampliou o mercado para o licenciado. Mas há outros setores promissores, como a atuação em pedagogia empresarial, que exige, do profissional, desenvolver projetos educacionais, sociais e culturais para empresas de diversas áreas, organizações não governamentais e outras instituições, bem como para treinamento de funcionários. Outra área que deve crescer é a pedagogia hospitalar, na elaboração de projetos didáticos para crianças e jovens internados durante uma semana, pois, segundo a lei, os estudos não devem cessar mesmo quando a criança está hospitalizada. No Brasil, as capitais do Sul e Sudeste concentram as melhores oportunidades. Mas, nas demais regiões, a demanda também é boa.
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Currículo oculto
Um currículo oculto refere-se a atividades educacionais extras ou efeito colateral de uma educação, "[lições] que são aprendidas, mas não abertamente pretendidas" , como a transmissão de normas, valores e crenças transmitidas na sala de aula e no ambiente social.
Espaço de aprendizagem
Espaço de aprendizagem ou ambiente de aprendizagem refere-se a um ambiente físico para um ambiente de aprendizagem , um lugar no qual o ensino e a aprendizagem ocorrem. O termo é comumente usado como uma alternativa mais definitiva para "sala de aula", mas também pode se referir a um local interno ou externo, real ou virtual. Os espaços de aprendizagem são altamente diversificados em uso, estilos de aprendizagem, configuração, localização e instituição educacional. Eles apoiam uma variedade de pedagogias, incluindo estudo silencioso, aprendizado passivo ou ativo, aprendizado cinestésico ou físico, aprendizado vocacional, aprendizado experimental e outros.
Teorias de aprendizagem
As teorias de aprendizagem são estruturas conceituais que descrevem como o conhecimento é absorvido, processado e retido durante a aprendizagem . As influências cognitivas, emocionais e ambientais, bem como a experiência anterior, desempenham um papel na forma como a compreensão, ou uma visão de mundo, é adquirida ou alterada e o conhecimento e as habilidades são retidos.
Ensino a distância
A educação a distância ou ensino a distância é a educação de alunos que nem sempre podem estar fisicamente presentes em uma escola. Tradicionalmente, isso geralmente envolvia cursos por correspondência em que o aluno se correspondia com a escola via correio. Hoje envolve educação online (internet). Os cursos podem ser híbridos, mistos ou 100% a distância. Há, também, cursos online abertos massivos (MOOCs - Massive open online courses), oferecendo participação interativa em larga escala e acesso aberto através da internet e uso de outras tecnologias de rede, são desenvolvimentos recentes na educação a distância. Vários outros termos (aprendizagem distribuída, e-learning, aprendizagem on-line, etc.) são usados como sinônimos de educação a distância.
Adaptação de recursos didáticos
A adaptação dos recursos de ensino deve adequar-se aos ambientes de ensino e aprendizagem apropriados, às normas culturais nacionais e locais, e torná-lo acessível a diferentes tipos de alunos. As principais adaptações no recurso de ensino incluem: Estudos recentes trouxeram à tona a importância da formação prática em conjunto com a formação teórica visando a formação ampla do ser docente de pedagogia. Assim, Pagliarin e Silva discorrem que as dimensões de conteúdo e de interação (Illeris, 2013) foram apontadas pelas licenciandas ouvidas como aprendizagens construídas no decorrer de sua formação inicial, incluindo o estágio curricular supervisionado.
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A abordagem montessoriana, desenvolvida por Maria Montessori, enfatiza a autonomia e a liberdade dos alunos dentro de um ambiente preparado. Os materiais didáticos específicos e a organização do espaço visam promover o autoaprendizado e a descoberta, respeitando o ritmo individual de cada criança (Montessori, 1965).
Pedagogia crítica
A pedagogia crítica é tanto uma abordagem pedagógica quanto um movimento social mais amplo. A pedagogia crítica afirma que as práticas educacionais são contestadas e moldadas pela história e que as escolas não são espaços politicamente neutros e que o ensino é político. Decisões sobre o currículo, práticas disciplinares, testes de alunos, seleção de livros didáticos, a linguagem usada pelo professor e muito mais podem capacitar ou enfraquecer os alunos. Afirma que as práticas educativas favorecem alguns alunos em detrimento de outros e algumas práticas prejudicam todos os alunos. Também afirma que as práticas educativas muitas vezes favorecem algumas vozes e perspectivas enquanto marginalizam ou ignoram outras. Outro aspecto examinado é o poder que o professor tem sobre os alunos e as implicações disso. Seus objetivos incluem capacitar os alunos a se tornarem cidadãos ativos e engajados, capazes de melhorar ativamente suas próprias vidas e suas comunidades.
