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Hans Staden

Hans Staden foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil, onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses escravo dos índios tupinambás. De volta à Alemanha, Staden escreveu "História verdadeira e descrição..." : um relato de suas viagens ao Brasil que se tornou um grande sucesso da época.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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A primeira viagem ao Brasil

Partindo de Bremen, na atual Alemanha, passou pelos Países Baixos e chegou a Portugal. De Portugal, partiu para a capitania de Pernambuco em um navio. Avistou o cabo de Santo Agostinho em 28 de janeiro de 1549, desembarcando no porto de Pernambuco (porto do Recife). A embarcação portuguesa em que estava tinha o objetivo principal de recolher pau-brasil (Caesalpinia echinata), mas também deveria combater quaisquer navios franceses que estivessem a negociar com os nativos, bem como deveria também transportar degredados portugueses remetidos para povoar a colônia; estes degredados e ladrões eram pessoas que cometeram crimes mas que a justiça – que os julgou – do Reino de Portugal tinha permitido que fossem colocados para viver no mesmo local por ter uma pena menor em que se permitiu povoar o lugar até mesmo para se ajudar a população a crescer. O governador de Pernambuco, Duarte Coelho, que enfrentava uma revolta indígena na ocasião; em que foi ocasionada pela revolta dos tribais da região e negros escravizados que se revoltaram contra a conquista das terras e a escravização, pediu ajuda aos recém-chegados. Hans Staden e os demais rumaram para Igarassu, próximo a Olinda, em um navio para auxiliar na luta. Igarassu era, então, defendida por aproximadamente 120 pessoas (90 homens e mulheres livres e 30 escravos), às quais se uniram os cerca de quarenta recém-chegados, incluindo Hans Staden. Enfrentaram 8 000 indígenas e mais ou menos 37 escravizados. Depois de uma renhida luta e de um cerco muito disputado a ponto do bloqueio de busca de mantimentos, acabaram por derrotar os indígenas. Os quarenta marinheiros ganharam algumas tais recompensas como medalhas do governador da capitania.

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A Segunda Viagem ao Brasil

Em sua segunda viagem, Staden partiu de Sevilha rumo ao Rio da Prata em um navio espanhol em 1549, mas o navio veio a naufragar no ano seguinte, no litoral do atual estado brasileiro de Santa Catarina. Os integrantes da expedição, depois de passarem dois anos na região, decidiram rumar para a cidade de Assunção: uma parte deles iria por terra e outra parte, por mar. Staden juntou-se ao segundo grupo e rumou para a cidade de São Vicente, onde tentaria fretar um navio capaz de chegar a Assunção. Antes de chegar a São Vicente, porém, o navio de Staden naufragou próximo a Itanhaém. Seus ocupantes conseguiram nadar até a praia. De lá, foram a pé até São Vicente, onde Staden foi contratado como artilheiro pelos colonos portugueses para defender o Forte de São Filipe da Bertioga, que se localizava nas proximidades da cidade. Enquanto Staden procurava um tal escravo indígena de sua guarda, entranhou-se às matas sendo aprisionado pela tribo indígena Tupinambá (Uwattibi, no texto original do relato de Staden), que ficaria localizada em algum ponto entre Bertioga e Rio de Janeiro.

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Obra

De volta à Europa, redigiu um relato sobre as peripécias em suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos indígenas sul-americanos. O livro, intitulado "História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão", também conhecido pelo nome "Duas Viagens ao Brasil", foi publicado em Marburgo, na Alemanha, por Andres Colben em 1557 e "Impresso em Marburgo em papel quadrifólio de Andres Kolben na terça-feira de carnaval de 1557" m Tal livro conheceu sucessivas edições (inclusive falsificadas), constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições de rituais antropofágicos e costumes exóticos. Sendo, assim, um dos primeiros Best-Sellers da história em toda a Europa.

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Fontes consultadas

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