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Arte do Paleolítico

A arte do Paleolítico refere-se ao conjunto de produções artísticas realizadas durante o Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, que tem início há cerca de dois milhões e meio de anos e estende-se até c. 8000 a.C.. Esse período marca o início da história da arte e abrange diversos achados arqueológicos atribuídos a diferentes espécies do gênero homo ao longo do tempo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/10/2026
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História

O período Paleolítico possui três subdivisões, sendo essas: • Paleolítico Inferior (2 500 000 - 2 000 000 até 120 000 - 100 000 a.C.); • Paleolítico Médio (300 000 - 200 000 até 40 000 - 30 000 a.C.); • Paleolítico Superior (40 000 - 30 000 até 10 000 - 8000 a.C.). A arte no período paleolítico é considerada a arte mais antiga da humanidade, desenvolvida pelo hominíneo durante o paleolítico superior. No entanto é possível que este nível seja o culminar de um longo processo de amadurecimento artístico e técnico, e que muito do que foi criado em épocas anteriores simplesmente não tenha sobrevivido até aos nossos dias. Por esta razão subsistem ainda muitas incógnitas e questões em aberto, podendo-se apenas especular sobre quais seriam as verdadeiras motivações artísticas do hominíneo paleolítico. Para uma abordagem mais próxima às primeiras criações artísticas é essencial relacioná-las com o seu plano de fundo cultural, geográfico e social. Indissociável do seu meio ambiente, o qual nem sempre é propício à vida humana, o hominíneo é por ele extremamente influenciado, levando a que as suas decisões (deslocamentos a outros locais, etc) sejam ditadas por condicionantes e fatores naturais. Que os temas da arte paleolítica foquem, acima de tudo, elementos do seu meio-ambiente (como o reino animal, principalmente o alvo da sua caça – manadas de renas das planícies e vales) surge assim como uma consequência lógica.

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Especificidades regionais na arte rupestre do paleolítico

Durante um longo período de tempo os nossos ancestrais estavam distribuídos apenas em regiões da África, da Ásia e da Europa. Posteriormente houve uma expansão para a região das Américas. Os especialistas da área ainda buscam respostas para o meio que ocorreu essa chegada e como foi o desenvolvimento desses seres nesta região. Nesta perspectiva, há evidências arqueológicas de que o Homo sapiens, surgiu na África em 200.000 anos atrás e se dispersou pelos demais continentes, chegando a América por volta de 12000 anos atrás. Assim, as populações de Homo sapiens estavam presentes apenas no continente africano e posteriormente houve uma dispersão dessa espécie para os outros continentes, entre eles a Ásia e a Europa, onde era habitado pelos Neandertais . Neste sentido, há evidências arqueológicas que apontam a existência do convívio entre Homo sapiens e Neandertais por um determinado período, como apontam os achados arqueológicos. No Oriente Médio existem vários sítios com achados de fósseis de ambas as espécies, com datações próximas, além das semelhanças da produção de pedras lascadas. Além disso, com o auxílio da engenharia genética moderna foram mapeados genomas neandertais em diversas populações modernas. Por meio dessa análise genética é destacado que todas as pessoas modernas, exceto para os africanos, têm em seu DNA 4% de genes de Neandertais. Isto significa que houve uma interação entre Homo sapiens e Homo neandertal que gerou descendentes comuns a ambos. Entretanto, os traços genéticos de Neandertais não foram encontrados em grande parte do DNA da oposição africana atual, o que demonstra uma redução do contato da população de Sapiens que permaneceram na África com os Neandertais. Entretanto, é importante mencionar que essa discussão ainda é palco de debate científico na atualidade, pois ainda ocorrem pesquisas que buscam compreender esse processo de convívio entre ambos os grupos e como houve essa união.

Arte paleolítica na África

Em Blombos, na África do Sul, foram encontrados achados associados à arte paleolítica. Foram encontrados “desenhos” feitos com uma cera ocre em um floco de silcrete, de aproximadamente 73.000 anos. Também foram encontradas contas de conchas e gravuras hachuradas em peças ocres.

Arte paleolítica na Ásia

Foi encontrado na Ilha de Sulawesi, na Indonésia, a arte parietal (pintura) mais antiga de Homo sapiens, de aproximadamente 44 mil anos. Nessas pinturas há o registro de formas animalescas, que podem servir como base para a compreensão da fauna do período paleolítico nesta região.

Arte paleolítica na Europa

Lembrando que nesse continente são encontradas formas de arte parietal e mobiliaria (portátil) muito preservadas, possivelmente devido ao clima favorável. Vale ressaltar que os sítios arqueológicos da Europa são muito estudados, por isso a maior parte dos conhecimentos que temos sobre essas formas de arte vem dessa região. Assim, a arte papelarias da Europa é a que tem mais informações registradas. Na Gruta Chauvet, na França, estão localizadas as pinturas mais antigas da Europa associadas a Homo sapiens (32 mil). A Gruta Altamira, na Espanha, apresenta pinturas rupestres, tendo sido habitada durante milênios. Essa teoria de que de que ela foi muito habitada vem do grande número de achados na região, que são, além das obras, objetos de pedra lascada e esqueletos datados do período.

