Partido da Refundação Comunista
O Partido da Refundação Comunista é um partido político da esquerda reformista italiana, pacifista e ligado aos movimentos sociais. Foi fundado em 1991, por antigos membros do extinto Partido Comunista Italiano.
Em fevereiro de 1991, quando o Partido Comunista Italiano (PCI) transformou-se no Partido Democrático da Esquerda (PDS) sob a liderança de Achille Occhetto, dissidentes contrários à dissolução do PCI, liderados por Armando Cossutta, lançaram o Movimento pela Refundação Comunista. No mesmo ano, o partido Democracia Proletária (DP), de extrema-esquerda, dissolveu-se, e seus membros se juntaram aos dissidentes do PCI, formando uma frente communista. Em dezembro, o PRC foi constituído oficialmente, e Sergio Garavini foi eleito seu secretário. Nas eleições gerais de 1992, o partido obteve 5,6% dos votos. Garavini renunciou ao cargo de secretário em junho de 1993 e foi substituído, em janeiro de 1994, por Fausto Bertinotti, um sindicalista da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), que havia deixado o PDS alguns meses antes. Nas eleições de 1994 o PRC integrou a coligação Aliança dos Progressistas, liderada pelo PDS, e obteve 6,1% dos votos. Em junho de 1995, um grupo de dissidentes, liderados por Lucio Magri e Famiano Crucianelli, formou o Movimento dos Comunistas Unitários (MCU), que acabou por se fundir com o PDS, sendo um dos membros fundadores do partido Democratas de Esquerda (DS), em fevereiro de 1998.
Depois de firmar-se como o maior partido comunista da Itália, o PRC começou a ampliar seu escopo visando tornar-se um catalisador de movimentos sociais e o principal representante do movimento antiglobalização na Itália. O partido também forjou novas alianças, no âmbito continental, e contribuiu decisivamente para a fundação do Partido da Esquerda Europeia, em maio de 2004. Depois de perder a maior parte da sua representação parlamentar, o PRC lutou por sua existência e foi afinal recompensado pelos eleitores, superando o PdCI, tanto nas eleições parlamentares europeias de 1999 (4.3% a 2.0%) como nas eleições gerais italianas de 2001 (5.0% a 1.7%). Em 11 outubro de 2004, foi constituída uma coalizão de centro-esquerda (mais uma vez liderada por Romano Prodi) denominada Grande Alleanza Democratica (depois rebatizada, mais sobriamente, como L'Unione), uma ampliação de L'Ulivo que incluía Italia dei Valori (partido de orientação liberal) e também o PRC. Em abril de 2005, Nichi Vendola, um político abertamente gay e um dos líderes emergentes do partido, elegeu-se presidente da região da Apúlia, tendo sido o único presidente regional ligado ao PRC.

