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Aclamação do Rei de Portugal

A aclamação do rei de Portugal era a cerimónia ritual em que o herdeiro ao trono ascendia a monarca de Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Apesar de certos monarcas antes de João IV puderem ter tido realizado uma cerimónia de coroação, esta não foi uma tradição praticada pelos monarcas portugueses, nem nunca foi documentada tal pratica. Tendo sido sempre optado, portanto, por uma aclamação. A entronização do rei de Portugal denominava-se primitivamente por alçamento ou alevantamento, sendo o termo de aclamação uma designação posterior a esta cerimónia. Esta nunca teve um ritual fixo, ao contrário da grande maioria das monarquias europeias, nem teve um lugar próprio e fixo para a realização desta cerimónia, tendo sido realizada, portanto, em diversos locais. Inicialmente até ao final da segunda dinastia era, normalmente, no local onde o novo monarca recebesse noticias da morte do seu antecessor. Ou seja, era até este período uma cerimónia simples, improvisada, que ocorria geralmente com 1 dia de intervalo entre conhecimento do novo monarca da morte do seu antecessor e a realização da entronização. Pode-se então concluir que a entronização dos monarcas portugueses teve, até ao fim da dinastia de Avis, um carácter prático, popular e laico em vez de formal e religioso. Contudo existiram diversas tentativas por parte de diversos monarcas portugueses, como por exemplo de D. Duarte I, de estabelecerem um ritual de sagração e de coroação estabelecendo por isso diversas diligências junto da Santa Sé. Contudo estas tentativas foram abandonadas, devido ao pouco interesse nesses rituais.

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Roupas

Vestes do Soberano

Nas últimas aclamações o manto usado era o manto de D. Luís I, que foi o antepenúltimo Rei de Portugal. Antes desse manto era usado o Manto de João VI.

Coroas e diademas

O Soberano recebia, junto com a Coroa, as Regalias do Reino. Entretanto a Coroa ficava pousada ao seu lado (não na cabeça). Quando Maria Pia de Saboia se tornou rainha consorte de Portugal, o rei Luís I mandou fazer muitas novas joias. Paralelamente, foi confeccionado um novo manto real. Quando a Família Real portuguesa partiu para o exílio, muitas das joias seguiram com a rainha Amélia de Orléans e a rainha mãe Maria Pia de Saboia.

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Cerimónias da Aclamação

Anunciada a morte do monarca e decorridas as cerimónias fúnebres, já deveriam ser colocados em prática os preparativos para a aclamação do rei sucessor. Uma ceremónia típica da casa Bragança é descrito a seguir. Primeiramente, o monarca sairia dos seus aposentos, acompanhado dos Grandes Títulos da sua Corte, de oficiais da Casa Real e de Bispos, até ao local onde deveria decorrer a cerimónia de aclamação. Tal acompanhamento seria aberto pelos Porteiros, oficiais da Casa Real. Eles seriam responsáveis por abrir e fechar as portas do palácio, função essa bastante simbólica. Os Porteiros traziam consigo duas insígnias que os distinguiam. Em primeiro viriam os Porteiros de Cana por portarem instrumentos de sopro rústicos, denominados por Cana. De seguida viriam os Porteiros da Maça, responsáveis por transportar nos ombros um bastão para assinalar a chegada dos convidados, a Maça. Após a chegada dos Porteiros ao local da aclamação do monarca viriam os oficiais da Casa Real responsáveis pela Armaria, ou seja eram responsáveis pela distribuição e regulamentação das armas e brasões da nobreza. Estas estavam distribuídos em três níveis de forma hierárquica. Primeiro vinham os três Reis de Armas (representavam os três domínios mais importantes do Império Português: Portugal, Algarve e Índia). Seguindo-se vinham os três Arautos (representavam as mais importantes cidades do Reino:Lisboa, Silves e Goa). Por último vinham os três Passavantes (representavam as vilas mais importantes: Santarém, Lagos e Cochim). Todos deveriam vestir cotas de armas. Essa era uma capa sobre as vestes, que os diferenciava pela posição onde o escudo real estava bordado. Os Reis de Armas traziam bordado no peito com a coroa, os Arautos traziam ao peito no lado direito sem a coroa e os Passavantes traziam ao lado esquerdo sem a coroa.

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Fontes consultadas

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