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Ankh

O ankh ou chave da vida é um antigo símbolo hieroglífico egípcio usado na arte e na escrita egípcias para representar a palavra «vida» e, por extensão, é símbolo da própria vida.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Uso na escrita

Na escrita hieroglífica egípcia antiga, o ankh era um sinal triliteral: aquele que representava uma sequência de três sons consonantais. O ankh representava a sequência Ꜥ-n-ḫ, onde n é pronunciado como o n em português, Ꜥ é uma fricativa faríngea sonora e ḫ é uma fricativa velar surda ou sonora (sons não encontrados em português). Na língua egípcia, essas consoantes foram encontradas no verbo que significa "viver", o substantivo que significa "vida", e palavras derivadas delas, como sꜤnḫ, que significa "causar a vida" ou "nutrir"; Ꜥnḫ evoluiu para ⲱⲛϩ (onh) no estágio copta da língua. O sinal é conhecido em inglês como "ankh", com base na pronúncia hipotética da palavra egípcia, ou como "chave da vida", com base em seu significado. Um dos usos comuns da palavra Ꜥnḫ era expressar um desejo de que uma determinada pessoa vivesse. Por exemplo, uma frase que significa algo como "que você esteja saudável e vivo" foi usada em contextos educados, semelhantes à frase em inglês "se você por favor", e a frase Ꜥnḫ wḏꜣ snb, que significa "vivo, sadio e saudável", foi usado como um honorífico para o faraó quando ele foi mencionado por escrito. A palavra egípcia para "juramento" também era Ꜥnḫ, porque os juramentos no antigo Egito começaram com uma forma da palavra "vivo".

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Origens

Os primeiros exemplos do sinal ankh datam da Primeira Dinastia (c. século 30 a 29 a.C.). Há pouco consenso sobre qual objeto físico o signo originalmente representava. Muitos estudiosos acreditam que o sinal é um nó formado por um material flexível, como um pano ou junco, como as primeiras versões do sinal mostram a barra inferior do ankh como dois comprimentos separados de material flexível que parecem corresponder às duas extremidades do nó. Essas primeiras versões têm uma semelhança com o símbolo tyet, um sinal que representava o conceito de "proteção". Por essas razões, os egiptólogos Heinrich Schäfer e Henry Fischer pensavam que os dois signos tinham uma origem comum, e consideravam o ankh como um nó que era usado como amuleto e não para qualquer propósito prático. A escrita hieroglífica usava sinais pictóricos para representar sons, de modo que, por exemplo, o hieróglifo de uma casa poderia representar os sons p-r, que eram encontrados na palavra egípcia para "casa". Essa prática, conhecida como princípio do rebus, permitiu que os egípcios escrevessem as palavras para coisas que não podiam ser retratadas, como conceitos abstratos. Gardiner acreditava que o ankh se originou dessa maneira. Ele apontou que as ilustrações de tiras de sandália nos caixões do Império Médio se assemelham ao hieróglifo, e argumentou que o sinal originalmente representava nós como esses e passou a ser usado na escrita de todas as outras palavras que continham as consoantes Ꜥ-n-ḫ. A lista de sinais hieroglíficos de Gardiner rotula o ankh como S34, colocando-o na categoria de itens de vestuário e logo após S33, o hieróglifo de uma sandália. A hipótese de Gardiner ainda é atual; James P. Allen, em um livro introdutório sobre a língua egípcia publicado em 2014, assume que o sinal originalmente significava "alça de sandália" e o usa como um exemplo do princípio rebus na escrita hieroglífica.

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Fontes consultadas

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