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Basílica de São Pedro

Basílica de São Pedro é uma basílica do Alto Renascimento italiano, localizada no Estado do Vaticano, um microestado independente enclavado na cidade de Roma, Itália. Trata-se do maior e mais importante edifício religioso do catolicismo e um dos locais cristãos mais visitados do mundo. Cobre uma área de 23 000 m² ou 2,3 hectares e pode albergar mais de 60 mil devotos. É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo a sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, adornado com 340 estátuas de santos, mártires e anjos. Situada na Praça de São Pedro, a sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelângelo, Rafael e Bernini.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/06/2026
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Localização e aspecto geral

A Basílica de São Pedro é uma igreja do estilo renascentista localizada em Roma a oeste do Rio Tibre, perto da colina Janículo e do Mausoléu de Adriano. É através da Praça de São Pedro que a basílica é abordada, onde se destacam duas estátuas de 5,55 metros de altura dos apóstolos do século I Pedro e Paulo. O espaço central é dominado tanto no interior como no exterior por um dos maiores domos do mundo. A sua cúpula domina o horizonte de Roma, elevando-se a uma altura de 136,57 metros. Apesar dos primeiros projectos desenvolvidos repercutirem para uma estrutura de planta centralizada, o que é ainda evidenciado na sua arquitectura, a basílica é cruciforme, com uma alongada nave de cruz latina. A entrada é feita através de um nártex, que se estende por toda a frente do edifício. O interior abarca dimensões descomunais quando comparado com outras igrejas. Um autor escreveu: "Gradualmente, a basílica alvorece sobre nós - enquanto observamos as pessoas aproximarem-se para este ou aquele monumento, estranhamente elas parecem encolher, pois elas são, evidentemente, ofuscadas pelo tamanho de toda a construção. Esta (basílica) por sua vez, esmaga-nos".

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História

No Império Romano

No início do Império Romano, pouco antes do nascimento de Jesus, o local era ocupado com algumas construções residenciais, erguidas em torno dos jardins imperiais da propriedade de Agripina Maior. O seu filho, Calígula (37-41 d.C.), construiu nesse local um circo privado, o Circo de Nero, cujo obelisco egípcio permanece ainda como um dos poucos monumentos comemorativos deixados daquela época. Neste circo e nos jardins a ele adjacentes, tiveram lugar os martírios de vários cristãos em Roma no templo do então imperador Nero (54-68). Um espaço imemorial que coloca o martírio do Apóstolo São Pedro personificado no recinto - entre os dois terminais (duas "metas") da "spina", onde no seu centro foi acrescentado o Obelisco do Vaticano.

Túmulo de São Pedro

Depois da crucificação e ressurreição de Jesus, na primeira metade do primeiro século da era cristã, está registado no livro bíblico Atos dos Apóstolos, que um de seus doze discípulos, conhecido como Simão Pedro, um pescador da Galileia, assumiu a liderança entre os seguidores de Jesus, exercendo um papel importante na fundação da Igreja Cristã. O nome é Pedro, "Petrus" em latim e "Πέτρος" (Petros) em grego, decorrente de "petra", que significa "pedra" ou "rocha" em grego, e é a tradução literal do aramaico "Kepa", o nome dado a Simão por Jesus (ver João 1:42, e Mateus 16:18). Pedro, após um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou grande parte da população romana. A tradição católica afirma que Pedro, após um ministério de trinta e quatro anos, viajou para Roma e juntamente com Paulo, em 13 de outubro 64 d.C, foi executado durante o reinado do imperador romano Nero e, de acordo com Jerônimo, crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por se considerar indigno de morrer da mesma forma que Jesus. A crucificação deu-se perto do obelisco egípcio no Circo de Nero.

Antiga Basílica de São Pedro

A antiga basílica era propriedade conjunta do Imperador Constantino I e do Papa Silvestre I. O imperador Constantino entre 326 d.C. e 333 d.C. · ordenou a construção da Antiga Basílica de São Pedro. Exigiu a demolição do circo de Calígula e Nero ou Circo Vaticano que se estendia pela parte sul do local. Constantino decidiu remover os túmulos da necrópole pagã alinhados ao longo de um caminho, por a tradição ali fixar o túmulo de São Pedro. O imperador pensou assim em construir o altar da sua basílica paleocristã acima deste túmulo, tornando o edifício uma basílica cemitério com o chão aberto para permitir a descida dos sarcófagos. A basílica foi consagrada em 18 de novembro de 326 pelo Papa Silvestre I. Desta basílica nada restou, porém, através de descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos e desenhos antigos, os especialistas obtiveram as noções básicas da sua estrutura. Como em quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basílica cívica romana: um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço bastante para a congregação dos fiéis. As cerimónias no altar eram realizadas na abside ao fim da nave central, bem visíveis a todos. Um fresco do século XVI na igreja de San Martino ai Monti deu-nos uma ideia aproximada da aparência interior, com a sua cobertura em madeira, porém é totalmente desconhecido quais estátuas ou pinturas que a ela pertenceram. A basílica foi um dos principais locais de peregrinação na Idade Média. O coração da basílica era o altar da "Confissão de São Pedro" cuja abertura, a fenestella confessionis, permitia aos peregrinos ver as relíquias do apóstolo.

Plano de reconstrução

No final do século XV, após o papado de Avignon, a basílica paleocristã encontrava-se bastante deteriorada, com sérios riscos de desabar. A eleição de Nicolau V trouxe uma nova vida a Roma e é considerada a origem do Renascimento. Parte da revitalização de Roma foi restabelecer a Igreja e a fé no cristianismo. Nicolau V foi o primeiro papa a considerar uma reconstrução ou pelo menos realizar radicais intervenções na estrutura em 1452. Assim, o trabalho foi encomendado a Leon Battista Alberti e Bernardo Rossellino (ambos arquitectos), que se encarregaram de projetar as modificações mais importantes a cumprir. No seu projecto, Rossellino manteve o corpo longitudinal das cinco naves com cobertura ababadada e renovou o transepto, com a construção de uma abside mais ampla à qual acrescentou um coro. Esta nova intersecção entre o transepto e a abside seria coberta por uma cúpula. Todavia, estes projetos, devido à morte do papa em 1455, nunca foram concretizados. Mas viriam a influenciar o projecto futuro de Donato Bramante, que proporia demolir a estrutura antiga. O trabalho foi interrompido três anos depois da morte do Papa, quando as paredes apenas haviam alcançado um metro de altura. Entretanto, o papa ordenou a demolição do Coliseu de Roma e, até ao momento da sua morte, 2 522 carradas de pedra tinham sido transportadas para uso do novo edifício.

Renascença

Um método utilizado para financiar a construção da Basílica de São Pedro foi a concessão de indulgências em troca de contribuições daqueles que com esmolas ajudaram na reconstrução da basílica. O grande promotor deste método de angariação de fundos foi Alberto de Mainz, que se viu forçado a liquidar as dívidas à Cúria Romana, contribuindo para o programa de reconstrução. Para facilitar, Alberto nomeou o alemão Johann Tetzel, pregador da Ordem dos dominicanos, cuja arte de propaganda e venda de indulgências motivou um avultado escândalo. O agressivo marketing de Johann Tetzel em promover esta causa foi mal encarado por alguns eclesiásticos, até que um padre alemão agostiniano, Martinho Lutero, escreveu ao arcebispo Alberto, argumentando contra essa "venda de indulgências", incluindo porém a sua "disputa de Martinho Lutero sobre o poder e eficácia das indulgências", que veio a ser conhecido pelas "95 Teses" (Tetzel seria inclusive punido por Leão X pelos seus sermões, que iam muito além dos ensinamentos reais sobre as indulgências). Embora Lutero não negasse o direito do Papa ou da Igreja de conceder perdões e penitências, exigia no entanto, a correção de abusos na prática. Isto tornou-se um factor importante para o início da Reforma Protestante, com o nascimento do protestantismo.

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Construção

Durante o exílio dos papas em Avinhão, de 1309 a 1377, a igreja ficou bastante deteriorada e perdeu-se grande parte de sua magnificência. O desejo de uma igreja de grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papado de Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455) os trabalhos tiveram início num coro novo e no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos. O Papa Júlio II propôs dar continuidade às obras iniciadas por Nicolau V, contudo, em 1505, decidiu construir uma nova basílica segundo a nova estética renascentista. A construção do atual edifício teve início a 18 de abril de 1506. O projecto foi incumbido ao arquitecto Donato di Angelo di Pascuccio, que acabava de chegar de Milão, depois deste ganhar confiança do papa que o escolheu em detrimento de Giuliano da Sangallo. O projecto consistia num edifício com planta de cruz grega inscrita num quadrado e coberta por cinco cúpulas – onde a central seria a de maior dimensão em relação às abobadas das extremidades - e apoiada em quatro grades pilares inspirados na Basílica de São Marcos, seguindo o padrão da planta centralizada típica do Renascimento. A cúpula central, inspirada no Panteão de Agripa, situava-se acima do cruzeiro e as restantes nos quatro cantos da planta de cruz grega inscrita. Este conceito do projecto foi expresso numa medalha cunhada por Caradosso para comemorar a colocação da primeira pedra do templo a 18 de abril de 1506.

Projecto de Rossellino

Sob a coordenação do Papa Nicolau V (1447 - 1455), a basílica constantiniana, depois de resistir a saques e incêndios ocorridos na cidade após a queda do Império Romano do Ocidente, foi submetida a um projecto que visava a completa reconstrução confiada a Bernardo Rossellino. Este concebeu a estruturação de um corpo longitudinal com cinco naves cobertas por tectos abobadados sobre pilares incorporados nas antigas colunas. A abside foi restaurada com a expansão do transepto e a adição de um coro que se deu pela continuidade da nave e sua intersecção com o transepto, coberta por uma cúpula sobre o cruzeiro. Esta configuração teve de certo modo, influência sobre o futuro projecto de Bramante que visava uma completa reconstrução do edifício. Este, por sua vez, veio a fazer uso de algumas partes do que já tinha sido construído para concepção do seu novo projecto. A obra teve início por volta de 1450. Entretanto, com a morte do papa, o projecto estagnou e manteve-se suspenso durante os pontificados seguintes. A retomada parcial da construção teve lugar entre 1470 e 1471 sob a direção de Giuliano da Sangallo, que elaborou um projecto de reestruturação para o Papa Paulo II, o qual acabou por não ter continuidade. Em 1505, as fundações da abside e as paredes do coro foram erguidas a uma altura de 1,75 m.

Projecto Bramante

Dentro de um clima cultural de pleno renascimento do qual a igreja fez parte, a construção de um nova e colossal basílica foi retomada em 1506 por decreto de Júlio II, dando continuidade ao trabalho iniciado por Nicolau V. Isto motivou o surgimento de um grande número de propostas de vários arquitectos de renome. Em 1505, o projecto de Donato Bramante foi o escolhido para a construção da futura basílica, tomando então início em 1506. No início do século XVI, confiado o projeto ao arquiteto Donato Bramante, não nos chegou um único projeto definitivo para a basílica, mas acredita-se que as suas ideias originais incluíam uma planta revolucionária em forma de cruz grega (uma referência ideal aos primeiros martírios do cristianismo), caracterizada por uma grande cúpula hemisférica colocada no centro do complexo. O pontífice consultou os principais artistas da época, como Giovanni Giocondo que enviou de Veneza um projecto com planta de cruz inscrita com cinco cúpulas inspirado na Basílica de São Marcos. Entretanto, o trabalho foi incumbido a Bramante, que acabara de chegar de Milão. O seu projecto superou, inclusive, o de Giuliano da Sangallo, reforçando o lugar enquanto arquitecto mais influente do alto renascimento.

Projectos de Rafael Sanzio e Antonio Cordiani

A partir de 1514, Rafael Sanzio, Giovanni Giocondo e Antonio Cordiani assumiram a direcção da obra ao lado de Baldassare Peruzzi, após a morte de Rafael em 1520. Assim, a planta de Bramante foi alterada, optando-se por desenhos inspirados na tradicional planta basilical de cruz latina com um corpo longitudinal de três naves. Rafael dedicou-se à construção de São Pedro com entusiasmo, mas também com certo temor, como se pode ler na correspondência daqueles anos, devido à extensão do seu entusiasmo que buscava igualar a perfeição dos antigos. Não é por acaso que mandou Fabio Calvo fazer uma tradução do De architectura de Vitrúvio, inédita na altura, para poder estudar o tratado diretamente e utilizá-lo no estudo sistemático dos monumentos romanos. Antonio Sangallo, em 1546, apresentou um dispendioso modelo de madeira - o qual se encontra armazenado na basílica - onde sistematizava todas as ideias tidas anteriormente para o projecto. Antonio defendeu a planta centralizada concebida por Peruzzi, a qual era coberta por uma enorme cúpula, maior do que a planeada por Bramante em que um tambor duplo apoiaria o domo. O conjunto foi ladeado por duas altas torres sineiras.

Peruzzi

Em 1520, Rafael morre com 37 anos de idade. O seu sucessor, Baldassare Peruzzi, manteve as alterações propostas por Rafael para o modelo interior com três absides principais, porém interveio com outras modificações, aproximando-se à planta de cruz grega, servido com outros detalhes empregues na planta de Bramante. Em 1527, Roma foi saqueada pelo imperador Carlos I. Peruzzi morreu em 1536, antes da conclusão do seu projecto.

Antonio da Sangallo, o Jovem

Posteriormente, Antonio Cordiani, apresentou um projecto que combinava os modelos de Peruzzi, Rafael e Bramante, dinamizando a perspectiva do edifício com uma nave reduzida em proporção com a frente da enorme fachada ornamentada com duas torres colossais que acompanha a imensa cúpula que a elas precede. Comparativamente com a cúpula de Bramante, esta apresentava uma estrutura mais complexa assim com a sua decoração, escorada com nervuras exteriores. O saque de Roma em 1527 fez com que houvesse um êxodo artístico de Roma, e todas as construções, inclusive a basílica de São Pedro, foram praticamente paralisadas. As atividades de construção retornaram com o pontificado de Paulo III (1534-1549), quando ocorreu um novo florescimento artístico. Florença e o norte de Itália ditavam então os estilos dos novos edifícios, entre 1540 e 1550, que se diferenciaram totalmente do estilo de Bramante e Rafael.

Projecto de Miguel Ângelo

Após a morte de Sangallo, em 1546, o papa Paulo III confiou a direcção das obras a Miguel Ângelo Buonarroti a 1 de janeiro de 1547, que assumiu a ideia da planta de Bramante de cruz grega. Miguel Ângelo foi considerado o principal autor da basílica tal qual a conhecemos e o principal arquitecto com o qual o projecto foi acabado. A história do projecto de Miguel Ângelo foi documentada por uma série de manuscritos, desenhos do próprio artista e de outros testemunhos contemporâneos, como Giorgio Vasari. Porém, as informações obtidas são muitas vezes contraditórias entre si. O principal motivo reside no facto de Miguel Ângelo nunca ter elaborado um projecto final para a basílica do Vaticano. No entanto, após a morte de Miguel Ângelo, foram impressas várias gravuras numa tentativa de recuperar uma visão geral do projecto concebido pelo artista toscano, entre os quais o trabalho de Stephen Duperac, que imediatamente se estabeleceu como o mais amplamente utilizado e aceito pelos vários pesquisadores.

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Descrição

A Basílica de São Pedro é um dos maiores edifícios católicos do mundo. Possui aproximadamente 186.30 metros de comprimento interno (693,8 pés incluindo o átrio)[b], 137.85 metros de transepto, e 136,57 m de altura (434,7 pés até o cume da cruz que supera a lanterna) e apresenta uma área coberta de 20.139 m² e uma área útil interna de 15.160 m² (163,182,2 pés quadrados). O edifício está ligado ao Palácio Apostólico por um corredor em direção à Scala Regia, construída por Sangallo, junto da fachada da Praça de São Pedro, e dois corredores que o ligam com a sacristia a ele adjacente. Esses viadutos foram projectados por Miguel Ângelo, por forma a que a sua presença não perturbe o perímetro da basílica, permitindo a existência de ramificações no templo. O exterior foi construído com travertino, e caracteriza-se pelo uso da ordem colossal a partir do qual se assenta o ático. Esta configuração foi idealizada por Miguel Ângelo e manteve-se no corpo longitudinal adicionado por Carlo Maderno.

Exterior

As paredes exteriores da basílica, com excepção da fachada principal são compostas por superfícies planas separadas por pilastras. A primeira seção apresenta enormes nichos onde esculturas de santos, encomendadas por João Paulo II foram colocadas, para homenagear os santos e fundadores do nosso tempo; sobre estas encontram-se as grandes janelas que iluminam o interior do templo. Sobre o entablamento abrem-se outras janelas de menor tamanho. Algumas das esculturas presentes no exterior são as da Santa Teresa dos Andes, da autoria de João Eduardo Fernandes Cox; Santa Teresa de Jesus Jornet, Santa Mariana de Jesus, São Josemaría Escrivá, trabalho de Romano Cosci, Santa Genoveva Torres Morales, de Alessandro Romano, Santa Maria Soledad Torres Acosta, Santa Brígida da Suécia; Santa Catarina de Siena; São Josep Manyanet i Vives; São Gregório, o Iluminador; Santa María Josefa Sancho de Guerra; São Marcelino Champagnat; Santa Rafaela Maria do Sagrado Coração, desenhada por Marco Augusto Dueñas; São Maron do Líbano, do mesmo autor, que ocupou em 2011 o último nicho deixado livre na basílica; e Santo André Kim Taegon, da autoria do escultor coreano Han Jin-Sub.

Fachada principal

A fachada principal da basílica possui 114,69 m de largura e 45.44 m de altura. Foi construída pelo arquitecto Carlo Maderno entre 1607 e 1614. É articulada através do uso de colunas de ordem colossal que enquadram a entrada e a Varanda das bênçãos - lugar onde é anunciado aos fiéis a eleição do novo papa, e no qual este dá a bênção Urbi et Orbi. Atrás da lógia, existe um enorme salão usado pelo papa para algumas audiências e outros eventos, chamada de Sala das bênçãos. Em continuidade, existe um alto-relevo de Ambrogio Buonvicino feito em 1614, intitulado A entrega das chaves a São Pedro. A fachada é precedida por duas estátuas de São Pedro e São Paulo, esculpidas em 1847 por Giuseppe de Fabris e Adamo Tadolini, respectivamente, para substituir algumas anteriores feitas por Paolo Taccone e Mino del Reame em 1461. Na parte superior da fachada encontra-se o ático, onde abrem oito janelas decoradas com pilastras. Coroando o ático localiza-se uma balaustrada onde estão presentes estátuas de 5,7 metros: no centro está o Cristo Rei, João Batista à direita, acompanhados por onze dos doze apóstolos, excepto São Pedro. As esculturas são (da esquerda para a direita): Judas Tadeu, Mateus, Filipe, São Tomé, Santiago Maior, João Batista, Cristo Redentor, André, João Evangelista, Santiago Menor, Bartolomeu, Simão e Matias. Em cada lado existe dois relógios feitos em 1785 por Giuseppe Valadier, chamado Oltremontano, o relógio da esquerda, indica a hora real, baseado no fuso horário, enquanto o da direita, chamado italiano, indica a hora solar itálica com a contagem iniciando no pôr do sol de cada dia e a conclusão da vigésima quarta hora no pôr do sol seguinte; além disso, outra diferença é que o da esquerda tem os dois ponteiros clássicos de horas e minutos, enquanto o da direita tem um único ponteiro. Abaixo do relógio, à esquerda, está a torre sineira que abriga os 6 sinos: no centro da grande janela está o maior sino feito por Valadier em 1785 , nas laterais superiores estão os dois sinos menores; no interior, atrás do sino, o "Campanoncino" de 1725 e atrás da "Rota" do século XIII; acima destes o "Sermão" do século XIX. A fachada foi restaurada por ocasião do Jubileu do ano 2000, e repostas as cores originais elaboradas por Maderno. No centro do frontão, o tímpano da fachada da Basílica, onde se destaca um grande brasão papal, do pontífice Paulo V Borghese. No entablamento, sob o frontão central, está gravada a inscrição:

Pórtico

O pórtico (ou átrio) possui cinco grandes entradas da praça para o nártex, e cinco portas correspondentes que levam ao interior da basílica. Entre elas estão quatro placas de pedra com inscrições antigas e modernas, e no chão um revestimento com brasões dos vários papas. Nas extremidades do pórtico existem dois vestíbulos, que abrigam oito estátuas em nichos, e por fim as estátuas equestres de Constantino (norte) e Carlos Magno (sul). O tecto foi decorado com relevos em estuque de cenas da vida de São Pedro, e nas lunetas estão trinta e oito relevos dos Papas santificados. Acima da entrada central encontra-se o famoso mosaico Navicella de Giotto, e na parede oposta está o relevo Pasce Oves Meas de Bernini. As cinco portadas que compõem a entrada da basílica são: Porta da Morte, Porta do Bem e do Mal, Porta de Filarete, Porta dos Sacramentos e Porta Santa.

Portadas

O acesso à basílica a partir do pórtico é feito através de cinco portas denominadas de "Porta da Morte", "Porta do Bem e do Mal", "Porta de Filarete", "Porta dos Sacramentos” e "Porta Santa". A "Porta da Morte" (núm. 3) foi encomendada por João XXIII e adquire o seu nome por ser a porta de saída dos cortejos fúnebres dos papas. Esta apresenta quatro painéis: o primeiro é uma representação da Lamentação de Cristo e a Assunção de Maria. No segundo é representado os símbolos da Eucaristia, o pão e o vinho. No terceiro aparece o tema da morte, onde são representados o assassinato de Abel, a morte de José, o martírio de São Pedro, a morte de João XXIII (num canto surge o título da carta encíclica "Pacem in Terris"), a morte no exílio de Gregório VII e seis animais no acto da morte. No interior da porta foi marcada a mão do escultor e um momento do Vaticano II em que o primeiro cardeal africano, Laurean Rugambwa, presta homenagem ao papa.

Nave central

O espaço interior está dividido em três naves separadas por pilares. A nave central, com 186,30 metros de comprimento (a inscrição na entrada relata 837 PR que significa palmo romano, aprox. 23,3 cm) é dividida em três naves por meio de pilares robustos nos quais se abrem grandes arcos de volta perfeita, com 23 metros de altura e 13 metros de largura. A área do piso é de 15.160 metros quadrados. A nave central, da contrafachada até ao primeiro arco do transepto, tem 90 metros de comprimento, 26 metros de largura e 45 metros de altura, é coberta por abóbadas de berço, e abrange uma superfície de quase 2.500 metros quadrados. Entre 1962 e 1965 esta nave sediou as sessões do Concílio Vaticano II. É de destacar o notável trabalho do chão de mármore que apresenta elementos da antiga basílica, como o disco de pórfiro vermelho egípcio onde Carlos Magno se ajoelhou no dia da sua coroação (a chamada Rota Porphyretica). O piso de mármore substitui o anterior de tijolos (este último inicialmente presente apenas no corpo acrescentado por Maderno) e foi criado por Gian Lorenzo Bernini para o jubileu de 1650, juntamente com as decorações da nave. A nave central possui uma área de dez mil metros quadrados de mosaico, resultado do trabalho de inúmeros artistas dos séculos XVII e XVIII, como Pietro da Cortona, Giovanni de Vecchi, Cavalier D'Arpino e Francesco Trevisani. Nos arcos encontram-se as estátuas das virtudes. Nos pilares da esquerda, começando com a porta, a autoridade eclesiástica, a justiça divina, a virgindade, a obediência, a humildade, a paciência, a justiça e a fortaleza. À direita, a partir do altar, a caridade, a fé, a inocência, a paz, a constância, a misericórdia e a força. Nos pilares os nichos albergam as 39 esculturas dos principais santos. Nos pilares à direita, estão as estátuas de Santa Teresa de Jesus de 1754; Santa Madalena Sofia Barat de 1934; São Vicente de Paulo de 1754; São João Eudes de 1932; São Filipe Néri de 1737; São João Batista de La Salle de 1904; a antiga estátua de bronze de São Pedro de 1300; e São João Bosco de 1936. Nos pilares à esquerda: São Pedro de Alcântara de 1713; Santa Lúcia Filippini de 1949; São Camilo de Lellis de 1753; São Luís Maria Grignion de Montfort de 1948; Santo Inácio de Loyola 1733; Santo António Maria Zaccaria de 1909; São Francisco de Paula de 1732; São Pedro Fourier de 1899. No perímetro da nave está anunciado no entablamento sob a abóbada, em letras de dois metros, a inscrição:

Nave da Epístola

A nave da Epístola situa-se no lado direito. A primeira capela abriga a Pietà de Miguel Ângelo (núm. 9) e que impressiona pela harmonia e candura das suas superfícies. A escultura está protegida por uma caixa de vidro após os danos que sofreu em 1972, quando um homem desfigurou a golpes de martelo a escultura. Ao longo da nave encontram-se os monumentos funerários de Leão XII (núm. 10), obra de Giuseppe de Fabris; e a rainha Cristina da Suécia (núm. 11), de Carlo Fontana. Abaixo encontra-se a capela de São Sebastião (núm. 13), presidido por um mosaico alusivo ao martírio do santo, obra de Pietro Paolo Cristofari que se baseou numa pintura de Domenico Zampieri; o tecto é decorado com mosaicos de Pietro da Cortona. Sob o altar, estão preservados os restos mortais do Papa João Paulo II[nt 4] atrás de uma laje de mármore com a inscrição "SANCTVS IOANNES PAVLVS PP. II", desde a sua beatificação ocorrida em 2 de maio de 2011.

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Restauros e o incidente da cúpula

A cúpula da basílica tornou-se um marco no estudo de engenharia de estruturas. A cúpula apresentava uma concepção conservadora. Com forma hemisférica, seria formada por quatro grandes arcos de 26 metros de vão e 46 metros de altura, sustentados por quatro grandes pilares ainda hoje existentes. A cúpula da Basílica de São Pedro eleva-se a uma altura total de 136,57 m do chão até ao topo da cruz no exterior. A mais alta cúpula do mundo, o seu diâmetro interno é de 41,47 m, um pouco menor que duas das três grandes cúpulas que a precederam – a do Panteão de 43,3 m, e a da Catedral de Florença com 44 m (os arquitectos da Basílica de São Pedro usaram como base essas duas cúpulas para encontrar formas de conceber aquela que se tornou a maior cúpula da cristandade.) – 58,90 de diâmetro máximo externo e 551 degraus da base da obra até ao topo da lanterna, a cúpula é o emblema da própria basílica e um dos símbolos de toda a cidade de Roma.

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Sacristia

A sacristia maior refere-se a um edifício externo à basílica, localizado na parte sul, que se conecta com o templo através de dois corredores sobre arcos que acedem a basílica atravessando o túmulo de Pio VIII e a Capela do Coro. Em 1715, foi realizado um concurso para a construção da sacristia, onde o vencedor foi o projecto de Filippo Juvarra, cuja maquete de madeira está ainda preservada nas arrecadações da basílica. Porém, devido ao seu elevado custo a execução desse complexo foi impossibilitada. Em 1776, o Papa Pio VI encomendou a Carlo Marchionni a realização do actual edifício, concluído em 1784. O trabalho final foi bastante criticado, especialmente pelo estudioso Francesco Milizia, que inclusive forçou Marchionni a deixar a cidade. A sacristia apresenta uma planta octogonal e é coberta por uma cúpula. É ladeada por vários edifícios entre os quais a Sacristia dos Cânones e dos Beneficiários, a Casa do Capítulo e do Tesouro.

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Praça de São Pedro

A leste da basílica situa-se a Piazza di San Pietro (Praça de São Pedro). A mais importante praça da cristandade é um exemplo das intervenções barrocas no espaço construído, tomado pelo casario medieval, em Roma. Este espaço de inspiração barroca, construído entre 1656 e 1667 por Bernini, segue contudo um estilo clássico. No seu centro foi erguido o obelisco do Vaticano que remonta do século XIII, de Heliópolis, Antigo Egito. A peça foi assentada frente à fachada de Maderno. Este obelisco, conhecido como A Testemunha, possui 25 metros de altura, e todo o conjunto, incluindo a base e a cruz no topo, alcança os 40 metros, sendo o segundo maior obelisco existente, e o único a permanecer em pé, desde a transferência do Egito e recolocação no Circo de Nero em 37 AD, onde se pensa testemunhar a outrora crucificação de São Pedro. Esta alternância de sítios foi ordenada pelo Papa Sisto V e projetada por Domenico Fontana a 28 de setembro de 1586. Esta foi uma difícil operação, perto de terminar em desastre quando as cordas que seguravam o obelisco começaram a fumegar devido à fricção. Felizmente esse problema foi notado por um marinheiro, que pela sua rápida intervenção, foram-lhes outorgadas palmas como agradecimento, habitualmente realizadas na basílica a cada Domingo de Ramos.

Grutas do Vaticano

As Grutas do Vaticano foram criadas a partir da elevação entre a nova e a velha basílica. Possui a forma da igreja subterrânea com três naves e têm sido usadas como local para sepultar vários papas. O acesso realiza-se através de uma escadaria dupla cercada por uma elegante balaustrada sobre a qual ardem 99 velas. A escada parte da frente do altar papal e termina atrás da Confessório de São Pedro - obra de Carlo Maderno. Antes do mosaico de Cristo Pantocrator encontra-se o cofre que reúne os pálios. Depois do cofre estão os restos da tumba de mármore de São Pedro construída pelo imperador Constantino. Na parte inferior encontra-se a bola de bronze, com o nome "catarata" ou "billicus confessionis" que era a entrada a partir da construção da primeira basílica para o túmulo de São Pedro.

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Arciprestes da basílica desde 1053

O arcipreste da Basílica de São Pedro é um chefe executivo do culto e cuidado pastoral da basílica, e é sempre um cardeal. Alguns dos mais proeminentes arciprestes da basílica foram os cardeais Giovanni Gaetano Orsini (1276-1277) e Pietro Barbo (1445-1464) que mais tarde se tornaram papas, Nicolau III e Paulo II, respectivamente. Actualmente, o cardeal Mauro Gambetti, O.F.M.Conv. é quem ocupa o cargo desde 20 de fevereiro de 2021.

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Cópias digitais

Na década de 2020, o Vaticano investiu no uso de recriações digitais da Basílica para aprimorar a educação e permitir que as pessoas a vivenciassem sem a necessidade de uma visita presencial. Em 2024, o Vaticano firmou uma parceria com a Microsoft para criar um modelo 3D interativo da Basílica. O modelo foi gerado com inteligência artificial, utilizando mais de 400.000 fotografias de alta resolução tiradas por drones. O presidente da Microsoft, Brad Smith, descreveu o projeto como "um dos projetos tecnologicamente mais avançados e sofisticados desse tipo alguma vez realizados". O Vaticano colaborou ainda mais com a Microsoft em 2025 por meio da criação de outra versão interativa da Basílica, desta vez recriada no videogame Minecraft. O mapa Minecraft, intitulado "Peter is Here" (Pedro está aqui), foi desenvolvido como parte do Jubileu de 2025 com o objetivo de envolver o público jovem.

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Fontes consultadas

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