Acção
O jornal Acção foi um periódico brasileiro de orientação integralista, fundado e dirigido por Miguel Reale em 1936. Com sede em São Paulo, ele se tornou o principal veículo de imprensa da Ação Integralista Brasileira (AIB) no estado, divulgando suas ideias e análises sobre a conjuntura nacional e internacional.
Pontos-chave
- Fundado e dirigido por Miguel Reale em 1936, o Acção era o principal órgão de imprensa da AIB em São Paulo.
- O jornal começou com 8 páginas e chegou a 20, mudando de sede em 1937 para um espaço independente.
- Abordava notícias nacionais e internacionais, com seções sobre economia, literatura, esportes e cultura.
- Contou com artigos de Miguel Reale e colaborações de intelectuais integralistas como Plínio Salgado e Gustavo Barroso.
- Dedicava atenção especial às questões dos trabalhadores rurais e urbanos, promovendo o corporativismo e criticando o latifúndio.
O jornal Acção foi fundado em São Paulo por Miguel Reale, figura central da Ação Integralista Brasileira (AIB), em 6 de outubro de 1936. Sua criação ocorreu em um período de grande expansão do movimento integralista no Brasil, e o periódico rapidamente se tornou um importante veículo para a divulgação de suas ideias. Inicialmente com oito páginas, o jornal expandiu-se para vinte, refletindo seu crescimento e influência. Sua primeira sede, na Rua do Carmo, nº 17, era compartilhada com o jornal O Dia. Onze meses depois de seu lançamento, em 3 de agosto de 1937, o Acção mudou-se para um espaço próprio e independente na Rua Irmã Simpliciana, nº 17 e 17-A. Miguel Reale permaneceu como diretor e editor durante toda a existência do jornal, sendo um colaborador assíduo com seus próprios artigos. A equipe contava com Paulo Paulista de Ulhoa Cintra como secretário, que também era advogado e chefe municipal da AIB em São Bernardo, além de membro da Câmara dos Quatrocentos. A gerência foi inicialmente de Eduardo Graziano (médico e ex-chefe municipal da AIB em São Paulo) até 14 de janeiro de 1938, quando José Ribeiro de Barros, irmão de João Ribeiro de Barros, assumiu a função até o encerramento do jornal, três meses depois. Entre os principais redatores de notícias, destacavam-se Mário Mazzei Guimarães e Benedito Vaz.
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O jornal Acção não se limitava a notícias nacionais e internacionais; ele oferecia um conteúdo diversificado em seções temáticas que iam da economia à literatura, passando por esportes, atividades culturais em São Paulo (como teatro e música) e matérias voltadas ao público feminino. Além dos numerosos artigos assinados por Miguel Reale, o periódico contava com a colaboração de importantes intelectuais integralistas, como Plínio Salgado, Gustavo Barroso, Ernani Silva Bruno, Luís da Câmara Cascudo, Antônio Gallotti e San Tiago Dantas. Uma característica marcante do Acção era a preocupação de seus colaboradores em analisar a conjuntura social e econômica do Brasil, abordando desde o problema da dívida externa até as causas da crise agrícola e industrial. O jornal dava grande ênfase às questões envolvendo os trabalhadores rurais e urbanos. Ao mesmo tempo em que criticava as condições de trabalho existentes, buscava afastar esses trabalhadores das influências liberais e comunistas. Textos sobre os sindicatos de São Paulo eram publicados regularmente, com uma seção específica inicialmente chamada "Syndicalismo", que depois se tornou "A Nota Syndical". O periódico chegou a entrevistar diversas figuras ligadas aos meios sindicais. Essa forte abordagem sobre o tema do trabalho também se manifestava em artigos que, sempre alinhados às ideias integralistas, discutiam as vantagens da organização corporativista e a necessidade de erradicar o latifúndio no Brasil.


