RMS Titanic
O RMS Titanic foi um navio de passageiros britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast. Segunda embarcação da Classe Olympic de transatlânticos, depois do RMS Olympic e seguido pelo HMHS Britannic, foi projetado pelos engenheiros navais Alexander Carlisle e Thomas Andrews. Sua construção começou em março de 1909 e seu lançamento ao mar ocorreu em maio de 1911. O Titanic foi pensado para ser o navio mais luxuoso e mais seguro de sua época, gerando lendas que era supostamente "inafundável".
Em 1907, Joseph Bruce Ismay, presidente da companhia de navios White Star Line, e lorde William Pirrie, 1.º Barão Pirrie e presidente dos estaleiros da Harland and Wolff, decidiram construir três navios para competir com RMS Lusitania e o RMS Mauretania, da rival Cunard Line. Essas novas embarcações, denominadas Classe Olympic, seriam as maiores, mais luxuosas e mais seguras feitas até então, já que para os dois homens a melhor aposta era competir com seus rivais britânicos e alemães em elegância do que em velocidade. Seus nomes foram depois definidos como Olympic, Titanic e Gigantic (depois alterado para Britannic), em referência a três raças da mitologia grega: olimpianos, titãs e gigantes. Os projetos foram realizados nos escritórios de desenho da Harland and Wolff, em Belfast, Irlanda, pelos engenheiros navais Alexander Carlisle, cunhado de Pirrie e responsável pelas decorações, instalações e dispositivos de segurança, e Thomas Andrews, sobrinho de Pirrie e chefe do Departamento de Desenho Naval. Carlisle acabou se aposentando repentinamente em 1910, enquanto o Olympic e o Titanic ainda estavam em construção, deixando Andrews como o único responsável pelos estaleiros e projetos. Acredita-se que isso ocorreu porque o engenheiro queria colocar 66 botes salva-vidas a bordo das embarcações e por causa de possíveis problemas com o sistema de anteparas, porém suas ideias e reclamações supostamente foram rejeitadas por Ismay.
Os planos finais foram concluídos no outono de 1908, com os materiais e suprimentos necessários para a empreitada encomendados pela Harland and Wolff. O Olympic e o Titanic seriam montados lado a lado. Foi necessária a construção de um pórtico com 256 metros de comprimento por 52 metros de altura, pois nenhuma das estruturas existentes eram suficientemente grandes para o trabalho. Havia também um guindaste especial com setenta metros de altura. Os trabalhos no Olympic tiveram início em 16 de dezembro de 1908, com o batimento de sua quilha, recebendo o casco de número 400. Já o Titanic começou a ser montado quatro meses depois, em 22 de março de 1909, com seu casco recebendo o número 401. Para poder diferenciar os dois irmãos, o Olympic foi construído com seu casco inteiramente branco, enquanto o do Titanic recebeu a cor preta. Os trabalhos de armação de sua estrutura progrediram em um bom ritmo e foram completados no início de 1911. Seu casco era formado por aproximadamente duas mil placas de aço medindo três metros de comprimento por dois metros de largura e uma espessura entre 2,5 a 3,8 centímetros, que eram mantidas unidas por mais de três milhões de rebites.
O Titanic tinha 269 metros de comprimento, 28 metros de largura e 53 metros de altura. Sua arqueação era de aproximadamente 46 mil toneladas, por volta de mil toneladas a mais que o Olympic. Ele operava com uma tripulação de 892 pessoas e podia transportar até 2 435 passageiros dispostos em três classes. Além disso, a embarcação também carregava correio e por isso recebeu o prefixo Royal Mail Ship (RMS). Ao todo, o Titanic custou 7,5 milhões de dólares em valores da época. O navio era dividido em dez conveses, sendo o maior navio transatlântico construído até então. O convés mais alto era chamado de "convés superior" ou "convés dos botes" e era onde ficavam os botes salva-vidas, alojamento dos oficiais e a ponte de comando. Abaixo estavam os conveses de A a G, todos destinados aos passageiros com exceção do último, que também abrigava compartimentos de carga. Mais abaixo ficavam mais compartimentos de carga, a casa das máquinas, caldeiras, alojamentos da tripulação e as reservas de suprimentos.
