Pedro Gastão de Orléans e Bragança
Pedro Gastão de Orléans e Bragança, foi um descendente da família imperial brasileira, filho de Pedro de Orléans e Bragança e de sua esposa, a condessa Elisabeth de Dobrzenicz. Após a morte de seu pai, em 1940, ele buscou recuperar os direitos dinásticos ao abolido trono brasileiro, os quais haviam sido perdidos com a renúncia de seu pai em 1908, e, assim, reivindicar a chefia da Casa Imperial, então liderada por seu primo, Pedro Henrique.
Pedro Gastão nasceu no dia 19 de fevereiro de 1913 no Castelo d'Eu, na Normandia, onde sua família estava residindo desde o exílio e banimento da família imperial. Era o segundo filho e primeiro varão de Pedro de Orléans e Bragança e de Elisabeth de Dobrzenicz. Por parte de pai ele era neto da Princesa Isabel, e bisneto de Pedro II, o último imperador do Brasil. Sua mãe, Elisabeth, era uma nobre de origem boêmia. Devido ao caráter desigual de seu casamento com Pedro, a Princesa Isabel, Chefe da Casa Imperial do Brasil à época, solicitou que Pedro renunciasse aos seus direitos dinásticos ao trono brasileiro antes de contrair matrimônio. A renúncia foi motivada devido a origem de Elisabeth, considerada de nascimento inferior segundo os critérios da realeza tradicional. Ao nascer, seu tio Luís já era o herdeiro da Princesa Isabel, e detinha o título de Príncipe Imperial do Brasil, e seu filho Pedro Henrique, o de Príncipe do Grão-Pará.
Quando Pedro Gastão nasceu, seu pai já havia renunciado aos seus direitos dinásticos. Entretanto, alguns anos após a morte da Princesa Isabel, e a ascenção de seu neto Pedro Henrique a frente da Casa Imperial, o pai de Pedro Gastão, disse a um Jornal Brasileiro: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
Em Petrópolis, na década de 1950, Pedro Gastão adquiriu o jornal Tribuna de Petrópolis, fundado em 1902, e atualmente administrado por seu filho, Francisco. Ele ainda dirigiu a Companhia Imobiliária de Petrópolis até o final do século XX. Pedro Gastão cumulou nos arquivos de sua residência, milhares de documentos e obras de arte que até hoje ajudam a contar a história da "Cidade Imperial".[nota 1] Ele orgulhava-se de haver conhecido todos os chefes de estado brasileiros, desde Epitácio Pessoa até FHC. No início da década de 1990, durante o plebiscito em que o povo brasileiro deveria optar pela monarquia ou pela república, Pedro Gastão foi um dos mais empenhados na campanha pela monarquia. Mas com a derrota da causa, o príncipe afastou-se do país e desautorizou a iniciativa de alguns correligionários de fundar um partido monarquista no Brasil. Com o avanço da idade, Pedro Gastão retirou-se para a propriedade de sua esposa, em Villamanrique, próximo de Sevilha, na Espanha. Os últimos anos de vida do casal foram passados na propriedade da princesa, onde ambos faleceram.
Títulos e estilos
Na sua vida teve pretensão ao seguinte estilo de tratamento:
Pedro Gastão e Maria da Esperança de Bourbon tiveram seis filhos:


