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História do sistema bancário

A história do sistema bancário, história bancária, ou simplesmente história dos bancos, começou por volta de 2000 a.C. na Assíria, Índia e Suméria com mercadores globais que davam empréstimos de grãos a fazendeiros e comerciantes que transportavam mercadorias entre cidades. Mais tarde, na Grécia Antiga e durante o Império Romano, credores estabelecidos em templos davam empréstimos, enquanto aceitavam depósitos e realizavam a troca de dinheiro. A arqueologia desse período na China e Índia antigas também mostra evidências de empréstimos de dinheiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Antecedentes

A mudança da dependência da caça e coleta de alimentos para práticas agrícolas, iniciada em algum momento depois de 12 mil a.C., resultou em maior estabilidade das relações econômicas. Tais mudanças começaram há aproximadamente 10 mil anos no Crescente Fértil, há cerca de 9.500 anos no norte da China, há cerca de 5.500 anos no México e há aproximadamente 4.500 anos nas partes orientais dos Estados Unidos.

Monetário

Grãos e gado para alimentação compunham as antigas formas de dinheiro, e foram usados por volta de 9000 a.C. como duas das primeiras mercadorias para fins de escambo. As obsidianas estavam sendo distribuídas na Anatólia como matéria-prima para ferramentas da Idade da Pedra desde cerca de 12.500 a.C., e o comércio organizado dela ocorreu durante o nono milênio a.C. A Sardenha era um dos quatro principais locais de obtenção de depósitos de obsidiana no Mediterrâneo; esse tipo de comércio foi substituído durante o terceiro milênio a.C. pelo comércio de cobre e prata.

Registros

Objetos usados ​​para manutenção de registros, as bullae ou tokens (fichas de argila) foram recuperados em escavações no Antigo Oriente Próximo, datados de um período que começou em 8000 a.C. e terminou em 1500 a.C., como registros da contabilidade de produtos agrícolas. A partir do final do quarto milênio, símbolos mnemônicos passaram a ser usados ​​por membros dos templos e palácios para registrar estoques de produtos. Por volta de 3200 a.C começaram a ser feitos tipos de registros contábeis para trocas comerciais de pagamentos. O Código de Hamurabi, escrito em uma tábua de argila por volta de 1700 a.C., descreve a regulamentação da atividade bancária nessa civilização; embora ainda rudimentar, o sistema bancário estava suficientemente desenvolvido para justificar leis que governavam as operações bancárias.[nt 1] Mais tarde, durante o Império Aquemênida (depois de 646 a.C.), mais evidências são encontradas de práticas bancárias na região da Mesopotâmia.

Estrutura

Por volta do quinto milênio a.C. foram desenvolvidos na Suméria assentamentos em torno de um templo central, como em Eridu. Nesse período, as pessoas começaram a construir e viver em cidades, fornecendo uma estrutura para a construção de instituições e estabelecimentos. Tell Brak e Uruque foram os dois primeiros assentamentos urbanos.

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Primeiras formas de banco

Ásia

Acredita-se que a atividade bancária (ou quase bancária) tenha começado como atividade arcaica por volta do final do quarto milênio a.C. até o terceiro milênio a.C. Antes do reinado de Sargão da Acádia (2335–2280 aC), a ocorrência de comércio era restrita aos limites internos de cada cidade-estado da Babilônia e ao templo localizado no centro da atividade econômica; na época, o comércio para cidadãos externos à cidade era proibido. Na Babilônia de 2000 a.C., as pessoas que depositavam ouro eram obrigadas a pagar quantias de até um sexagésimo do total depositado. Sabe-se que tanto os palácios quanto os templos forneciam empréstimos e emissões a partir da riqueza que possuíam — os palácios, em menor grau. Tais empréstimos tipicamente envolviam a emissão de grãos-sementes, com reembolso da colheita. Esses acordos sociais básicos eram documentados em tábuas de argila, com um acordo sobre o acúmulo de juros. O hábito de depositar e armazenar riquezas em templos continuou pelo menos até 209 a.C., como evidenciado pelo saque ou pilhagem do ouro e prata do templo de Aine em Ecbátana, na Média, por Antíoco III.

Antigo Egito

De acordo com John Muir, havia dois tipos de bancos operando no Egito, o real e privado. Os documentos feitos para mostrar o depósito de impostos eram conhecidos como registros peptoken.

Grécia

Após as Guerras Médicas, as cidades-estados gregas produziram um governo e uma cultura suficientemente organizados para o nascimento de uma cidadania privada e, portanto, uma sociedade capitalista embrionária, permitindo a separação da riqueza da propriedade exclusiva do Estado para a possibilidade de propriedade pelo indivíduo. Segundo um estudo de Muhammad Dandamayev e Vladimir Lukonin, os trapezites (em grego clássico: τραπεζίται) foram os primeiros durante o século V a.C. a negociar usando dinheiro ao contrário do comércio anterior, que ocorria usando formas pré-dinheiro. De acordo com o economista da escola austríaca Jesús Huerta de Soto, Trapezitica é a primeira fonte de documentação bancária. Os discursos de Demóstenes contêm numerosas referências à emissão de crédito. Xenofonte é creditado como o primeiro a sugerir a criação de uma organização conhecida na definição moderna como um banco de ações em Sobre as rendas, escrito por volta de 353 a.C.

Roma

As atividades bancárias romanas eram uma presença crucial dentro dos templos. Por exemplo, a cunhagem de moedas ocorria dentro de edifícios religiosos como o templo de Juno Moneta, embora durante a época do Império os depósitos públicos gradualmente deixaram de ser mantidos nos templos e, em vez disso, foram mantidos em depósitos privados. Ainda assim, o Império Romano herdou as práticas mercantis da Grécia. Durante 352 a.C., um banco público rudimentar (conhecido como dēmosía trápeza) foi formado, com a aprovação de uma diretiva consular para formar uma comissão de mensarii para lidar com dívidas nas classes baixas empobrecidas. Uma fonte mostra práticas bancárias em 325 a.C. quando os plebeus, por estarem endividados, eram obrigados a pedir dinheiro emprestado, então os recém-nomeados quinqueviri mensarii foram comissionados para fornecer serviços àqueles que tinham segurança para fornecer, em troca de dinheiro do tesouro público. Outra fonte afirma que as lojas bancárias da Roma Antiga foram abertas pela primeira vez em fóruns públicos durante o período de 318 a 310 a.C.

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Restrições religiosas sobre juros

A maioria dos primeiros sistemas religiosos do Antigo Oriente Próximo, e os códigos seculares deles decorrentes, não proibiam a usura. Essas sociedades consideravam a matéria inanimada viva, como plantas, animais e pessoas, e capaz de se reproduzir. Portanto, se alguém emprestasse "dinheiro para comida" ou fichas monetárias de qualquer tipo, era legítimo cobrar juros. O dinheiro para alimentos na forma de azeitonas, tâmaras, sementes ou animais era emprestado já por volta de 5000 a.C., se não antes. Entre os mesopotâmicos, hititas, fenícios e egípcios, os juros eram legais e frequentemente fixados pelo estado.

Judaísmo

A Torá e seções posteriores da Bíblia Hebraica criticam a tomada de juros, mas as interpretações da proibição bíblica variam. Um entendimento comum é que os judeus são proibidos de cobrar juros sobre empréstimos feitos a outros judeus, mas obrigados a cobrar juros sobre transações com não judeus. No entanto, a própria Bíblia Hebraica dá vários exemplos em que essa disposição foi evadida. Não exigirás de teu irmão juros, nem de dinheiro, nem de comida, nem de coisa alguma por que se exigem juros. (Deuteronômio 23:19) De um estrangeiro poderás exigir juros; porém de teu irmão não os exigirás, para que Jeová teu Deus te abençoe em todas as coisas em que puseres a mão, na terra em que tu estás entrando para a possuíres. (Deuteronômio 23:20)

Cristianismo

Originalmente, a cobrança de juros, conhecida como usura, era proibida pelas igrejas cristãs. Isso incluía cobrar uma taxa pelo uso do dinheiro, como em uma casa de câmbio. No entanto, com o tempo, a cobrança de juros se tornou aceitável devido à natureza mutável do dinheiro, e o termo "usura" passou a ser usado para cobrar juros acima da taxa permitida por lei.[carece de fontes?] A noção de "finanças cristãs" se refere às atividades bancárias e financeiras que surgiram há vários séculos. Apesar da proibição da usura e da desconfiança da Igreja em relação às atividades de troca (em oposição às atividades de produção), uma série de operações de natureza bancária ou financeira são evidenciadas pelas atividades da Ordem dos Templários (século XII), dos Montes Pios (surgidos em 1462) e da Câmara Apostólica ligada diretamente ao Vaticano (empréstimos de dinheiro, garantias, emissão de títulos, investimentos, etc.)

Islamismo

O Alcorão proíbe estritamente emprestar dinheiro com juros. "Ó fiéis, temei a Deus e abandonai o que ainda vos resta da usura, se sois crentes! Mas, se tal acatardes, esperai a hostilidade de Deus e do Seu Mensageiro; porém, se vos arrependerdes, reavereisapenas o vosso capital. Não defraudeis e não sereis defraudados."(2:278-279) "Ó fiéis, não exerçais a usura, multiplicando (o emprestado) e temei a Deus para que prospereis", (3:130) "no entanto, Deus consente o comércio e veda a usura" (2:275). O Alcorão afirma que cobrar juros e ganhar dinheiro por meios antiéticos era proibido para muçulmanos e também em outras comunidades em tempos antigos: "E pela iniquidade dos judeus, ao tentarem desviar os demais da senda de Deus, vedamos-lhes algumas coisas, boas, que lhes eram lícitas. E por praticarem a usura, sendo que isso lhes estava proibido, e por usurparem os bens alheios com falsas pretensões. E preparamos para os incrédulos, dentre eles, um doloroso castigo." (Alcorão – 4:160–161)

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Europa medieval

As raízes da banca moderna podem ser rastreadas à Europa medieval e do início do Renascimento, incluindo os lombardos da Itália no século XII e XIII, os Cahorsins da França no século XIII e, em particular, as ricas cidades italianas como Florença, Veneza e Gênova.

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Fontes consultadas

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