Especificações
O Titanic, assim como seus irmãos Olympic e Britannic, era movido por uma combinação de dois sistemas de propulsão. Ele possuía 29 caldeiras a vapor agrupadas em seis salas, alimentando dois motores de tripla expansão com quatro cilindros cada que moviam as duas hélices laterais. O vapor excedente era reutilizado por uma turbina de baixa pressão que movia a hélice central. O navio conseguia chegar a uma velocidade média de 21 nós (39 km/h), consumindo entre 638 a 737 toneladas de carvão por dia. A energia elétrica que operava a iluminação e outros equipamentos da embarcação era gerada por quatro dínamos de 400 kW. Os fumos da combustão do carvão eram descarregados através das três primeiras chaminés. A quarta chaminé era apenas ornamental, adicionada principalmente para fazer com que os navios da Classe Olympic parecessem mais "potentes" nos olhos do público, porém também era usada para ventilar a casa de máquinas e as cozinhas.
Instalações
O Titanic fornecia aos seus passageiros as instalações mais luxuosas e confortáveis do que qualquer outro navio contemporâneo. A primeira classe ia do convés dos botes até o convés E incluíam um ginásio com os equipamentos mais modernos da época, quadra de squash, sala de fumar decorada com uma lareira e pinturas de Norman Wilkinson, restaurante à la carte, dois cafés decorados com palmeiras, piscina coberta, banhos turcos, sala de leitura com mobílias de mogno e vitrais e convés de passeio coberto. Suas cabines eram igualmente luxuosas, com algumas tendo até casas de banho particulares (uma coisa rara na época) e com duas delas inclusive possuindo seu próprio convés de passeio privado. Conectando todas as cabines e instalações estavam duas grandes escadarias, uma entre a primeira e segunda chaminés e a outra entre a terceira e quarta, que eram cobertas por uma enorme cúpula de vidro. A escadaria dianteira era adornada por um relógio entalhado chamado de "Honra e Glória Coroando o Tempo" e era servida também por três elevadores que iam do convés A ao E. No convés D, a grande escadaria dava para uma enorme sala de jantar.
Segurança
O casco do Titanic era dividido em dezesseis compartimentos estanques. Atravessando esses compartimentos existiam doze comportas estanques situadas nos locais onde a passagem era necessária para o bom funcionamento do navio. Estas podiam ser fechadas remotamente a partir de um interruptor na ponte de comando ou mesmo automaticamente em caso de acidente. Porém, os compartimentos estanques centrais não iam além do convés E, enquanto os compartimentos da proa e popa chegavam apenas até o convés D. Os projetistas acreditavam que se dois compartimentos adjacentes fossem inundados o navio poderia continuar flutuando. Esse limite era de quatro se os compartimentos inundados estivessem na proa.
O Titanic partiu em sua primeira e única viagem com 1 316 passageiros a bordo: 325 na primeira classe, 285 na segunda e 706 na terceira. Deles, 922 embarcaram em Southampton, 274 em Cherbourg-Octeville na França e 120 em Queenstown na Irlanda. Na primeira classe estavam os passageiros mais ricos do navio, dentre eles empresários, artistas, oficiais militares, políticos e outros. Em muitos casos eles viajaram com várias malas de bagagem e um ou mais criados particulares. Dentre as personalidades da primeira classe pode-se destacar Joseph Bruce Ismay, presidente da White Star Line, e Thomas Andrews, um dos engenheiros do navio. Ambos viajaram a fim de observar possíveis defeitos que poderiam ocorrer e melhorias que poderiam ser aplicadas no Britannic. O passageiro mais rico a bordo era John Jacob Astor IV, um militar, escritor, inventor e empresário norte-americano, que viajava junto de sua esposa Madeleine. Outros passageiros detentores de grandes fortunas incluíam Margaret Brown, Benjamin Guggenheim, Jacques Futrelle, Cosmo Duff-Gordon, Archibald Gracie e o tenista Richard Norris Williams. Archibald Butt, um dos assessores do presidente William Howard Taft, também fez a travessia a bordo do Titanic para retornar aos Estados Unidos a fim de se preparar para as eleições presidenciais. John Pierpont Morgan, banqueiro e empresário norte-americano, também deveria ter viajado no Titanic, porém desistiu de última hora para comemorar o aniversário de sua amante em Aix-les-Bains, na França.
