Biblioteca de Alexandria
A Biblioteca de Alexandria foi uma das mais significativas e célebres bibliotecas e um dos maiores centros de produção do conhecimento na Antiguidade. Estabelecida durante o século III a.C. no complexo palaciano da cidade de Alexandria, no Reino Ptolemaico do Antigo Egito, a Biblioteca fazia parte de uma instituição de pesquisa chamada Mouseion. A ideia de sua criação pode ter sido proposta por Demétrio de Faleros, um estadista ateniense exilado, ao sátrapa do Egito e fundador da dinastia ptolemaica, Ptolemeu I Sóter, que, tal como o seu antecessor, Alexandre Magno, buscava promover a difusão da cultura helenística. Contudo, a Biblioteca provavelmente não foi construída até o reinado de seu filho, Ptolemeu II Filadelfo. Ela adquiriu um grande número de rolos de papiro, devido sobretudo às políticas agressivas e bem financiadas dos reis ptolemaicos para a obtenção de textos. Não se sabe exatamente quantas obras ela tinha em seu acervo, mas estima-se que ela chegou a abrigar entre trinta mil e setecentos mil volumes literários, acadêmicos e religiosos. O acervo da Biblioteca cresceu de tal maneira que, durante o reinado de Ptolemeu III Evérgeta, uma filial sua foi criada no Serapeu de Alexandria.
Contexto histórico
A Biblioteca de Alexandria não foi a primeira biblioteca do gênero, sendo parte de uma longa tradição de bibliotecas que existiam tanto na Grécia Antiga quanto no Oriente Próximo. O mais antigo registo da acumulação de documentos escritos vem da cidade-estado suméria de Uruque, por volta de 3 400 a.C., quando a escrita apenas começara a se desenvolver, e a curadoria de textos literários começou por volta de 2 500 a.C. Diversos reinos e impérios posteriores do antigo Oriente Próximo desenvolveram tradições de coleta de obras. Os antigos hititas e assírios possuíam amplos arquivos contendo documentos em múltiplos idiomas, e a biblioteca mais famosa do antigo Oriente Próximo era a Biblioteca de Nínive, fundada entre 668 e 627 a.C. pelo rei assírio Assurbanípal. Uma grande biblioteca também existia na Babilônia durante o reinado de Nabucodonosor II (c. 605–562 a.C.), e na Grécia dizia-se que o tirano ateniense Pisístrato fundara a primeira grande biblioteca pública, no século VI a.C. A proliferação das bibliotecas no mundo de cultura helênica, contudo, chegou relativamente tarde, provavelmente não muito antes do século IV a.C., e foi dessa herança de bibliotecas gregas e do Oriente Próximo que nasceu a ideia de uma biblioteca em Alexandria.
Planejamento
Embora a Biblioteca de Alexandria tenha sido uma das maiores e mais importantes do mundo antigo, as fontes a seu respeito são raras e por vezes contraditórias, e muito do que se diz sobre ela mescla lendas e fatos históricos. A mais antiga fonte de informação existente a respeito da fundação da Biblioteca é a pseudoepigráfica Carta de Aristeias, escrita entre aproximadamente 180 e 145 a.C., que afirma que ela foi fundada na cidade de Alexandria durante o reinado de Ptolemeu I Sóter (c. 323–283 a.C.), e que ela foi inicialmente organizada por Demétrio de Faleros, um estudante de Aristóteles que tinha sido exilado de Atenas e buscado refúgio junto à corte ptolemaica em Alexandria. No entanto, a Carta de Aristeias é consideravelmente posterior a esse período, e contém informações que atualmente se sabe imprecisas ou que são muito disputadas, como por exemplo a afirmação de que a Septuaginta teria sido produzida na Biblioteca.
Organização e expansão inicial
Os governantes ptolemaicos pretendiam que a Biblioteca reunisse o conhecimento de "todos os povos da terra”, e buscaram expandir sua coleção por meio de uma política agressiva e bem financiada de compra de documentos. Eles despachavam agentes reais com grandes quantias de dinheiro, ordenando-lhes que comprassem e colecionassem tantos textos quanto pudessem, de todo autor e sobre todo assunto. Cópias mais antigas de textos eram favorecidas em detrimento das mais recentes, uma vez que se supunha que cópias mais antigas resultavam de um menor número de transcrições, e que, portanto, elas tendiam apresentar um conteúdo mais próximo do original escrito pelo autor. Essa política envolveu viagens para mercados de livros em Rodes e Atenas, e é possível que a Biblioteca tenha adquirido inteiramente ou ao menos parte da coleção de obras do Liceu aristotélico. A Biblioteca concentrou-se particularmente na aquisição de manuscritos dos poemas homéricos, que constituíam a base da educação grega e eram reverenciados acima de todos os outros poemas, e acabou por adquirir múltiplos manuscritos desses poemas, que eram marcados individualmente com rótulos indicando suas origens.
Primeiros tempos
As atividades e o acervo da Biblioteca de Alexandria não eram limitados a nenhuma escola filosófica, de pensamento ou religiosa em particular e, consequentemente, os estudiosos que lá estudavam tinham considerável liberdade acadêmica. Eles estavam, no entanto, sujeitos à autoridade do rei e ao que a corte ptolemaica considerava aceitável. Uma história, provavelmente apócrifa, é contada sobre um poeta chamado Sótades, que escreveu um epigrama obsceno satirizando Ptolemeu II por se casar com sua irmã, Arsínoe II. Consta que Ptolemeu II mandou prendê-lo e, depois que ele escapou e foi recapturado, confiná-lo em um caixão de chumbo e jogá-lo no mar. Diferentemente do Mouseion, que era dirigido por um sacerdote, a Biblioteca era dirigida por um estudioso que servia como bibliotecário-chefe e tutor do herdeiro aparente do rei.
Funcionamento posterior e expansão
Embora o terceiro bibliotecário-chefe, Eratóstenes de Cirene, fosse um importante homem de letras, hoje ele é mais conhecido por seus trabalhos científicos e por ter contribuído grandemente para avançar a geografia como uma disciplina científica. O trabalho mais importante desse acadêmico, que viveu aproximadamente entre 280 e 194 a.C., foi o tratado Geográfica (em grego clássico: Γεωγραφικά; romaniz.: Geografiká), originalmente escrito em três volumes. A obra em si não sobreviveu, mas muitos fragmentos dela foram preservados por meio de citações nos escritos posteriores do geógrafo Estrabão. Eratóstenes foi o primeiro estudioso a aplicar a matemática à geografia e à cartografia, e em seu tratado "Sobre a medição da Terra" ele calculou a circunferência terrestre com grande precisão, errando em apenas algumas centenas de quilômetros. Ele acreditava que o cenário dos poemas homéricos era puramente imaginário, e argumentava que o propósito da poesia era "capturar a alma", e não oferecer uma explicação historicamente precisa de eventos reais. Estrabão o cita como tendo sarcasticamente comentado que "um homem encontraria os lugares das peregrinações de Ulisses no dia em que ele encontrasse um coureiro que soubesse costurar peles de cabras nos ventos". Assim, ao produzir um mapa de todo o mundo conhecido, Eratóstenes incorporou informações extraídas de obras não ficcionais arquivadas na Biblioteca, incluindo relatos das campanhas de Alexandre Magno no subcontinente indiano e das expedições ptolemaicas de caça a elefantes ao longo da costa da África Oriental.
Apogeu
Aristófanes de Bizâncio tornou-se o quarto bibliotecário-chefe por volta de 200 a.C. De acordo com uma lenda registrada pelo escritor romano Vitrúvio, Aristófanes foi um dos sete juízes nomeados para um concurso de poesia organizado por Ptolemeu III Evérgeta. Enquanto os outros seis juízes favoreceram um competidor, Aristófanes favoreceu aquele de quem o público menos gostara, declarando que os demais haviam cometido plágio e, portanto, deviam ser desclassificados. O rei exigiu que ele provasse isso, e então Aristófanes buscou na Biblioteca os textos que os autores haviam plagiado, localizando-os de memória. Por causa de sua impressionante memória e diligência, Ptolemeu III o teria nomeado bibliotecário-chefe.
As expulsões de Ptolemeu VIII
A expulsão dos estudiosos de Alexandria por Ptolemeu VIII foi parte de um fenômeno mais amplo de perseguição à classe dominante de Alexandria, e levou a uma diáspora da erudição helenística. Os estudiosos da Biblioteca de Alexandria, e seus alunos, continuaram a conduzir pesquisas e escrever tratados, mas em sua maioria não mais em associação com a Biblioteca, dispersando-se primeiro pelo Mediterrâneo oriental e mais tarde também pelo Mediterrâneo ocidental. Um estudante de Aristarco, Dionísio, o Trácio (c. 170–90 a.C.) estabeleceu uma escola na ilha grega de Rodes. Dionísio da Trácia escreveu o primeiro livro sobre gramática grega, um guia sucinto que permitia falar e escrever com clareza e eficácia. Os romanos basearam seus escritos gramaticais nesse livro, que permaneceu o principal manual de gramática para estudantes de grego até o século XII e, em pleno século XXI, continua servindo de base para guias gramaticais de muitos idiomas. Outro dos discípulos de Aristarco, Apolodoro de Atenas (c. 180–110 a.C.), mudou-se para a maior rival de Alexandria como centro irradiador da cultura grega, Pérgamo, onde ensinou e conduziu pesquisas. Essa diáspora levou o historiador Meneclés de Barca a comentar com sarcasmo que Alexandria havia se tornado professora tanto de gregos quanto de bárbaros.
Incêndio acidental por Julio César
Em 48 a.C., durante a Segunda Guerra Civil da República Romana, Júlio César foi sitiado em Alexandria, e seus soldados atearam fogo a seus próprios navios, buscando bloquear a frota pertencente ao irmão de Cleópatra, Ptolemeu XIV. Esse fogo se espalhou para as partes da cidade mais próximas às docas, causando considerável devastação. No século I, o dramaturgo e filósofo estoico Sêneca citou o Ab Urbe condita libri de Tito Lívio, escrito no último quarto do século II a.C., dizendo que o incêndio iniciado por César destruiu quarenta mil obras da Biblioteca de Alexandria. O platônico Plutarco escreve em Vida de César que, "quando o inimigo tentou cortar a sua comunicação por mar, ele [César] foi forçado a desviar esse perigo ao pôr fogo em seus próprios navios, que, depois de queimar as docas, daí se espalhou e destruiu a grande biblioteca". Contudo, o historiador romano Dião Cássio escreveu que "dentre outros lugares, os estaleiros e armazéns de grãos foram queimados, e também os de livros, que eram, segundo dizem, numerosos e da melhor qualidade".
Sabe-se muito pouco sobre a Biblioteca de Alexandria sob o Principado Romano. Aparentemente Augusto manteve a tradição de nomear o sacerdote responsável pela Biblioteca, e Cláudio teria mandado aumentar a construção que a abrigava. Suetônio, no início do século II, escreveu que Domiciano, buscando reabastecer as bibliotecas romanas, mandou comprar e transcrever livros, que depois tiveram seus conteúdos verificados na Biblioteca de Alexandria. Contudo, aparentemente a sorte da Biblioteca esteve ligada à da própria cidade de Alexandria. Depois que ela foi incorporada ao domínio romano, seu prestígio diminuiu gradualmente e o mesmo ocorreu com o da sua famosa biblioteca. Enquanto o Mouseion continuou a existir, a adesão a ele passou a ser concedida não com base em méritos acadêmicos, mas sim com base na distinção no governo, nas forças armadas ou mesmo no atletismo. O mesmo se deu em relação ao cargo de bibliotecário-chefe, e o único bibliotecário-chefe conhecido dessa época foi um homem chamado Tibério Cláudio Balbilo, que era um importante político, administrador e astrólogo, mas sem registro de realizações acadêmicas substanciais. Os membros do Mouseion não precisavam mais ensinar, conduzir pesquisas ou mesmo morar em Alexandria. O escritor grego Filóstrato registrou que o imperador Adriano, que governou de 117 a 138, nomeou os sofistas Dionísio de Mileto e Polemon de Laodiceia como membros do Mouseion, embora eles jamais tenham passado uma quantidade significativa de tempo em Alexandria.
