Arcebispo maior
Nas Igrejas Católicas Orientais, arcebispo maior ou arcebispo-mor é um título para um hierarca a cuja sé arquiepiscopal é concedida a mesma jurisdição em sua igreja particular que um patriarca oriental tem na sua, mas que está, mesmo assim, abaixo na ordem de precedência que este mesmo patriarca.
O título é utilizado por arcebispos de sés episcopais que foram fundadas depois da sé patriarcal e são, portanto, menos prestigiosas. Por isso, há diferenças entre as duas funções. Os arcebispos maiores estão imediatamente abaixo dos patriarcas na ordem de precedência da Igreja Católica. Se feitos cardeais, arcebispos maiores se juntam à ordem dos cardeais-presbíteros enquanto que os patriarcas se juntam à ordem mais alta, a dos cardeais-bispos. Como os patriarcas, os arcebispos maiores são eleitos pelo sínodo da igreja sui iuris, mas sua eleição requer confirmação papal e não apenas uma mera notificação de comunhão plena, como se requer dos patriarcas. O título foi concedido pela primeira vez ao líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana em 1963. A Igreja Católica Siro-Malabar recebeu o título em 1992 e a Igreja Católica Siro-Malancara e a Igreja Greco-Católica Romena Unida com Roma em 2005, resultando em quatro igrejas lideradas por arcebispos maiores.
Na década de 1960, irrompeu um forte movimento durante e depois do Concílio Vaticano II para elevar Josyf Slipyj, na época metropolita de Lviv para os ucranianos, ao status de patriarca e muitos de seus admiradores utilizam o título para se referir a ele historicamente, o que também acontece na Ucrânia atualmente quando os fieis se referem ao atual arcebispo maior. Porém, o papa Paulo VI especificamente recusou-se a conceder-lhe o título e, como alternativa, nomeou Slipyj o primeiro "arcebispo maior" de Lviv, criando desta forma o novo título (cuja sé mudou-se para Kiev depois disto) e os sucessores de Slipyj desde então tem feito uso do título.