Dentre as quase novecentas pessoas que faziam parte da tripulação do Titanic, 66 pertenciam a tripulação de convés (oficiais, marinheiros, vigias e quartel-mestres), 325 eram mecânicos (carvoeiros, foguistas, graxeiros e especialistas), e por fim 494 eram membros da equipe de atendimento (comissários, mordomos, cozinheiros, operadores de rádio, etc.). O comandante do navio era o capitão Edward Smith, o mais respeitado oficial da White Star Line e extremamente popular entre os passageiros da primeira classe, tendo comandado todos os maiores e mais novos navios da companhia desde 1904. Henry Wilde de última hora chegou para ser o oficial chefe e o segundo no comando do Titanic, causando uma mudança na hierarquia dos oficiais. Isso fez com que os três oficiais mais graduados da embarcação fossem os mesmos que haviam trabalhado no Olympic (com o terceiro sendo o primeiro oficial William Murdoch). Além deles, também estavam a bordo o segundo oficial Charles Lightoller, terceiro oficial Herbert Pitman, quarto oficial Joseph Boxhall, quinto oficial Harold Lowe e sexto oficial James Moody. Eles eram os encarregados de comandar a tripulação do convés e garantir o andamento e bom funcionamento de toda a embarcação. Eles eram auxiliados por quartel-mestres que cuidavam da roda do leme, os vigias que trabalhavam no cesto de gávea e os marinheiros que ficavam na manutenção dos diversos dispositivos a bordo.
Testes marítimos
Às 6h do dia 2 de abril de 1912, 78 foguistas e 41 oficiais e tripulantes embarcaram no Titanic para que ele pudesse realizar seus testes marítimos. O navio deixou o porto de Belfast puxado por quatro rebocadores da Red Funnel, com todos os oito oficiais presentes a bordo. Pelo restante do dia a embarcação fez testes de velocidade e manobrabilidade, como paradas de emergência e medição de suas manobras em diferentes velocidades. Esses testes mostraram que o Titanic era capaz de parar completamente depois de percorrida uma distância de três vezes o seu comprimento. Ao meio-dia, os engenheiros, os representantes da Harland and Wolff e os representantes do Ministério do Comércio britânico almoçaram no salão de jantar da primeira classe e dessa forma inauguraram essa instalação. O Titanic voltou para Belfast às 18h, tendo cumprido todos os requisitos exigidos pelo governo do Reino Unido. Francis Carruthers, inspetor da Junta Comercial, assinou o certificado n.º 131 428 de navegabilidade do navio, válido por um ano. A embarcação deixou a cidade às 20h do mesmo dia e chegou em Southampton durante a noite do dia 3 de abril.
Partida
O Titanic deixou o porto de Southampton às 12h15min do dia 10 de abril de 1912 com 953 passageiros a bordo, 29 dos quais desembarcariam antes do navio seguir para Nova Iorque. A bordo estavam pessoas de quarenta nacionalidades diferentes. Ao partir a embarcação passou perto do SS New York, que estava atracado no cais. A sucção das hélices do Titanic fez com que as amarras que prendiam o New York se soltassem, e ele rapidamente começou a se aproximar do navio maior. Smith deu ordem para que as máquinas entrassem em ré a fim criar um efeito que empurrasse o New York para longe. Os rebocadores do porto conseguiram parar o New York e impedir uma colisão, porém os dois navios chegaram a ficar a menos de dois metros de distância um do outro. Esse incidente fez com que o Titanic deixasse Southampton com uma hora de atraso.
