Arábia Petreia
Arábia Petreia (em latim: Arabia Petraea, Província Arábia ou simplesmente Arábia era uma província fronteiriça do Império Romano, incorporada no início do século II.
O panorama geográfico da Arábia não era apenas desértico e incluía também o relativamente fértil platô de Moab, que recebia aproximadamente 200 mm de chuvas anualmente e em cuja ponta mais meridional estava Petra, a cidade que, juntamente com Bostra, era o foco da política provincial. Porém, terras inospitaleiras eram a norma e juntamente com os desertos propriamente dito que é o deserto do Sinai, o árido Negueve, ao norte daquele, é praticamente um. Ao longo deste estão as regiões costeiras à volta do Mar Vermelho, as terras rochosas conhecidas como Hismā mais para o norte ainda na costa e as abundantes formações rochosas.
A maior parte da Arábia era esparsamente populada e suas cidades se concentravam no norte, perto do rio Jordão. O único porto de grande porte era Aqaba, que estava na ponta de um largo golfo no Mar Vermelho que leva seu nome. Há uma disputa sobre qual seria a capital da província, com alegações de que Bostra, perto da fronteira da província da Síria, seria a única e outras indicando que ela dividia com Petra a honraria. Petra serviu ainda como base para a III Cyrenaica e o governador da província certamente se dividia entre as duas cidades, emitindo seus decretos a partir de ambas.
Conquista romana
Antes de ser conquistada pelos romanos, a região foi governada por Rabel II, o último rei nabateu, até 106 Quando ele, que já reinava desde 70, morreu, a III Cyrenaica marchou para o norte a partir do Egito e invadiu Petra enquanto a VI Ferrata, uma legião síria, seguiu para o sul e ocupou Bostra. A conquista do Reino Nabateu pode ser melhor descrito como "casual", um ato de Trajano para consolidar o controle romano sobre a região antes de seguir para os seus verdadeiros objetivos: os territórios para além do Tigre chegando, finalmente, até a Mesopotâmia propriamente dita. Não há evidências de que ele tenha se valido de qualquer pretexto para a anexação: Rabel II tinha um herdeiro legítimo chamado Obodas e, embora tenha havido poucas lutas e nenhuma glória (o que se percebe pelo fato de Trajano não ter adotado o epíteto de Arábico), certamente alguns combates se realizaram, todos terminando em derrotas e humilhações para os nabateus. Acredita-se que as duas coortes que acabaram servindo na Arábia vieram do Egito de barco até a Síria para se preparar para a campanha, que, apesar de alguma resistência da guarda real nabateia, parece não ter encontrado ampla resistência entre a população, o que se percebe pelo fato de soldados nabateus terem servido como auxiliares apoiando as legiões depois da conquista.
Romanização
Com a conquista romana veio também a imposição do latim e do grego como línguas oficiais, um procedimento que já era padrão para as províncias orientais de Roma, mas que, para a Arábia, que não tinha compartilhava da mesma história de helenização ou romanização com elas, serviu como o início da disseminação do grego. Depois disso, porém, ele foi adotado popularmente e oficialmente, praticamente eliminando o nabateu e o aramaico, como pode ser percebido pelas inscrições em Umm al Quttain. Já o latim era muito mais raro e limitado a poucos casos — como a inscrição tumular de Tito Anínio Sêxtio Florentino, governador em 127, e, paradoxalmente, nos nomes próprios.
Anos finais do Império Romano
Quando Avídio Cássio se revoltou contra o que ele acreditava ser um Marco Aurélio já morto, acabou não recebendo o apoio da Arábia, o que é geralmente esquecido pelos historiadores provavelmente por causa da pouca riqueza e do pequeno poder da Arábia quando comparado, por exemplo, ao da Síria. Ela também não apoiou o governador da Síria, Pescênio Níger, se auto-proclamou imperador em 193. Quando Sétimo Severo ascendeu ao trono e retirou da cidade síria de Antioquia o seu estatuto de metrópole por sua participação na revolta e puniu todos os que estiveram do lado derrotado, a III Cyrenaica recebeu o honorífico Severiana. Além disso, o governador da Arábia, Públio Élio Severiano Máximo, recebeu permissão para continuar no posto como recompensa por sua lealdade. A Síria foi posteriormente partida em duas e a Arábia se expandiu para incluir Leja’ e Jebel Drūz, regiões rochosas ao sul de Damasco e terra natal de Filipe, o Árabe.
Período bizantino
A Arábia teve um importante papel durante as guerras bizantino-sassânidas. Por volta de 390, a região da Palestina Salutar foi separada da Arábia.
As sés episcopais da província e que aparecem no Anuário Pontifício como sés titulares são:


