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Societas Sanctae Crucis

A Societas Sanctæ Crucis (SSC) ou Sociedade da Santa Cruz é uma associação internacional de padres anglo-católicos que tem por finalidade manter a espiritualidade inglesa medieval -- isto é, anglicana -- ao catolicismo, como entendido pelos anglicanos ou pelos católicos. Fazem parte da associação padres da Comunhão Anglicana ao redor do mundo, do Movimento de Continuidade Anglicano e da Igreja Católica de Uso Anglicano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Início

Imagem: Alwyn Ladell · BY-NC-ND · Openverse

A Societas foi fundada aos 28 de fevereiro de 1855 na capela da Casa da Caridade em Londres por seis padres anglicanos, a saber, Charles Fuge Lowder, Charles Maurice Davies, David Nicols, Alfred Poole, Joseph Newton Smith e Henry Augustus Rawes. Inicialmente, a sociedade pretendia ser uma associação espiritual para a edificação interior dos fundadores, mas rapidamente tornou-se a força motriz do movimento anglo-católico, especialmente após a primeira fase do Movimento de Oxford ter terminado e o beato John Henry Newman ter-se convertido ao catolicismo romano. Pe. Lowder, além de fundador, foi o primeiro superior da sociedade. Enquanto visitava a França em 1854, concebeu a ideia de uma ordem anglicana baseada nos católicos lazaristas de São Vicente de Paulo. A Societas proveu seus membros com uma regra de vida e uma visão de disciplina na vida sacerdotal. Suporte mútuo sempre foi um elemento chave da espiritualidade e a vida da sociedade é primeiramente experimentada no Capítulo Local, cuja presença só é liberada por genuína obrigação pastoral.

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Ato de Regulamentação de Culto Público

Durante o governo de Benjamin Disraeli e reinado da Rainha Vitória, em 1 de julho de 1874, foi criado o Ato de Regulamentação de Culto Público que, segundo o próprio primeiro-ministro, tinha por objetivo "acabar com os ritualistas" que eram os anglicanos filo-católicos. O Ato foi introduzido na House of Lords pelo então arcebispo da Cantuária, Archibald Tait. 17 padres foram perseguidos e ora presos por não admitirem a ingerência do governo no culto religioso. Os ministros presos foram o Pe. Sidney Faithorn Green de Manchester (1881-82), o Pe. T. Pelham Dale de Londres (1880), o Pe. Richard William Enraght de West Midlands, (1880), o Pe. James Bell Cox de Liverpool e o Pe. Arthur Tooth de Lewisham (1877). A se(c)ção 8ª do Ato de Regulamentação de Culto Público permitia ao arquidiácono, ao church warden ou a três paroquianos homens e adultos a apresentarem ao bispo seu pároco caso, em sua opinião:

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História Subsequente

Imagem: Alwyn Ladell · BY-NC-ND · Openverse

Alexander Penrose Forbes, bispo anglicano de Brechin na Escócia de 1847 até sua morte em 1874, foi o primeiro dos muitos bispos ao redor do mundo associados à Societas Sanctæ Crucis, dentre os quais destaca-se o santo anglicano Frank Weston de Zanzibar. Enquanto uma sociedade católica, a Sanctæ Crucis tomou uma posição conservadora nas controvérsias anglicanas do século XX, especialmente as relacionadas à Interpretação da Sagrada Escritura e à pseudo-ordenação feminina. Atualmente, há mais de dois mil membros da Societas organizados nas províncias da Inglaterra e Escócia, das Américas, do País de Gales e da Ásia-austral, isto é, Ásia e Oceania, cada uma sob a jurisdição de um Superior Provincial e estes sobre a do Superior-Geral. Os padres da Sanctæ Crucis são geralmente identificados por uma cruz dourada com o motto In Hoc Signo Vinces (Sob este Signo Vencerás) à lapela. Há, ainda, uma se(c)ção da Societas, a Pusey Guild, para seminaristas e candidatos aprovados às ordens sacras.

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