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Progressistas

Progressistas (PP) é um partido político brasileiro de centro-direita. Desde sua fundação até 2003 foi denominado Partido Progressista Brasileiro (PPB) e, entre 2003 e 2017, foi denominado Partido Progressista (PP). Desde 2025, o partido compõe a federação partidária União Progressista, juntamente com o União Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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História

Fundação do partido e participação no Governo Fernando Henrique Cardoso

O Partido Progressista Brasileiro (PPB) foi criado em 14 de setembro de 1995, como resultado da fusão entre o Partido Progressista (1993–1995) e o Partido Progressista Reformador. Os progressistas eram um partido menor, de forma que as grandes lideranças nacionais albergadas no PPR logo dispuseram de grande protagonismo. Os grandes líderes do PPR incluíam o prefeito de São Paulo, Paulo Maluf; o presidente nacional da sigla, Esperidião Amin (SC) e o deputado federal Francisco Dornelles (RJ). O PPB nasceu com 85 deputados federais e 8 senadores, todos integrantes da base do Governo Fernando Henrique Cardoso. A posição situacionista se manteve após a fusão, inclusive com a nomeação de Francisco Dornelles ao Ministério da Industria e Comércio. O presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na ocasião afirmou que a nomeação de Dornelles implicava na "participação direta do PPB no governo". No entanto, uma linha interna do partido liderada por Maluf contestava a adesão do PPB ao governo e reclamava ao partido uma posição de independência com a nomeação pessoal e não vinculante de Dornelles.

Mudança de nome e participação no Governo Lula

A incapacidade de Maluf de chegar ao segundo turno em São Paulo sedimentou a trajetória de declínio do malufismo. Diante disso, logo após o pleito de 2002, em abril de 2003, o PPB realizou uma convenção nacional para desvincular-se da imagem de Maluf. Nesta convenção, o deputado Pedro Corrêa (PE) foi eleito presidente nacional da sigla e Maluf passou a ocupar a posição de presidente de honra do partido. Também foi aprovada a mudança de nome para Partido Progressista (PP). "Precisamos encontrar uma identidade e um novo rumo para o partido. O PPB era um partido estigmatizado por ter sido criado por pessoas que participaram da revolução [movimento militar de 1964]. Estamos mudando a cara do partido, ele não é mais de uma pessoa só, é de todos os membros". Pedro Corrêa à Folha de S.Paulo, 2003

Federação União Progressista

Em 28 de abril de 2025, veículos de comunicação do Progressistas e do UNIÃO anunciaram a fundação da federação denominada União Progressista, numa cerimônia realizada no salão nobre da Câmara dos Deputados do Brasil que aconteceria em 29 de abril de 2025. Em 2026 de março de 2026, o TSE deferiu, por unanimidade, o pedido de registro da federação partidária.

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Organização

Câmara dos Deputados

Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados.

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Controvérsias

Corrupção

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de bancadas dos parlamentares cassados por corrupção desde os anos 2000. O PP, segundo maior partido do Brasil a época, ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações. Dos 45 representantes do partido no Congresso, 21 estão sendo investigados na Operação Lava Jato. Outros 11 ex-parlamentares do partido também estão sob suspeita. Entre eles, dois condenados no Escândalo do Mensalão. Políticos diversos do PP, estão envolvidos e investigados no esquema conhecido como Petrolão. Os políticos foram citados pelos delatores, ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pelo doleiro Alberto Youssef, além de outros delatores. O esquema de corrupção da estatal está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de nome Operação Lava Jato.

Improbidade administrativa

Em 30 de março de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o PP por desvios ocorridos na Petrobras, sendo a primeira contra um partido na Operação Lava Jato. Além do PP, são citados na ação um ex-assessor parlamentar e dez políticos, sendo quatro ex-deputados e seis parlamentares com mandato. Os políticos recebiam entre 30 e 300 mil reais de mesada. O MPF ainda pede o ressarcimento de mais de 2 bilhões e 300 milhões de reais equivalentes à propina paga ao partido, além de multa e danos morais coletivos. Entre as consequências da ação para os políticos, caso sejam condenados, está a perda do cargo, suspensão de direitos políticos, perda da aposentadoria especial e devolução do dinheiro fruto de irregularidades. Em abril de 2017, a justiça bloqueou 9,8 milhões de reais do partido e outros 466 milhões de reais de políticos da legenda.

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Fontes consultadas

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