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Aquele Querido Mês de Agosto

Aquele querido mês de agosto é o segundo filme português de longa-metragem de Miguel Gomes. Híbrido de documentário e ficção, é uma docuficção. Pelo seu conteúdo antropológico, caracteriza-se também como etnoficção.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

Co-produção portuguesa e francesa, estreada em Portugal no dia 21 de Agosto de 2008. Foi apresentado em antestreia em Cannes, na Quinzena dos Realizadores, realizada em Maio desse ano. O nome "Aquele querido mês de Agosto" foi tirado do título da canção "Meu Querido Mês De Agosto" do cantor popular Dino Meira. O filme foi rodado durante os verões de 2006 e 2007, em aldeias de Arganil, Oliveira do Hospital, Góis e Tábua, durante as festas de Verão. No elenco participam atores não profissionais como Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho, Andreia Santos, Armando Nunes, Manuel Soares, Emmanuelle Fèvre, Paulo Moleiro e Luís Marante. O argumento é de Miguel Gomes, de Mariana Ricardo (ex-vocalista dos Pinhead Society) e de Telmo Churro que era o responsável pela montagem e que participou na reescrita do argumento. O filme acompanha a banda de baile "Estrelas do Alva" nos palcos e as várias situações amorosas que acontecem entre aquelas personagens nomeadamente o pai, filha e sobrinho. Tudo isto tendo em pano de fundo uma banda sonora feita de canções de música pimba,nomeadamente: "Baile de Verão" (José Malhoa), "Um Amor Com Outro Amor" (Nelo Silva & Cristiana), "A Minha Guitarra" (Tony Carreira), "Meu querido Mês de Agosto" (Dino Meira) e "Morrer de Amor" (José Cid) são as canções interpretadas pela banda.

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Sinopse

Uma equipa de filmagem filma-se num meio rural do interior beirão de Portugal (Coja, Arganil, Oliveira do Hospital, Góis e Tábua), onde se encontram emigrantes portugueses de férias, visitando a terra natal na época de verão. O ambiente é de festa, de encontros e desencontros ocasionais entre amigos e familiares. A narrativa é constituída por acções parcelares, em locais diferentes, em sequência não linear, num contexto em que se intromete uma história inventada de amores e «relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile» do Portugal profundo. Por entre essa animada barafunda, bem típica da ruralidade portuguesa, à mistura com a tal banda, foleira, intromete-se a equipa filmando-se em busca de actores para as filmagens.

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Enquadramento histórico

Em suma: o filme que se faz é a consequência de um que não se fez. Uma equipa de filmagem encontra-se na região da Beira Serra para fazer um filme de ficção, dispondo de fundos atribuídos pelo ICA. Imponderáveis surgem e, às tantas, o dinheiro esperado não chega. O que resta é insuficiente para cobrir os custos de um projecto exigente, que obriga à remuneração de técnicos, actores e a importantes despesas de estadia. Pára-se com tudo e voltam todos para casa? Decidem que não, o melhor é dar-lhe a volta por cima. Com o pouco que têm, aguentam e põe-se a filmar aquilo que vêem à sua volta, deixando a ficção na gaveta. Para colmatar a frustração e afogar a tristeza, divertem-se, fazendo puro documentário. Terminada a paródia, regressam a Lisboa. E agora? Não torcem: retiram o defunto guião da gaveta e escrevinham, enfiando a fantasia que dele resta nas pitorescas realidades trazidas das terras de Arganil, onde voltam para terminar a fita, com mais algum dinheirinho na mão. De novo em Lisboa, esmeram-se na montagem e candidatam-se ao Festival de Cannes cujo júri lhes reconhece a ousadia e selecciona o filme para a adequada secção. Não contentes com isso, chutam a obra para vários continentes, colocando-a em dezenas de festivais e em outros locais onde se estima os atrevimentos do cinema independente.

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Fontes consultadas

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