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Eleições gerais na Bolívia em 2025

As eleições gerais foram realizadas na Bolívia em 17 de agosto de 2025. Os eleitores escolheram o presidente e o vice-presidente do país, bem como todos os assentos na Câmara dos Deputados e no Senado. O presidente em exercício, Luis Arce, não concorreu à reeleição. Nenhum dos candidatos obteve vitória absoluta na eleição presidencial e, por isso, um segundo turno foi realizado em 19 de outubro de 2025 entre o senador Rodrigo Paz Pereira e o ex-presidente Jorge Quiroga, com Pereira vencendo a disputa com 54,6% dos votos. Foi a primeira vez que uma eleição presidencial no país exigiu segundo turno.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/09/2026
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Antecedentes

A eleição foi realizada em meio a um racha dentro do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS) protagonizado pelo atual presidente Luis Arce e o ex-presidente Evo Morales. Os ex-aliados se desentenderam após a eleição de Arce em 2020, quando Morales, que estava no exílio após a crise política causada por sua tentativa de reeleição em 2019, retornou e tentou recuperar o controle da liderança do partido. No final de 2024 e início de 2025, a escassez de bens essenciais, incluindo gasolina, diesel, alimentos básicos e medicamentos, causou ainda mais insatisfação com o governo Arce. Evo Morales pediu aos seus apoiadores que boicotassem a votação, em reação à decisão do Estado de não lhe permitir ser candidato no pleito. Baseado num complexo rural guardado por apoiadores, prometendo mobilizar seus apoiadores e “dar batalha nas ruas” se um candidato de direita vencer as eleições. Figuras da direita, como o ex-presidente e candidato Jorge Quiroga, também prometeram prender Morales se vencerem, o que levou sindicatos de coca rurais, como as Seis Federações, a prometerem travar uma guerra de guerrilha em apoio a Morales se tentarem fazê-lo.

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Sistema eleitoral

O voto é obrigatório na Bolívia. Para as eleições de 2025, cerca de 7,9 milhões de pessoas têm direito a voto. Os candidatos precisam obter mais de 50% dos votos, ou pelo menos 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado, para evitar um segundo turno.

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Candidatos

Desqualificados

As seguintes personalidades notáveis têm sido alvo de especulações sobre sua possível candidatura ou declararam seu interesse, mas foram consideradas inelegíveis pelo TCP ou estão impedidas de concorrer por outros motivos.

Recusaram a concorrer

As seguintes personalidades notáveis têm sido alvo de especulações sobre uma possível candidatura, mas negaram publicamente qualquer interesse em concorrer:

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Campanha

A eleição contou com o primeiro debate televisionado em 20 anos, após uma proibição imposta durante a presidência de Evo Morales. Durante o debate, Samuel Doria acusou Eduardo del Castillo de ligações com traficantes de drogas, enquanto este criticou as tentativas eleitorais anteriores de Doria para conquistar a presidência. Andronico Rodríguez e Jorge Quiroga entraram em confronto devido ao suposto envolvimento em execuções extrajudiciais. Após sua exclusão da eleição, Evo Morales alertou que a Bolívia entraria em “convulsão” se a votação prosseguisse e chamou Andronico Rodriguez de “traidor” por concorrer contra ele. Morales posteriormente pediu a seus apoiadores que votassem em branco, afirmando que teria vencido a eleição se o número de votos nulos excedesse a porcentagem obtida pelo candidato mais votado. Andronico Rodriguez fez campanha com o slogan “Unidade para todos”, o slogan de Doria era “100 dias, droga!”, inspirado em uma frase que ele proferiu após sobreviver a um acidente de avião em 2005. Del Castillo fez campanha com o slogan “Somos uma opção nacional com ideias autênticas”.

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Conduta

A votação começou às 8h e foi até às 16h. Evo Morales votou nulo na Província de Chapare, durante a qual foi protegido de uma possível prisão por membros de um sindicato de produtores de coca que formaram uma corrente humana ao seu redor. Uma multidão atirou pedras contra Andrónico Rodríguez enquanto ele votava em Entre Ríos, Cochabamba.

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Resultados

O resultado do primeiro turno foi descrito como o fim de duas décadas de domínio da esquerda no país, além de ter levado a um cenário diferente do previsto pelas pesquisas. Para surpresa geral, Rodrigo Paz Pereira saiu na frente com 32,06%, dos votos, seguido por Jorge Quiroga Ramírez, com 26,70%. Samuel Doria Medina, que obteve 19,69%, ficou de fora do segundo turno; ele reconheceu a derrota e pediu aos eleitores que apoiassem Paz Pereira, cumprindo sua promessa de apoiar o candidato mais bem colocado caso fosse eliminado. Somados, esses três candidatos de direita e centro-direita obtiveram mais de 78% dos votos válidos. À esquerda, nem Andrónico Rodríguez (8,51%) nem Eduardo del Castillo (3,17%) conseguiram se classificar para o segundo turno — a primeira vez em vinte anos que o MAS perdeu uma eleição presidencial e também a primeira em que foi necessário um segundo turno. O MAS perdeu todos os seus 21 assentos no Senado e manteve apenas dois de seus 75 assentos na Câmara dos Deputados. Em termos de votos, terminou muito atrás de seus adversários, com apenas 3% do total. A eleição também registrou uma taxa elevada de votos inválidos, que, somados aos votos em branco, representaram mais de um quinto dos votos. O ex-presidente Evo Morales celebrou esse resultado no dia seguinte, alegando que os votos inválidos foram uma forma de protesto contra sua exclusão da disputa presidencial.

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Fontes consultadas

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