A destruição do Serapeu
No final do século I a.C., o Serapeu ainda era um importante local de peregrinação de pagãos, e a sua biblioteca era provavelmente a maior coleção de livros da cidade de Alexandria. Além de possuir a maior biblioteca da cidade, o Serapeu continuou sendo um templo em pleno funcionamento e tinha salas de aula para que filósofos ensinassem. Naturalmente, ele tendeu a atrair seguidores do neoplatonismo, notadamente de sua vertente jamblicista. A maioria desses filósofos estava interessada principalmente na teurgia, o estudo dos rituais cultuais e das práticas religiosas esotéricas e, por exemplo, Damáscio (c. 458-538 a.C.) registra que um homem chamado Olimpo veio da Cilícia para lecionar no Serapeu, onde ensinava aos seus alunos "as regras do culto divino e das práticas religiosas antigas".
A escola de Téon e Hipátia
Referências dispersas indicam que em algum momento do século IV a.C. uma instituição conhecida como "Museu" pode ter sido estabelecida em um local diferente de Alexandria. Ela pode ter possuído alguns recursos bibliográficos, mas, quaisquer que tenham sido, eles claramente não eram comparáveis aos do seu antecessor. Uma dessas fontes, a Suda, uma enciclopédia bizantina do século X, refere-se ao matemático Téon de Alexandria (c. 335-405) como o "homem do Museu", em referência à escola que ele dirigia na cidade. Mas embora essa escola fosse chamada "Museu" em referência ao museu helenístico que uma vez incluiu a Biblioteca de Alexandria, ela não tinha qualquer conexão importante com ele.
Destruição pelo Califa Omar
Hipátia não foi a última pagã de Alexandria ou a última filósofa neoplatônica, e ambas as coisas sobreviveram em Alexandria e no Mediterrâneo oriental por séculos após sua morte. Novas salas de aula foram construídas em Alexandria logo após a morte de Hipátia, indicando que a filosofia ainda era ensinada nas escolas locais, e escritores do final do século V, como Zacarias Retórico e Enéas de Gaza, falam de um "Museu" como ocupando algum tipo de espaço físico na cidade. Arqueólogos identificaram salas de aula que datam desse período, localizadas perto mas não no local do Museu ptolemaico, e que podem ter pertencido ao "Museu" ao qual esses autores se referem.
Sabe-se que inicialmente a coleção da Biblioteca de Alexandria era constituída de rolos de papiro, mas posteriormente códices foram adicionados a ela. Contudo, a Biblioteca nunca foi referenciada como tendo incluído volumes em pergaminho, talvez por causa das fortes ligações de Alexandria com a produção e o comércio de papiro. A Biblioteca de Alexandria, contudo, teve um papel significativo na difusão da escrita nesse novo material, pois, devido ao seu consumo colossal de papiro, pouco dele era exportado. Notadamente, especula-se que Ptolemeu V Epifânio, ciumento da expansão da Biblioteca de Pérgamo, teria decretado uma proibição da exportação de papiro, como forma de reduzir o aumento dessa biblioteca rival. Por um motivo ou por outro, a escassez de papiro alexandrino parece ter ensejado a necessidade de uma fonte alternativa de material de cópia, sobretudo em grandes centros de produção cultural como Pérgamo. Não por acaso, essa cidade emprestou seu nome à tecnologia que viria a substituir o papiro, o pergaminho.
