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Anre ibne Alas

Amre ibne Alas foi um notável general, político e companheiro do Profeta Maomé. Inicialmente um opositor do Islã e líder coraixita, sua conversão em 629 marcou o início de uma ascensão meteórica na hierarquia militar muçulmana. Ele se destacou na conquista da Palestina e, principalmente, liderou a invasão do Egito. Lá, fundou Fostate, que precedeu o Cairo como capital, e construiu a primeira mesquita da África, que leva seu nome. Amre também demonstrou grande habilidade política ao organizar o governo egípcio, incluindo seus sistemas de impostos e justiça.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 19/08/2026

Pontos-chave

  • Amre ibne Alas foi um importante general e político muçulmano.
  • Ele se converteu ao Islã em 629, após ser um opositor inicial.
  • Liderou a conquista árabe do Egito, fundando a cidade de Fostate.
  • Construiu a primeira mesquita da África, a Mesquita de Amre.
  • Organizou o governo e o sistema de impostos do Egito.
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Origens e Oposição Inicial

Nascido em Meca, Amre pertencia à nobreza coraixita e era filho do chefe do clã Banu Sahm. Antes de sua conversão, era um mercador e um dos líderes coraixitas que se opunham firmemente ao Islã, chegando a liderar uma delegação para pedir a expulsão de muçulmanos refugiados na Abissínia. Ele também participou de batalhas contra os muçulmanos, como na Batalha de Uhud.

Primeiros Anos em Meca

Amre nasceu em Meca, pertencente ao nobre clã Banu Sahm da tribo coraixita. Sua mãe era Laila binte Harmalá (Al-Nabiga) e seu pai, Alas ibne Uail, chefiava os Banu Sahm. Antes de sua carreira militar, Amre era um mercador que viajava com caravanas pelo Oriente Médio, Ásia e Egito. Diferente de seu irmão Hixame, um dos primeiros seguidores de Maomé, Amre, assim como outros líderes coraixitas, era inicialmente hostil ao Islã. Ele liderou uma delegação coraixita ao negus da Abissínia solicitando a extradição de muçulmanos refugiados lá, mas o rei recusou. Após a Hégira de Maomé para Medina, Amre lutou contra os muçulmanos, comandando um contingente coraixita na Batalha de Uhud.

Durante a vida de Maomé

Na companhia de Calide ibne Alualide, cavalgou de Meca para Medina onde ambos se converteram ao Islão. Segundo algumas fontes (contraditas por outras), Anre seria casado com Ume Cultume binte Uqueba, filha do líder coraixita Uqueba ibne Abu Muaite e irmã de Alualide ibne Uqueba, companheiro do profeta, mas divorciou-se após se ter convertido. Anre tornou-se rapidamente um destacado comandante do exército de Maomé, tendo comandado Abu Becre, Omar e Abu Ubaida ibne Aljarrá na campanha de Dhat as-Salasil (também chamada "Expedição de Abu Ubaida ibne Aljarrá", "Expedição das Folhas" ou "do Peixe"). Além de comandante militar, Anre era também o líder religioso dos seus homens, dirigindo os serviços religiosos à frente dos seus oficiais.

Durante os reinados de Abu Becre e Omar

Durante o reinado de Abu Becre como califa, a seguir à morte de Maomé, Anre foi enviado com os exércitos árabes que invadiram a Palestina. Acredita-se que o seu papel na conquista da região foi muito importante e sabe-se que esteve no cerco de Damasco de 634 e nas batalhas de Ajenadaim (634) e de Jarmuque (636). Após o êxito das campanhas contra os bizantinos na Síria, Anre sugeriu a Omar marchar sobre o Egito e Omar concordou. A verdadeira invasão começou no final de 640, quando Anre atravessou a península do Sinai com 3 500 a 4 000 homens. Os relatos dizem que ele passou o feriado da peregrinação em Alarixe de 12 de dezembro de 640.[nt 3] Depois de tomar a pequena cidade fortificada de Pelúsio (al-Farama) e repelir um ataque de surpresa dos bizantinos perto de Bilbeis (outra cidade fortificada), Anre dirigiu-se à Fortaleza de Babilónia[carece de fontes?] (no que é atualmente a zona chamada de Cairo Copta).

Reinados de Otomão, Ali e Moáuia

Em 644 Otomão tornou-se califa depois do assassinato de Omar. Anre continuou como governador do Egito durante os primeiros tempos do reinado de Otomão mas este acabaria por destituí-lo, nomeando no seu lugar o seu irmão adotivo Abedalá ibne Sade. Anre ficou muito ofendido com a sua destituição e foi encontrar-se com Otomão a Medina, uma reunião que azedou ainda mais as relações entre eles. Anre passou então a criticar duramente o governo de Otomão e teve um papel destacado na instigação do descontentamento contra Otomão. Na revolta que estalou contra este, os egípcios estiveram na linha da frente e uma das razões para isso era a demissão de Anre. Este não escondia a sua oposição ao califa e desafiava-o abertamente, dizendo que levantaria todo o império muçulmano contra ele. Quando a revolta ganhou força em Medina, Anre retirou-se para a Palestina e era aí que se encontrava quando Otomão foi assassinado.

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