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O momento de transição

Após o início da produção manual de objetos começam a surgir os primeiros indícios de decoração dos mesmos, mas só no Paleolítico Superior se fazem as primeiras tentativas de transpor algo real para um determinado suporte. Para isto é necessário uma observação cuidada da natureza envolvente e a percepção de que é possível a reprodução do mundo visível através de um novo método. Este método implica a captação da realidade e, no caso da pintura e do relevo, a passagem da tridimensionalidade para um plano bidimensional que resulta, inicialmente, em representações de grande naturalismo e realismo. Nesse período, os hominídeos faziam o uso de rochas ou pedaços de osso ou madeira que se assemelhavam a um determinado animal, tirando partido dessa associação e das características preexistentes do suporte para criar uma escultura ou relevo (por vezes também associando a pintura). A partir de 40.000 a.C. houve o surgimento as artes mais idealizadas, nesse momento começa a aproximar-se cada vez mais da sintetização dos elementos e da sua esquematização simbólica (como o caso das estatuetas femininas onde se realçam as características da feminilidade em linhas simples).

Abordagens sobre o objetivo da arte

O conceito de arte adquiriu um novo significado com a vinda do capitalismo, representando um objeto de valor econômico, distinto dos valores da arte antigamente. Sobre os objetivos e significados, existem muitas abordagens a respeito do objetivo da arte no paleolítico. Inicialmente após as primeiras descobertas arqueológicas acerca das pinturas rupestres, se defendia uma ideia de arte pela arte, sugerindo que as manifestações artísticas tinham somente função estética, descartando as funções simbólicas e ritualísticas. A partir do aprofundamento dos estudos, foi trazida outra abordagem, que defendia que os primeiros objetos de arte não eram utilitários ou adornos, mas uma tentativa de controlar forças sobrenaturais e, segundo especulam os arqueólogos, obter a simpatia dos deuses e bons resultados na caça. Considerando que as pinturas descobertas em cavernas se encontram em locais de difícil acesso, pode-se supor que o objetivo não é proporcionar uma imagem impressionante, a arte pela arte, mas antes seguir um ritual mágico e transmitir crenças religiosas e espirituais. Assim, o resultado estético (de grande naturalismo) não será mais que uma consequência secundária do objetivo principal.

Figuras Antropomorfas Femininas ou “Estatuetas de Vênus”

Na escultura paleolítica, destacam-se as figuras antropomorfas femininas. Figuras de pequenas dimensões, esculpidas em pedra, e designadas genericamente por vénus. Embora não se possa ter certeza do porquê foram feitas, visto que não se tem acesso a muitas “pistas” para entender qual seria o intuito em criá-las, existem teorias não comprovadas cientificamente de que as esculturas sejam possíveis ídolos para o culto da fertilidade e sexualidade e que fizeram chamar por “vênus” o nome das figuras. As figuras apresentam características semelhantes entre si; são representadas nuas, de pé e mostram os elementos mais representativos do corpo feminino. Os traços desses elementos, em grande parte, se apresentam em seios, ventre e ancas volumosas em oposição a braços e pernas e cabeça pequena. Na maioria das figuras não é possível reconhecer traços faciais individuais e têm-se, no lugar da cabeça, uma peça esférica com linhas traçadas horizontal e verticalmente, parecida com um chapéu, mas não é possível afirmar que realmente sejam chapéus nas figuras. No entanto, também existem figuras com traços não considerados volumosos ao olhar da contemporaneidade, com a presença de traços faciais e com a ausência da peça esférica no lugar da cabeça.

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Pintura paleolítica

A pintura paleolítica é caracterizada por estar dentro da arte parietal (que também envolve gravuras rupestres) encontrada nas diversas superfícies de cavernas em sua maior parte em áreas mais profundas, feita com diferentes técnicas e materiais. Sendo inicialmente representações simples de formas geométricas ou formatos de mão, que são feitas pelo espaço negativo ao serem encostadas contra a parede, logo após serem cobertas de pigmento e retiradas. A mais antiga representação de pintura paleolítica se encontra na caverna no distrito de Maros (Celebes, Indonesia) tendo mais de 40,000 anos. A arte figurativa, ou seja, aquela que não é abstrata e inicialmente tenta copiar elementos da natureza começa a estar presente a partir de 40,000 a 35,000 anos atrás, principalmente nas regiões da Europa e do Sudeste Asiático. No período do Paleolítico Superior são feitas as primeiras pinturas em cavernas e paredes externas de pedra, há aproximadamente 15 000 anos. A representação de vários animais (cavalos, mamutes, bois, veados) é comum, como se pode observar na caverna de Lascaux, França - sítio arqueológico descoberto em 1940. Além disso, há raras representações de vegetais e figuras humanas. Existem híbridos entre animais e seres humanos, como na caverna de Les Trois-Frères, no qual se encontram o “Pequeno Feiticeiro” e o “Grande Feiticeiro”

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