Aprendizagem dialógica
A aprendizagem dialógica é a aprendizagem que ocorre por meio do diálogo. É tipicamente o resultado de um diálogo igualitário; em outras palavras, a consequência de um diálogo em que diferentes pessoas fornecem argumentos baseados em reivindicações de validade e não em reivindicações de poder.
Aprendizagem centrada no aluno
A aprendizagem centrada no aluno, também conhecida como educação centrada no aluno, abrange amplamente métodos de ensino que mudam o foco da instrução do professor para o aluno. No uso original, a aprendizagem centrada no aluno visa desenvolver a autonomia e a independência do aluno, colocando a responsabilidade pelo caminho da aprendizagem nas mãos dos alunos. A instrução centrada no aluno se concentra em habilidades e práticas que permitem o aprendizado ao longo da vida e a resolução independente de problemas.
Abordagem tradicional
A abordagem tradicional, baseada no modelo de ensino transmissivo, coloca o professor como principal fonte de conhecimento e o aluno como receptor passivo. A ênfase está na memorização de conteúdos e na repetição de exercícios, com um currículo rígido e avaliações padronizadas. Essa metodologia tem sido criticada por não incentivar o pensamento crítico e a criatividade dos alunos (Libâneo, 1994).
Abordagem Construtivista
A abordagem construtivista, fundamentada nas teorias de Jean Piaget, valoriza o papel ativo do aluno na construção do próprio conhecimento. O aprendizado é visto como um processo dinâmico, no qual o estudante interage com o ambiente e resolve problemas de maneira criativa e reflexiva. O professor, nesse contexto, atua como mediador e facilitador (Piaget, 1973). A Teoria do Desenvolvimento Cognitivo de Jean Piaget, tem como objetivo entender a origem e evolução do conhecimento humano. Sua teoria defende que a criança não é um produto passivo do ambiente, mas sim um ser que constrói o conhecimento ativamente de acordo com os estágios de desenvolvimento cognitivo entre sujeito e objeto. Ela ocorre através de estágios do desenvolvimento cognitivo dividido em quatro fases: Sensório-motor de 0 a 2 anos, fase onde a criança explora pelos sentidos e descoberta da permanência do objeto; Pré-operacional de 2 a 7 anos, período onde surge a função simbólica e linguagem marcado pelo egocentrismo e falta de reversibilidade; Operacional-concreto de 7 a 11 anos, o pensamento lógico passa a ser aplicado em situações concretas como por exemplo classificação, seriação e conservação; Operacional-formal a partir dos 11 anos, o raciocínio abstrato, hipotético-dedutivo e pensamento sistemático. Representando as diferentes formas de pensar e compreender o mundo em cada idade. Se Fundamenta na Assimilação, Acomodação e Equilibração, utilizando mecanismos centrais que incorporam informações novas a estruturas mentais existentes, modificando essas estruturas quando necessário e mantendo o equilíbrio entre os processos para aprender e se adaptar. Epistemologia Genética tem como princípio fundamental de que o conhecimento não é recebido pronto, e sim construído ativamente pela pessoa por meio da interação e das experiências com o ambiente. Por exemplo, a criança não nasce sabendo o que é um "livro", essa ideia é construída ao mexer, ver e ouvir histórias aprendendo o que é o “livro”.
Abordagem Sociointeracionista
A abordagem sociointeracionista, inspirada nas ideias de Lev Vygotsky, destaca a importância das interações sociais e culturais no desenvolvimento cognitivo. Segundo Vygotsky, o aprendizado ocorre por meio da colaboração e da comunicação entre os indivíduos, e o professor deve criar um ambiente propício para essas interações (Vygotsky, 1987).
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O grau acadêmico de Doutor em Pedagogia, é concedido com honras por algumas universidades dos Estados Unidos a professores ilustres (nos Estados Unidos e no Reino Unido, os diplomas obtidos no campo instrutivo são classificados como Doutor em Educação ou PhD, Doutor em Filosofia ). O termo também é usado para denotar uma ênfase na educação como uma especialidade em um campo (por exemplo, um doutorado em música em pedagogia do piano). No Brasil, há cursos específicos de graduação em pedagogia e, também, formações diversificadas de pedagogia no âmbito da pós-graduação stricto (mestrado e Doutorado) e lato sensu (especializações).