Travessia
A travessia do Titanic pelo oceano Atlântico ocorreu sem grandes incidentes pelos dois dias seguintes. No dia 12 de abril ele começou a receber avisos de gelo vindos de outras embarcações. A primeira mensagem deste tipo foi do SS La Touraine, que alertava sobre uma névoa densa, uma espessa camada de gelo na superfície da água e vários icebergs em diferentes pontos do oceano. Essa mensagem foi imediatamente entregue ao capitão Smith. O navio recebeu várias outras mensagens de icebergs e campos de gelo por todo o dia seguinte. Na parte da tarde, o incêndio que estava ocorrendo em uma de suas reservas de carvão desde antes da partida de Southampton foi finalmente apagado. Esse tipo de incidente não era incomum em embarcações da época, porém sua intensidade foi rara devido a uma explosão de gás e pela baixa qualidade do carvão ocasionada por uma greve de mineiros. Foram necessários vários homens para apagar o fogo, que possivelmente pode ter enfraquecido as paredes do casco. O SS Rappahannock enviou às 22h30min mais uma notificação sobre camadas de gelo grossas e campos de icebergs; o recebimento dessa mensagem foi confirmado no diário de bordo por um dos oficiais.
Naufrágio
O Titanic já havia percorrido mais de 3 600 quilômetros por volta da noite de 14 de abril. Dentre os avisos de gelo recebidos durante o dia estava um do SS Californian. Às 22h55min, o Californian enviou um outro aviso para todos os navios próximos, inclusive para o Titanic. Porém, Jack Phillips interrompeu o operador da outra embarcação e o mandou calar a boca para que pudesse continuar enviando mensagens dos passageiros para o continente. Logo depois disso o operador de rádio do Californian desligou seus equipamentos e foi dormir, já que não era costume manter os operadores trabalhando durante a noite. Por volta das 23h30min, o Titanic estava viajando a pouco mais de 21,5 nós (41 km/h), com a maioria dos passageiros já estando dormindo ou retirados em suas cabines. Neste momento na ponte de comando estavam de serviço o primeiro oficial Murdoch e o sexto oficial Moody, enquanto na roda do leme estava o quartel-mestre Robert Hichens. No cesto de gávea no mastro principal estavam os vigias Frederick Fleet e Reginald Lee. Era uma noite escura, não havia nuvens nem Lua no céu e a água estava completamente calma; atualmente sabe-se que uma água extremamente calma como aquela encontrada pelo Titanic é um sinal da presença de icebergs por perto, porém isso não era de conhecimento dos marinheiros da época.
O Carpathia chegou ao Pier 34 de Nova Iorque na tarde de 18 de abril depois de uma viagem difícil através de gelo, neblina, trovões e mares agitados. Aproximadamente quarenta mil pessoas esperavam a sua chegada depois de serem alertadas do desastre por mensagens do rádio do Carpathia e outros navios. Por causa de dificuldades nas comunicações, foi apenas depois dos sobreviventes chegarem em Nova Iorque que a total magnitude do naufrágio se tornou de conhecimento público. Esforços para recuperar os mortos já estavam em andamento antes mesmo do Carpathia chegar nos Estados Unidos. A White Star Line contratou quatro navios que conseguiram recuperar 328 corpos; 119 foram enterrados no mar enquanto os 209 restantes foram levados até o porto de Halifax, no Canadá. Os corpos da grande maioria das vítimas do Titanic nunca foram recuperados, com a única evidência de suas mortes sendo encontradas 73 anos depois dentre os destroços no fundo do mar: pares de sapatos lado a lado, onde os corpos uma vez estavam antes de se decomporem.
O número exato de mortos no naufrágio é incerto devido a vários fatores, como confusão sobre a lista de passageiros, que incluía nomes de pessoas que cancelaram a viagem no último momento e o fato de alguns passageiros terem embarcado sob pseudônimos. O número total de mortos já foi colocado entre 1490 e 1635 pessoas. O número mais aceito é aquele da Junta Comercial britânica, 1514 mortos: Menos de um terço daqueles que estavam a bordo do Titanic sobreviveram. Alguns sobreviventes morreram pouco tempo depois; ferimentos e os efeitos da exposição causaram a morte de muitos daqueles resgatados pelo Carpathia. 49% das crianças, 26% das mulheres passageiras, 82% dos homens passageiros e 78% da tripulação morreram. Os números mostram enormes diferenças nos índices de sobrevivência das diferentes classes a bordo do navio, especialmente entre as mulheres e crianças. Apesar de menos de 10% das mulheres da primeira e segunda classe juntas terem morrido, 54% daquelas na terceira pereceram. Similarmente, cinco das seis crianças na primeira classe e todas da segunda classe sobreviveram, porém 52 das 79 na terceira morreram. A única criança da primeira classe a morrer foi Loraine Allison, de dois anos de idade. Proporcionalmente, as maiores perdas foram sofridas por homens da segunda classe, dos quais 92% morreram. Além disso, três animais de estimação que estavam a bordo sobreviveram.
O naufrágio do Titanic pode ser atribuído a diversas causas, tanto naturais quanto humanas. Seu número total de mortos, um dos maiores em toda história do transporte marítimo em tempos de paz, também pode ser explicado por vários fatores. O naufrágio em si foi o resultado de circunstâncias especiais. Apesar de ser mais raro encontrar icebergs no Atlântico Norte em abril, a grande presença de gelo em 1912 se deu a um inverno particularmente suave, que fez com que um número muito maior de icebergs alcançassem a rota do Titanic do que em condições mais normais. Isso explica o motivo da embarcação ter navegado diretamente para um campo de gelo, apesar de estar viajado mais ao sul do trajeto recomendado. Além disso, a noite do dia 14 de abril foi escura, sem Lua ou vento, dificultando a observação de icebergs. Essa situação foi agravada pela falta de binóculos para os vigias no cesto de gávea, resultado da mudança de hierarquia dos oficiais com a chegada de última hora de Henry Wilde para assumir como oficial chefe. Frederick Fleet, um dos vigias que avistou o iceberg, afirmou que acreditava que poderia ter avistado o gelo antes caso tivesse binóculos.
Inquéritos foram instaurados no Reino Unido e nos Estados Unidos logo após o naufrágio. O inquérito americano começou em 19 de abril, sob a presidência do senador William Alden Smith, enquanto o inquérito britânico teve início em 2 de maio, sob a presidência de lorde John Bigham, 1.º Barão Mersey. Ambos chegaram a conclusões amplamente semelhantes: os regulamentos sobre o número de botes salva-vidas que navios deveriam carregar estavam datados e inadequados, o capitão Smith não deu a atenção adequada aos avisos de gelo, os botes não tinham sido preenchidos de forma correta e a colisão foi um resultado direto do Titanic ter entrado em uma área de perigo em uma velocidade muito elevada. O capitão Stanley Lord do Californian também foi criticado por ambos os inquéritos por ter ignorado os fogos de artifício vistos por sua tripulação e não ter prestado assistência ao Titanic. Todavia, os dois inquéritos concluíram que negligência por parte da White Star Line não havia sido um fator. O inquérito americano chegou a conclusão que todos os envolvidos estavam seguindo as práticas habituais, dessa forma podendo apenas categorizar o desastre como um "caso fortuito". O inquérito britânico concluiu que Smith tinha seguido as duradouras práticas que até então não haviam se mostrado inseguras (com Mersey comentando que apenas os navios britânicos na década anterior haviam transportado 3,5 milhões de passageiros com apenas 73 mortos), e que ele tinha feito "apenas aquilo que outro homem habilidoso teria feito na mesma posição". O inquérito britânico se encerrou com um aviso: "O que foi erro no caso do Titanic sem dúvida nenhuma será negligência em qualquer caso similar no futuro".


