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Antônio Neyrot

Antônio Neyrot, OP foi um padre dominicano italiano, martirizado por reassumir publicamente sua fé católica após ter sido convertido forçadamente ao islã.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Biografia

Antônio nasceu em Rivoli (atualmente localizada em Piemonte, Itália) e entrou para a Ordem Dominicana. Após concluir seus estudos, foi ordenado e viveu por um tempo em convento de São Marcos, em Florença, onde estudou com Antonino Pierozzi (Santo Antonino de Florença). A importante biblioteca criada por Antonino Pierozzi no convento de São Marcos continha obras em latim, grego, hebraico, árabe e aramaico, e o convento foi um dos centros de difusão da cultura árabe na Itália. Portanto é possível que Antônio Neyrot tenha aprendido a língua árabe em Florença. Neyrot pediu para ser transferido para a Sicília, mas o prior Antonino Pierozzi se opôs e ele só pôde ir depois de ter apelado à Santa Sé na segunda metade da década de 1450. Em 2 de agosto de 1458, em sua viagem de volta de Palermo para Nápoles, ele foi feito prisioneiro pelo pirata berbere Ab ‘Umar ‘Uthmn (1435–1488), que o levou para Tunis (localizada na atual Tunísia).

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Veneração

O corpo de Antônio foi recuperado por mercadores genoveses. Depois de preparar e lavar o corpo, eles notaram que ele exalava um aroma agradável e o levaram de volta para Gênova. Graças ao interesse de Amadeu IX de Sabóia (também futuramente beatificado), em 1469 os restos mortais foram transferidos de Gênova para Rivoli e lá foram conservados e venerados na colegiada de Santa Maria della Stella. Milagres foram atribuídos a ele, e uma procissão anual era realizada em seu santuário, na qual todos os membros atuais de sua família se vestiam de preto e reverenciavam sua memória. A primeira biografia foi escrita em 1460 pelo frade jerônimo Costanzo da Carpi, testemunha ocular do martírio. Foi retomado por uma hagiografia completa, o Martyrium Antonianum, escrito por Francesco da Castiglione, aluno de Vittorino da Feltre, na década de 1460 e impresso em Bolonha em 1517 pelo seu colega Frei Leonardo Sandri, que também se lembrou de Antônio Neyrot na sua Descrittione di tutta l'Italia. O Martyrium foi traduzido para o italiano pelo dominicano Serafino Razzi e impresso em 1577 em Florença.

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Fontes consultadas

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