Arquelau I da Macedônia
Arquelau, filho de Pérdicas II da Macedônia, foi rei da Macedônia de 413 a.C. até o ano de sua morte, em 399 a.C.
Alcetas, rei da Macedónia, tinha uma escrava, com quem casou-se Pérdicas, irmão de Alcetas. Desta união nasceu Arquelau. Arquelau assassinou seu tio Alcetas e seu primo Alexandre, filho de Alcetas. Quando Arquelau se tornou rei, sucedendo a seu pai Pérdicas, assassinou o filho legítimo de Pérdicas e Cleópatra[nota 1], um menino de sete anos de idade, jogando-o em um poço e o afogando; dizendo, à mãe, que ele tinha caído por acidente.[nota 2] Foi declarado legítimo, em 436 a.C., porque seu nome aparece em um tratado firmado pela Macedônia com Atenas. Quase imediatamente depois que tomou o poder, ele se viu diante de um cenário externo que lhe foi favorável, permitindo que se alterasse as relações da Macedônia com Atenas. Ocorre que os atenienses sofreram uma severa derrota em Siracusa (413 a.C.), onde perderam a maior parte de sua frota. Para restaurar sua capacidade naval, necessitavam construir muitos navios e, para isso, dependiam da madeira que a Macedônia possuía abundantemente. Valendo-se disso, Arquelau forneceu toda a madeira de que Atenas precisava, mas reajustou o preço do produto, garantindo para o seu reino uma riqueza que ele antes jamais desfrutara.


