Antirretroviral
Antirretrovirais (ARV) são medicamentos essenciais no tratamento de infecções causadas por retrovírus, especialmente o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O HIV ataca principalmente os Linfócitos TCD4+, células cruciais para a defesa imunológica do corpo. Sem tratamento adequado, a infecção por HIV pode levar a uma série de complicações graves, como infecções oportunistas, cânceres e disfunções neurológicas, fisiológicas e metabólicas, culminando na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
Pontos-chave
- Antirretrovirais (ARV) são medicamentos para tratar retrovírus, como o HIV.
- O HIV ataca Linfócitos TCD4+, enfraquecendo o sistema imunológico e podendo evoluir para AIDS.
- Pacientes com HIV em TARV podem ter maior risco de hipertensão, diabetes, dislipidemia e infarto.
- Em Portugal e na UE, o tratamento com ARV é universal e gratuito, com acompanhamento médico e psicoterapia.
- O Brasil foi pioneiro na distribuição gratuita de ARV via SUS desde 1996, com 19 medicamentos disponíveis atualmente.
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Esta seção aborda os medicamentos atualmente empregados na Terapia Antirretroviral (TARV) combinada, detalhando seus mecanismos de ação e os principais efeitos adversos associados ao seu uso.
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Indivíduos com HIV em uso de antirretrovirais apresentam um risco significativamente maior de desenvolver condições como hipertensão (21,2% vs 15,9%), diabetes (11,5% vs 6,6%), dislipidemia (aumento da gordura corporal, 23,3% vs 17,6%) e infarto agudo do miocárdio (1,11% vs 0,69%) em comparação com pessoas sem HIV. Esses problemas são mais prevalentes em idosos e naqueles que utilizam a TARV por muitos anos. Uma possível explicação é a menor atenção à saúde por parte dos portadores de HIV. O consumo de ômega 3 pode ajudar a reduzir os riscos de problemas cardiovasculares.
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Em Portugal, assim como em outros países da União Europeia, o tratamento do HIV com antirretrovirais é universal e gratuito. Os pacientes recebem acompanhamento médico especializado em infeciologia, com consultas mensais na fase inicial e trimestrais na fase de acompanhamento contínuo da doença. Essas consultas são complementadas por exames laboratoriais detalhados para monitoramento da saúde do paciente soropositivo e para determinar a melhor combinação de medicamentos antirretrovirais para cada caso. Além disso, serviços de psicoterapia são disponibilizados gratuitamente a todos os pacientes que necessitem ou sejam encaminhados. Os medicamentos antirretrovirais são geralmente retirados nas Farmácias Hospitalares públicas, vinculadas ao hospital central ao qual o paciente está adstrito.
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O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a garantir a distribuição gratuita de antirretrovirais para pessoas vivendo com HIV. Desde 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) já fornecia medicamentos para tratar infecções oportunistas. A distribuição da zidovudina, um antirretroviral, começou em 1991. Em 1996, a Lei nº 9.3135 estabeleceu a oferta universal e gratuita de ARV para portadores de HIV e pessoas com AIDS que atendessem aos critérios do consenso terapêutico do Ministério da Saúde (MS). Atualmente, a recomendação é que a TARV seja oferecida a todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da carga viral ou de outros parâmetros clínicos e laboratoriais. Desde 1996, os antirretrovirais para o manejo da infecção pelo HIV são distribuídos gratuitamente pelo SUS. A partir de 2013, o SUS expandiu essa garantia para todas as Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), independentemente da carga viral. Atualmente, o SUS disponibiliza 19 medicamentos antirretrovirais, pertencentes a 6 classes terapêuticas distintas e em 34 apresentações farmacêuticas diferentes.


