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Andragogia

Andragogia é a arte ou ciência de orientar adultos a aprender, segundo a definição cunhada na década de 1970 por Malcolm Knowles. O termo remete para o conceito de educação voltada para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se refere à educação de crianças.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Descrição

O termo surgiu pela primeira vez em 1833 na obra do pedagogo alemão Alexander Kapp, que em seu livro Platon's Erziehungslehre, traduzindo para o português como Ideias Educacionais de Platão. Alexander Kapp é citado como criador da andragogia, mas foi Malcolm Shepherd Knowles que espalhou o conceito de andragogia criado por Kapp, e por isso é considerado o pai da andragogia. Para educadores como Pierre Furter (1973), a andragogia é um conceito amplo de educação do ser humano, em qualquer idade. A UNESCO, por sua vez, já utilizou o termo para referir-se à educação continuada: Ciência que estuda as melhores práticas para orientar adultos a aprender. É preciso considerar que a experiência é a fonte mais rica para a aprendizagem de adultos. Estes são motivados a aprender conforme vivenciam necessidades e interesses que a aprendizagem satisfará em sua vida. O modelo andragógico baseia-se nos seguintes princípios:

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Crítica

O próprio Knowles mudou sua posição sobre se a andragogia realmente se aplicava apenas a adultos e passou a acreditar que "pedagogia-andragogia representa um continuum que vai desde a aprendizagem dirigida pelo professor até a aprendizagem dirigida pelo aluno e que ambas as abordagens são apropriadas para crianças e adultos, dependendo da situação." Hanson (1996) argumenta que a diferença na aprendizagem não está relacionada à idade e ao estágio da vida de alguém, mas sim às características individuais e às diferenças de "contexto, cultura e poder" dentro de diferentes ambientes educacionais. Em outra crítica à obra de Knowles, se destaca que o próprio autor foi incapaz de usar um de seus princípios (o autoconceito) com alunos adultos na extensão descrita por ele mesmo em suas práticas. Em um curso, Knowles parece permitir "liberdade quase total na determinação dos objetivos do aluno", mas ainda "pretendia" que os alunos escolhessem a partir de uma lista de 18 objetivos no plano de estudos. O autoconceito pode ser criticado não apenas do ponto de vista do instrutor, mas também do ponto de vista do aluno. Nem todos os alunos adultos saberão exatamente o que desejam aprender em um curso e podem querer buscar um esboço mais estruturado por um instrutor. Um instrutor não pode presumir que um adulto desejará a aprendizagem autodirigida em todas as situações.

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Fontes consultadas

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