Aníbal Teixeira
Aníbal Teixeira de Souza foi um administrador, empresário, professor e advogado brasileiro. Membro do movimento integralista, foi um dos principais articuladores do golpe militar de 1964, e, mais tarde, da redemocratização. Ocupou importantes cargos públicos a nível nacional, tendo sido, ainda jovem, o líder do combate à grande seca de 1957 e 1958 no Nordeste. Era um dos aliados mais próximos de Juscelino Kubitschek, o que o levou a ter seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 5. Teve atuação destacada no Governo Sarney, criando o primeiro programa social de massas do país, com importantes impactos na redução da mortalidade infantil, além da criação do vale-refeição e do vale-transporte e da origem do futuro Bolsa Família.
Era filho do General Antônio Teixeira de Sousa e de Elvira Morroni de Sousa. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Aluno rebelde e indisciplinado, rompeu com o colégio e saiu de casa, sendo empregado em uma fábrica de peixes, onde começou sua vida intelectual com os livros, orientado pelo professor integralista Hélio Rocha, e envolveu-se nas lutas sindicais. Com o destacamento do pai para comandar um regimento de guerra na selva, mudou-se com a família para Manaus. Ali retornou à vida escolar, formando, com colegas, a Sociedade de Estudos Oliveira Vianna. Passou a se envolver no movimento estudantil, o que o levou a ser secretário geral da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e, em seguida, seu presidente. Voltando, assim, ao Rio de Janeiro, morou na casa do empresário integralista Romeu de Vasconcelos Noronha e Menezes, onde teve um importante direcionamento intelectual e existencial, participou de muitos encontros de discussão teórica e política e conheceu figuras do alto escalão da vida política e econômica do país. Com 18 anos, leu Problemas de política objetiva, de Oliveira Vianna, e chocou-se ao ver uma foto de crianças e retirantes nordestinos dilacerados pela fome e pelo abandono, o que representou, para ele, a miséria e a incompetência das elites políticas. Com uma caneta vermelha, escreveu, em código, um juramento: "N.D. 22-maio-1951 JACI. Aníbal", significando: "Neste dia 22 de maio de 1951, juro acabar com isso. Aníbal".