Arqueologia
Apesar de Alexandria ter sido uma cidade opulenta e um importante centro cultural da Antiguidade, tendo capturado a curiosidade de autores e estudiosos ao longo dos séculos, historicamente o seu patrimônio arqueológico foi relegado a um segundo plano por pesquisadores do período da Antiguidade Clássica, em benefício dos templos mais acessíveis da Grécia e dos complexos funerários ao longo do rio Nilo. Famosamente, após uma busca infrutífera na região no final do século XIX, o arqueólogo britânico D. G. Hogarth teria dito que "não há o que se esperar de Alexandria", e teria publicamente recomendado a seus colegas que esquecessem Alexandria para concentrarem-se na Grécia e na Anatólia.
A Bibliotheca Alexandrina
A ideia de reviver a antiga Biblioteca de Alexandria na era contemporânea foi proposta pela primeira vez em 1974, durante o mandato de Nabil Lotfy Dowidar como presidente da Universidade de Alexandria. Em maio de 1986, o governo egípcio solicitou que o Conselho Executivo da Unesco autorizasse esse organismo intergovernamental a realizar um estudo de viabilidade para o projeto. Isso marcou o início do envolvimento da Unesco e da comunidade internacional na tentativa de concretizar a sua construção. A partir de 1988, a Unesco e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento organizaram uma competição internacional de arquitetura, a fim de selecionar um projeto para a nova biblioteca. O governo egípcio destinou quatro hectares de terra à sua construção e estabeleceu o Alto Comissariado Nacional para a Biblioteca de Alexandria. O presidente egípcio Hosni Mubarak envolveu-se pessoalmente no projeto, e isso contribuiu grandemente para o seu avanço. Concluída em 2002, a Bibliotheca Alexandrina é a maior do Egito e referência no Norte da África. Ela funciona como uma moderna biblioteca e centro cultural e, em consonância com a missão da Biblioteca de Alexandria da Antiguidade, também abriga a Escola Internacional de Ciência da Informação, uma instituição cujo objetivo é formar profissionais para bibliotecas do Egito e de outros países do Oriente Médio.
Na cultura e nas ciências
Mesmo em sua época, a Biblioteca de Alexandria exercitou o interesse de um amplo público, tornando sua cidade-sede o principal centro da intelectualidade helenística e contribuindo para valorizar o conhecimento armazenado em volumes escritos e encorajar iniciativas buscando preservá-lo e difundi-lo. Como já se colocou, a Biblioteca ajudou a reforçar uma tradição que considera a palavra escrita "uma dádiva do passado e um legado para o futuro". Mas ela também foi mais do que um famoso repositório de textos, e ofereceu "oportunidades até então inéditas para a erudição e a pesquisa científica", ao disponibilizar as ferramentas básicas para a produção do conhecimento. Não por acaso, seu modelo de "biblioteca de pesquisa" exerceu duradoura influência e espalhou-se por todo o mundo helenístico, incluindo Antioquia, Cesareia e Constantinopla, que teriam papel importante na preservação da cultura grega no seio do Império Bizantino. No final do período helenístico, quase todas as grandes cidades do Mediterrâneo Oriental tinham uma biblioteca pública desse tipo, e o mesmo se dava em muitas cidades de tamanho médio. Durante o período romano o número de bibliotecas apenas aumentou, e no século I a.C. a própria cidade de Roma contava com pelo menos duas dúzias de bibliotecas públicas. Na Antiguidade tardia, à medida que o Império Romano se cristianizou, bibliotecas cristãs, modeladas diretamente na Biblioteca de Alexandria e em outras grandes bibliotecas pagãs, foram fundadas em toda a parte oriental do Império, onde se falava a língua grega.
Em numerosas ocasiões a Biblioteca de Alexandria e os eventos relacionados a ela têm sido referenciados em meios de comunicação. Exemplos notáveis incluem:


