Alfred Frank Evans
Alfred Frank Evans foi um marinheiro britânico que trabalhava como vigia a bordo do malfadado RMS Titanic. Evans tinha 25 anos de idade na época do naufrágio do navio. Ele, juntamente com o foguista Frank Dymond, foi colocado no comando do bote salva-vidas número 15, que foi baixado por volta de 1:40 da manhã.
Imagem: UIC Library Digital Collections · BY-NC-ND · Openverse
Evans nasceu em Southampton, Inglaterra, filho de Charles Evans e Elizabeth (Russell). Em julho de 1906, aos 19 anos, ele se juntou à Royal Naval Reserve. Antes de se juntar à tripulação do Titanic, serviu a bordo do RMS Oceanic de outubro de 1911 até março de 1912. Em 14 de abril de 1912, Evans e seu companheiro, o vigia George Hogg, estavam de serviço durante o turno das 18h. às 20h. e ambos dormiam quando o navio colidiu com o iceberg às 23:40. Ambos, junto com outros tripulantes, correram até o Convés dos Botes e tanto Evans quanto Hogg substituíram Frederick Fleet e Reginald Lee no ninho da gávea às 00:00, 20 minutos depois da colisão. Ficaram por lá por volta de 20 minutos e então desceram ao Convés dos Botes para ajudar. Hogg foi um dos primeiros a deixar o Titanic a bordo do bote salva-vidas 7 que foi baixado às 00:45. Enquanto isso, Evans ficou no navio, ajudando mulheres e crianças serem colocados nos botes.
Imagem: UIC Library Digital Collections · BY-NC-ND · Openverse
De setembro de 1913 até abril de 1914, Evans trabalhou nos estaleiros de Southampton, fazendo diversas viagens com o RMS Olympic. Após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, ele foi designado para o HMS Victory até seu serviço de guerra ser desmobilizado em fevereiro de 1919. Ele então foi premiado com as medalhas Star, Clasp, British War Medal e Victory Medal. Entre 1920 e 1921, Evans trabalhou para a Harland & Wolff nos estaleiros de Southampton. Em abril de 1921 ele se candidatou para se juntar novamente à Royal Naval Reserve mas foi rejeitado por problemas de saúde. Ele continuou a trabalhar nos estaleiros até uma queda o forçar a se aposentar. Morreu em Southampton em 1º de fevereiro de 1964. Escolheu nunca falar sobre o naufrágio do Titanic.


