Argumento teleológico
Um Argumento teleológico da existência de Deus, também chamado de argumento da criação ou prova psicoteológica, é um argumento a posteriori para a existência de Deus com base na criação aparente e propósito na natureza, para além do âmbito de qualquer atividade humana. Vários conceitos de teleologia são desenvolvidos por filósofos antigos e clássicos, como Platão, que propôs um artífice divino, outros, nomeadamente Aristóteles, rejeitaram essa conclusão em favor de uma teleologia mais naturalista.
Escritores cristãos clássicos e antigos
Segundo Xenofonte, Sócrates (c. 469-399 a.C.) argumentou que a adaptação de partes do corpo humano a outras partes, tal como as pálpebras protegem os olhos, não podia ter sido ao acaso sendo assim um sinal de um planejamento sábio no universo. Platão (c. 427 – c. 347 a.C.) postulou um "demiurgo" de suprema sabedoria e inteligência como o criador do cosmos em seu trabalho Timeu. A perspectiva teleológica de Platão também é construída sobre a análise da ordem e estrutura a priori no mundo que ele já havia apresentado em A República. Platão não propõe a criação ex nihilo, mas sim, que o demiurgo fez a ordem a partir do caos do cosmos, imitando as formas eternas.
Averroes
Averroes (ibne Rusde) introduziu argumentos teleológicos em suas interpretações de Aristóteles de uma perspectiva islâmica na Espanha moura na segunda metade do século XII. Seu trabalho foi considerado altamente controverso e foi oficialmente proibido em ambos na Espanha cristã e islâmica. Os argumentos teleológicos de Averroes podem ser caracterizada como a presunção de um único Deus. Ele propõe que a ordem e o movimento contínuo no mundo é causado pelo intelecto de Deus. Em conhecer todas as formas e padrões, Deus provê para as inteligências inferiores.


