Antônio das Mortes
Antônio das Mortes é um personagem do filme brasileiro de drama e faroeste Deus e o Diabo na Terra do Sol, dirigido por Glauber Rocha e lançado em 1964. Intepretado pelo ator Maurício do Valle, o papel lhe rendeu uma vitória como Melhor Ator Coadjuvante no Prêmio Saci, em 1965. O personagem é retratado como um matador de cangaceiros. Também é um dos símbolos do movimento cinematográfico Cinema Novo, proeminente no Brasil durante os anos 1960 e 1970.
Imagem: Acervo Silvio Coelho dos Santos · BY-NC-SA · Openverse
Antônio das Mortes se autodenomina matador de cangaceiros. Em Deus e o Diabo na Terra do Sol ele é contratado por latifundiários para exterminar os seguidores do beato Sebastião. Chegando no local, mata todos os fiéis, exceto o casal Manoel e Rosa. Antônio também persegue e mata Corisco, um dos últimos comparsas de Lampião, e célebre pela sua selvageria. Com o sucesso do personagem, ele retornaria em outro filme de Glauber Rocha, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de 1969, conhecido internacionalmente também como Antonio das Mortes. Nesse segundo filme, Antônio das Mortes vai a uma cidade do interior brasileiro chamada Jardim das Piranhas, contratado para matar Coirana, um novo chefe cangaceiro. Ele o faz, mas acaba se rebelando contra jagunços e um velho fazendeiro (coronel) que domina a região.
Imagem: Senado Federal · BY · Openverse
Nos filmes, Antônio das Mortes veste um grande chapéu e uma capa de montaria (que lembra Django). Ele está sempre carregando um rifle e um facão. Tornou-se popular por agir em nome de seus sentimentos contraditórios sobre problemas de moral e de justiça no sertão do nordeste.
Imagem: Paixao 677 · BY-SA · Openverse
Análises e críticas
O cineasta, ator, escritor, roteirista e teórico e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet fez um estudo sobre o personagem em seu livro "Brasil em Tempo de Cinema".
Na cultura popular
Foi citado na lista dos 10 personagens mais marcantes do cinema brasileiro, do site Papo de Cinema.


