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Patriarcado de Lisboa

O Patriarcado de Lisboa é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal com sede em Lisboa. O título de Patriarca é atribuído ao prelado de Lisboa desde 1716. O Patriarcado foi ereto inicialmente como diocese no século IV. Em 10 de novembro de 1393 a Diocese de Lisboa foi elevada à condição de Arquidiocese Metropolitana. Torna-se Sé Patriarcal no dia 7 de novembro de 1716, o que consubstancia a máxima dignidade honorífica atribuível pela Igreja Católica a uma arquidiocese. Com a atribuição da dignidade Patriarcal ao Arcebispo de Lisboa, este ultrapassa finalmente em importância o Arcebispo de Braga que, com o título de Primaz das Espanhas, foi até 1716 o mais elevado clérigo existente em Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Origens

Uma antiga tradição fala de Veríssimo, Máxima e Júlia, como mártires lisbonenses na perseguição de Diocleciano (viragem do século III para o IV). O certo é que, meio século depois, encontramos a diocese presidida por Potâmio de Olisipo, primeiro bispo conhecido, que interveio nas polémicas doutrinais do Cristianismo de então (Arianismo). No século V chegaram os bárbaros. Sob a monarquia visigótica, os bispos de Lisboa participaram em vários concílios, de Toledo, de Viarico no ano de 633 e Landerico no ano de 693. Como sucedeu por toda a parte, data desta época a descentralização do culto, da cidade para os campos em redor, constituindo-se as primeiras paróquias rurais.

Elevação a Arquidiocese

A elevação à dignidade de Sé Arquiepiscopal ocorreu em 1394 pela bula «In eminentissimae dignitatis» de Bonifácio IX, sendo seu primeiro arcebispo D. João Anes (1394-1402), e tendo como sufragâneas Évora, Guarda, Lamego e Silves, às quais se juntaram no século seguinte outras dioceses ultramarinas. No século XVI, o cardeal D. Henrique, arcebispo de Lisboa, aplicou na diocese os decretos reformadores do Concílio de Trento, e foi responsável pela fundação do seminário diocesano de Santa Catarina em 1566. Era um estabelecimento modesto e os seus alunos frequentavam as aulas do grande colégio jesuíta de Santo Antão. Eram tempos de intensa vida religiosa, alimentada por muitas congregações religiosas e associações de piedade e caridade, ligadas a mosteiros, conventos e paróquias: a primeira Misericórdia foi fundada em 1498 numa capela do claustro da Sé de Lisboa. Desde o final do século XV não se permitiam divergências religiosas no país, mas a missão ultramarina pedia constantemente obreiros. Foram exemplos São João de Brito (Índia) e o Padre António Vieira (Brasil), ambos jesuítas.

Elevação a Patriarcado

Na sequência da criação da freguesia da Capela Real, em 1709, da sua elevação a colegiada sob a invocação de São Tomé pela bula «Apostolatus ministerio» de Clemente XI a 1 de Março de 1710, e de ter sido elevada a igreja metropolitana e basílica patriarcal, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, pela bula áurea «In supremo apostolatus solio» de Clemente XI, a 7 de Novembro de 1716, a cidade de Lisboa e o território da diocese foram divididos em duas partes: o Patriarcado de Lisboa Ocidental com sede na capela régia, com o título de Santa Igreja Patriarcal, e o arcebispado de Lisboa Oriental, com sede na antiga Sé de Lisboa. A 3 de Janeiro de 1718, pela Bula «Gregis dominici cura», Clemente XI estabeleceu as respectivas dioceses sufragâneas: Lamego, Leiria, Funchal e Angra, para o Patriarcado de Lisboa Ocidental; Guarda, Portalegre, Cabo Verde, São Tomé e Congo, para o Arcebispado de Lisboa Oriental.

República Portuguesa

Após a Proclamação da República, foi promulgada, entre várias outras medidas, a Lei da Separação do Estado das Igrejas, de 20 de abril de 1911. Essa legislação reduzia a Igreja à condição de simples agremiação privada, suprimia o apoio financeiro estatal e confiscava os bens eclesiásticos, prevendo apenas a cessão de templos e de alguns edifícios sob determinadas condições. O culto passaria a ser mantido por associações criadas sem qualquer dependência ou intervenção dos bispos, enquanto párocos e coadjutores poderiam receber uma pensão do Estado, caso aceitassem, de algum modo, as disposições da nova lei. A partir de 1926 a Igreja de Lisboa gozou de maior liberdade interna e externa, dentro dos limites de atuação que lhe foram impostos pelo poder político.

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Privilégios

Pontifícios

Ao longo da História muitos privilégios foram concedidos ao Patriarcado de Lisboa e ao seu Patriarca pela Santa Sé. Estes privilégios foram concedidos pelos Papas Clemente XI, Inocêncio XIII, Bento XIII e Clemente XII. Alguns foram caindo em desuso com o passar dos séculos.

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Ordinários

Bispos de Olisipo

Após a invasão muçulmana da Península Ibérica, a diocese de Lisboa esteve vacante durante algum tempo a partir de 716; há referências à existência de bispos moçárabes na região (inclusive, ao tempo da conquista, em 1147), mas não se conhecem os seus nomes.

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Fontes consultadas

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